Chapeleira elegante – by Douglas Petry

A mulher brasileira tem alguns clichês que se tornam quase regra em suas vidas. Ter cabelo longo, valorizar a forma física, fazer o exercício do momento. Na moda, isso reflete nas peças que se tornam eternas no guarda-roupas e dificilmente são substituídas. É o caso da calça skinny, que não deu espaço ao modelo flare. É o caso dos vestidos ultra mega blaster colados, que barram a tendência do shape 60’s de fazer sucesso.

Outro clichê é com o uso dos chapéus. Há uns anos, poucas ousavam e usavam um. Hoje, até está mais popular, mas quase só se vê o modelo Panamá. Ah, e nada de usar no inverno, só no verão. Mas, sim, querida leitora. Você usará chapéu no inverno!

Chapéu no inverno 2013Ao menos no que depender das marcas que desfilaram na semana de moda, você vai. O modelo tem abas largas e pode ser de feltro, couro, ou o material que você preferir.

Percebe a elegância que o chapéu dá ao look? Basta ele, um óculos de sol bafo e uma bela bolsa, pra deixar qualquer “jeans e camiseta” com cara de super produção.

Como brasileiro adora uma novela e adora copiar o que é usado pelas personagens, em Salve Jorge, quem usa muito esse tipo de chapéu é a personagem Bianca, interpretada pela Cléo Pires.

Não se preocupe em ser chamada de Indiana Jones. Basta não combinar o acessório com roupas cáqui ou no estilo “aventureira”. Deixe pra fazer essa escolha quando viajar para a África e fizer um safári.

Agora, fala sério. O chapéu tem ou não potencial para ser O acessório da próxima temporada?

Beijos,

Douglas

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Lana Del Rey (também) está de franja – by Gabriela de Oliveira

Eu já disse para essas minhas amigas famosas do exterior pararem de me copiar. Mas parece que não tem jeito. Primeiro foi a Beyoncé, que apareceu de franja. Agora foi a vez da Lana Del Rey. Ó:

Dizem que tudo o que a Lana usa, vira tendência. Primeiro foram os cabelos ruivos. Todas desejaram (e as mais corajosas fizeram). Depois foi a coloração escura. E agora, será que a franja pega?

Eu, sinceramente, não aprovei. Acho que essa cor + a franja + o olho delineado + um look super fechado + a falta de chapinha, não resultaram em um visual muito harmonioso. Sabe quando parece que tudo é demais? É isso o que aconteceu nesse caso.

Já comentei aqui que a franja dá muito trabalho, principalmente para quem não tem o cabelo naturalmente liso. Além da chapinha constante e do corte quase semanal, a roupa escolhida também precisa ser menos volumosa. O comprimento também influencia. Pensem que quanto mais curta, mais aberto seu rosto fica. Portanto, quem usa óculos, pode apostar nela bem curtinha (até mesmo como a da Sabrina Satto, lembram?).

E ai, Lana (copiona) vai de franja. E você?

Beijos,

Gabi

As franjas da Beyoncé – by Gabriela de Oliveira

Foi em novembro de 2011 que, durante uma viagem para a França, sentada na cadeira de um cabeleireiro, que ouvi a ideia de cortar uma franja mais curta. Sempre achei que o visual não combinasse comigo, achava menininha demais. Mas encarei a tesoura, deixei o preconceito ir embora e permiti o corte.

Adorei o resultado. Me senti mais jovem e super in. Na época, o visual estava começando a se popularizar no Brasil, então, nem precisava me preocupar com o fato de mais gente ter igual.

Ontem vi uma imagem da Beyoncé assistindo um jogo de baisebol, ou futebol americano, sei lá o que, com o visual novo: mais loira e com franja.

Vendo a Beyoncé, tentei me lembrar do por que deixei o cabelo crescer e não renovei o visual “fofolete”. Foi daí que eu lembrei: ao contrário da superstar, eu não tenho uma equipe de cabeleireiros ao meu redor o dia todo, todos os dias, que cuidem das minhas madeixas.

E para quem tem os fios como os meus, que ondulam ou arrepiam a um simples sinal de chuva, ter franja é uma missão que exige esforço, paciência e relaxamento capilar constante. Todo dia, ao acordar, era eu e a louca da chapinha, na frente do espelho, alisando o cabelo. Nunca fiz relaxamento, progressiva e afins porque gosto dos meus fios e tenho medo de perder todos.

Portanto: tem cabelo ondulado ou frisado e quer ter franja? Não é a Beyoncé ou qualquer super celebridade? Compre urgente uma chapinha e a adote como sua melhor amiga. Senão, o risco de sua franja parecer a de uma juruna, é muito grande.

Força na chapinha! E nos braços da equipe da Beyoncé.

Beijos,

Gabi

Meu amor por alpargatas – by Douglas Petry

Venho por meio deste post fazer um desabafo/confissão: estou perdidamente apaixonado. Mas não, não se trata de uma pessoa. Minha amada (ou minhas amadas) é um par de alpargatas que comprei ontem.

Pra quem não sabe, alpargata é isso aqui:

E essa é a minha:

As alpargatas são muito comuns aqui no Rio Grande do Sul. São geralmente usadas com bombacha pelos gaúchos pilchados. Mas a história do produto vai muito além daqui.

O nome original é espardenyes, e tem registro de 1322. Dizem que ela foi inspirada nas sandálias egípcias e tinham como função proteger os pés do sol e dar conforto para os missioneiros, que percorriam longos trajetos a pé.

Hoje, fazem parte do traje típico de alguns países, como Espanha, França, Argentina e Chile. Existe uma grande variedade de alpargatas, mas as mais conhecidas são as comuns (como das fotos) e as de amarrar na perna, muito usadas por dançarinas.

É comum ver pessoas usando modelos de alpargatas nas praias francesas (a Fê que disse), mas aos poucos começaram a aparecer nas passarelas e coleções de grandes grifes (até a Chanel fez). No Brasil, prometem virar febre nesse verão. Alguns modelinhos estão começando a aparecer nos pés dos antenados, em looks super descolados.

Eu curto usar com bermudas, fica mais descontraído. Mas nada impede que se combine com uma calça jeans (hoje vim trabalhar assim), ainda mais se a barra estiver dobrada.

A marca do momento (pelo menos na minha cidade) é a Perky. A minha, inclusive, é dessa marca, e paguei R$ 99,90. Olha alguns modelos:

Eu super queria esse, mas a numeração vai só até o 39. #chatiada

Modelo com spike, dentro da maior “tãndãncia” dessa temporada.

Um modelinho branco e neutro “must have”!

E ainda tem um tipo que estou desejando muito, que é com pintura em tie dye. Aqui na minha cidade, quem faz é a Claudinha Lima, que é especializada nesse tipo de trabalho. Estou atrás dela pra comprar um par.

Alguém duvida que as alpargatas serão meu calçado oficial pra esse verão? Não saem mais do pé!

Beijos,

Douglas

A mustache mania – by Douglas Petry

Não é novidade pra ninguém a mania da moda por bigodes, né? Na verdade, se viesse aqui falar sobre isso como tendência, eu estaria (bem) atrasado. Mas não é isso que eu vim fazer.

Lendo a Elle desse mês, ví um projeto super bacana, de uns australianos, que deu origem a essa tendência. Em 2003 um grupo de amigos resolveu deixar o bigode crescer por diversão. Mas a piada rendeu a criação de um movimento filantrópico, o Movember (mistura de “mo”, gíria pra mustache, com november).

Com isso, o grupo arrecada doações para a luta contra o cãncer de próstata. Hoje, mais de dez países, inclusive o Brasil, participando da ação.

Durante todo o mês de novembro, basta se cadastrar no site www.movember.com, e publicar uma foto com um bigode (pode ser de verdade, de mentira, pode ser menino ou menina), que você já vai estar ajudando.

É uma boa causa pra apoiar, né?

Beijos,

Douglas

Os acessórios da Fendi – by Douglas Petry

Acabei de finalizar o Moda Mundo que circula no próximo fim de semana, especial sobre a semana de moda de MIlão, temporada verão 2013. Revirando o site do Style.com atrás de fotos para ilustrar a página, me deparei com os acessórios maravilhosos desfilados pela Fendi. Eu, que sempre achei a marca clássica demais, e muitas vezes até ultrapassada, me apaixonei pela explosão de cores apresentada pela grife italiana, e o uso de materiais diferentes me conquistou de vez. Esse será um post de mais fotos do que palavras, então, vamos lá…

Além da linda bolsa em formato de cubo, repare no anel, um máxi tricolor em preto, amarelo e dourado. Grande, mas discreto, seguindo a proposta dos grafismos.

Esses óculos são sonho pra qualquer apaixonado por moda. Não basta o formato diferente, ainda é bicolor. Além do vermelho da foto, foram apresentadas versões em amarelo e preto.

Os spikes estão mais nada moda do que nunca, e esses apresentados pela grife são demais. Fashionistas reunindo grupos para fazer novena, rezando para que o sapatinho chegue logo às lojas em 5, 4, 3…

Bolsa supercolorida + pulseiras supercoloridas = over? Não! É amor puro!

E se trocarmos os spikes por bolinhas multicoloridas? A coisa fica mais linda ainda!

Olha que linda essa aplicação de paetês! Perceberam que, é o mesmo material aplicado no tecido da saia? Lindo demais!

Essa coleção de acessórios é simplesmente linda. Agora, quem pode comprar as Fendis originais, é só aguardar chegar nas lojas. Quem não pode, é bom começar a rezar para chegarem réplicas rapidinho ao mercado!

Beijos,

Douglas

Aceita um chá? Meet, da Univates #evento

Vamos tomar um chá? É assim que as alunas do curso de Design de Moda da Univates convidam a todos para o Meet, evento que ocorre na terça-feira, dentro da programação da Semana Acadêmica, que ainda terá outras atrações na segunda, quarta e sexta-feira.

O Meet começa às 14h, com um workshop do estilista Mario Queiroz. Às 19h, ele dará uma palestra sobre tendências. Às 20h 30min, se juntará, numa mesa redonda, à estilista Greice Antes, ao designer LuIs Fernando Pippi, do portal UseFashion, e à Carolina Leal Lima, da empresa Cogumelo.

Para encerrar a noite, as alunas apresentarão o desfile conceitual Chá, desenvolvido durante as aulas de uma oficina no primeiro semestre de 2012.

Abaixo, vejam o bate-papo que tivemos com a Camila Tietz, coordenadora do curso.

It: O evento marca algum momento especial do curso?

Camila: Ele é resultado de um projeto que surgiu dentro da Univates e que privilegiou uma série de cursos, entre eles o de Design de Moda. O projeto chamado de Qualifica, que tem como proposta uma melhoria na qualidade de ensino, veio tornar viável algo muito importante para os cursos envolvidos, que é promover e mostrar para a comunidade o trabalho realizado pelos alunos, além de propor um encontro de saberes entre áreas de conhecimento diferentes. Por isso o projeto não marca um momento específico do curso, mas sim vem para abrilhantar e complementar o trabalho que já está sendo realizado pelos alunos até agora.

It: De onde surgiu a ideia?

Camila: Consideramos que é fundamental para os alunos do curso o contato com a produção de moda, styling e produção de um desfile conceito. Como papel da Universidade vejo também a importância de possibilitar ao aluno a experiência de errar e poder ousar de forma não comercial, sem uma preocupação com vendas por exemplo, coisa que depois no mercado não será possível. Além disso, trabalhar em grupo e interagir com outras áreas, bem distintas também gera um enorme crescimento e possibilidade de aprendizagem. Para contemplar tudo isso, pensamos em elaborar um projeto que possibilitasse esse crescimento e nada melhor do que um evento de moda completo, com um palestrante renomado, que é o Mario Queiroz, uma mesa redonda organizada de forma descontraída e informal, totalmente acessível aos alunos e participantes e por último uma mostra dos trabalhos desenvolvidos através do Desfile Conceito do MEET Aceita um Chá?

É importante salientar que todos os trabalhos de alunos que estarão sendo expostos ou desfilados foram realizados dentro das disciplinas dos cursos e trabalhados em cima do conceito chá ao longo do semestre passado e do semestre atual.

It: Por que a união de vários cursos?

Camila: Uma única área não contempla tudo que um evento de moda necessita. É fundamental a participação do Design na produção de material gráfico, da comunicação na área de fotografia, vídeos, planejamento de mídias bem como relações públicas do evento e por fim da Estética na parte de beleza. Além disso é fundamental para o aluno e futuro profissional saber trabalhar de forma integrada e conjunta com as mais diversas áreas, por isso estão envolvidos os quatro cursos, para a aprendizagem multidisciplinar.

It: Por que a escola do Mario para palestrar e realizar o workshop e a palestra?

Camila: O Mário é um designer que trabalha principalmente com moda que já possui uma longa trajetória, atua na moda brasileira desde os anos 80, tem uma marca masculina de moda muito bem sucedida, que ele desfila no SPFW, agora também está trabalhando o masculino e é excelente pesquisador de moda.

Além disso o Mário tem uma visão acadêmica muito boa por ser ligado à área, é doutor em Semiótica da Comunicação pela PUC-SP, possui livros publicados, atuando como professor e sendo hoje o diretor de moda do IED SP.

Seu trabalho possui diálogo com outras áreas do design, desenvolvendo luminárias para Dominici, sofás para a marca Dpot.

Além disso é muito acessível, comunicativo e fantástico ao planejar coleções de moda, sem dúvida fará muitas trocas com o público presente.

It: E os outros convidados, qual a importância de cada um?

Camila: Os nossos outros convidados vem compor um panorama da moda nacional e também gaúcha.

A Greice Antes tem representado muito bem a moda gaúcha, sendo criadora de coleções com inspirações maravilhosas, que vão de Iberê Camargo, passam pela música, vinho e que já realizou trabalhos no exterior também, mais precisamente em Londres.

O designer Luis Fernando Pippi é o irrequieto proprietário do Pippi Design Studio e trabalha já há 12 anos na área, desenvolvendo projetos gráficos para a linha têxtil e de acessórios, padronagens, identidade visual e papelaria, ilustrações e soluções criativas para a publicidade.

O Usefashion, que faz um trabalho qualificado na área de tendências de moda e a Carolina Leal Lima, que veio recentemente de uma temporada em Milão e é proprietária da empresa Cogumelo Gestão Criativa, empresa que visa orientar a criação seguindo o mesmo conceito do início ao fim, agregando valor e diferencial à marca e ao produto.

It: Sobre o desfile, o que será apresentado? Será seguido um conceito? A produção é total das alunas? O que pode ser destacado?

Camila: O Desfile é conceitual, elaborado em cima da temática chá. MEET significa encontro e nada melhor do que o chá para acompanhar um encontro, matar saudades, etc. A produção é totalmente realizada por alunos dos cursos. Acho que o grande destaque é toda a poética que envolve o tema e será apresentada na noite, cada aluna trabalhou dentro da temática um conceito próprio e autoral referente ao chá, o que torna os trabalhos muito pessoais e diferentes um do outro.

It: Há quanto tempo o curso existe e quantos alunos tem atualmente?

Camila: O curso completa no início do próximo ano seu 2 ano, suas atividades tiveram início no primeiro semestre de 2011. Possuímos cerca de 80 alunos.

It: Do que tratam as exposições? Elas ficarão disponíveis após o evento?

Como ocorre também nossa segunda Semana Acadêmica e a Semana Acadêmica do curso de Design, estarão acontecendo exposições no prédio 9 e no hall do prédio 11 referentes ao MEET. São muitos trabalhos realizados pelos alunos dos cursos que forma inspirados no MEET, entre eles exposições fotográficas, exposições em tamanho real de indumentárias, entre outros.

O Meet é gratuito e aberto para toda a comunidade. As inscrições devem ser feitas pelo site da Univates: www.univates.br/eventos no link do MEET, o workshop do Mário também é aberto a todos.

Confira também a programação completa da semana acadêmica do curso de Design de Moda.