Sapateando na volta à rotina

Não posso negar. Eu estava morrendo de saudades da minha rotina, meu trabalho e, até mesmo, da minha dieta. Porém, não sentia falta nenhuma do calor de Lajeado. Pra quem não conhece a cidade, ela fica num vale. Ou seja, no meio de um monte de morros. Por isso, ela é abafada pra caramba. Dá vontade de morrer ao invés de respirar na rua.

Estou em voltando à minha vida aos poucos, tomando meu chá verde com cavalinha duas vezes ao dia (630 ml em cada. Se não ajudar, me mato, porque o gosto é horrível), quando recebo um release falando sobre um lançamento da Asics. A marca  lança este mês, com venda exclusiva na House of Sneakers, no Brasil, dois modelos de tênis, da série dos cinco, inspirados nos “vilões” do filme Kill Bill.

Mas os vilões do filme tinham tênis? Não que eu me lembre. Por isso, são inspirados neles. Segundo o texto: ” quem já viu o filme, se lembra do tênis amarelo com as listras pretas, usado pela atriz Uma Thurman, que interpretou Beatrix Kiddo (Black Mamba ou Mamba Negra). De contrapartida, pensando em fugir desse clichê de uma forma criativa e surpreendente, o tênis Gel Saga Purple/White é inspirado na personagem “Cottonmouth”, interpretado por Lucy Liu.”

É esse modelo aqui:20140128-132600.jpg

Outro modelo é o tênis Gel Lyte III Bright Blue/Black na personagem “Copperheard”, interpretado por Vernita Greenn.

Esse:20140128-132641.jpg

Os modelos que não desembarcam por aqui representam os outros vilões: Spiderwider, California Mountain Snake e Bill. Eles serão vendidos somente na BAIT, em Nova Iorque.

Para representar a temática das personagens, o design dos modelos foi elaborado com referência nas cores e elementos gráficos do filme, as listras laterais da marca são feitas de couro de cobra falso, o que confere versatilidade e estilo urbano aos modelos.

Anúncios

Eu usei – M:Zero

Eu ia fazer um repost sobre o sapato M:Zero, irmão masculino das Melissas, mas resolvi escrever sobre a minha experiência com o par que comprei esses dias. Como disse no post anterior, comprei ele com a intenção de usar em dias de chuva. E foi o que fiz. Como comprei pela internet, tive muita sorte da entrega coincidir com um dos dias que mais choveu em Lajeado nos últimos tempos.

Acabava optando pelos Coturnos que, mesmo não sendo impermeáveis, dificultavam um pouco a entrada da água. Naquele dia, fui trabalhar com uma das minhas botas e, ao meio dia, quando fui para casa, a caixa do correio estava lá, linda, me esperando. Tratei de trocar de look e criar um novo, combinando com meu M:Zero. Eis o resultado:

M ZeroAcabei usando um jeans + jeans porque semana passada está numa vibe meio 90’s (talvez porque a produção de moda do Mais Atual tenha sido sobre isso, ou foi sobre isso porque eu tava nessa vibe, sei lá!). Como ele é azul, ficou nessa mesma família. O ponto que mais chamou a atenção foi o cadarço laranja.

Meu veredicto: o sapato é bom, tem estética bonita (muitas pessoas elogiaram ele), é confortável, mas me machucou no tendão de aquiles. Tirando esse último detalhe, eu adorei.

Espero que a marca continue crescendo e se façam novas versões, porque nós meninos também merecemos variedade!

Beijos,

Douglas

Os creepers e os pavores fashion – by Douglas Petry

Vale tudo em nome da moda? Vale usar algo esteticamente feio apenas para seguir uma tendência? Quanto vale o “estar na moda” e o que é preciso para obter o resultado desejado? Me faço essas perguntas sempre que surge uma nova tendência no mercado. Questionei isso sobre os sneakers, que viraram febre (e eu não gostava), sobre a saia mullet, que todas resolveram usar (e que eu também não gostava), e agora sobre os tais creepers, que eu odeio e acredito que não pegarão de jeito nenhum.

Para quem não conhece, esses são os creepers:

Creeper chanelCreeper, leitores. Leitores, creeper.

Olha mais de perto:

Creeper chanel 2Agora me diz: tem como alguém, em sã consciência, achar isso bonito?

Pra se localizar mais ainda, essa é a história dos creepers: com solado reto de plataforma, muitas vezes chamados de flatform, os creepers têm história que começa nos soldados Segunda Guerra Mundial, passa pelos Teddy Boys londrinos dos anos 1950, os punks dos 1970 e os clubbers dos 1990. Em 2011 o modelo foi ressuscitado pela Prada, replicado por outras marcas e adotado pelos fashionistas – tanto homens quanto mulheres. (by Chic.com.br)

O modelo das fotos é do desfile da Chanel. Mas os fabricantes de calçados piraram nesse monte de borracha e todos resolveram fazer (dizem que na Couromoda estava cheio). E sabe o que é o pior disso tudo? É que os lojistas estão comprando. Sim, eu repito: Os-lo-jis-tas-es-tão-com-pran-do-os-mal-ditos-creepers.

Como as vezes eu gosto de me meter a prever o futuro, já prevejo esse: os creepers vão encalhar nas lojas. Os lojistas vão se desesperar. Meia dúzia de loucas que vão comprar. E daí, todos vão liquidar. Foi assim com as tais clogs, que foram tão prometidas como super tendência, que todos os lojistas compraram e ninguém vendeu nada. Encalhou bonito nas prateleiras. Tem loja que vendia por R$ 300 na época, e hoje está liquidando por R$ 30.

E depois não digam que eu não avisei!

Beijos,

Douglas

Os saltos baixos e as working women – by Douglas Petry

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. É essa a altura dos saltos dessa e das próximas temporadas. Nem flat, nem vertiginoso, mas sim uma média, que fica entre os cinco e dez centímetros, para ninguém perder o equilíbrio e sofrer com dores pelo corpo.

Os modelos podem ser variados. Desde os com bico arredondado e presos na perna, à lá anos 20, até os peep toes, tipo anos 80, e os scarpins, hits dos anos 90. A moda remete aos anos 60, quando as feministas queimaram seus sutiãs e passaram a ocupar cargos no mercado de trabalho. Na década de 70, surgia o termo working women, criação americana. Nos EUA, elas vestiam versões femininas para a roupa de trabalho masculina, com ternos e saias retas, sem muita preocupação. A combinação? Tênis.

O pavor estava lançada no mundo da moda. A estética era terrível e o argumento pior ainda: se os homens podiam usar sapatos, que eram confortáveis, por que elas não poderiam usar tênis, tão bons de usar quanto? Foi então que os saltos mais baixos foram trazidos à tona por revistas de moda, que importaram a moda europeia para o continente americano.

Working womanNão demorou à moda pegar e eles virarem os sapatos preferidos dessas mulheres trabalhadoras, que batiam ponto em escritórios.

Os anos 200 chegaram, juntando tudo o que tinha de mais exagerado em décadas passadas. As ombreiras e cores gritantes dos anos 80, as roupas over size dos anos 90, as estampas extravagantes dos anos 70, e todo o tipo possível de sapatos de saltos altissímos do passado. E a moda pegou.

Saltos 10 deixavam de ser artigos para a noite e passavam a ir aos escritórios. Mas o tempo passou e com ele:

Saltos baixosCom as mulheres trabalhando mais do que antes, nada mais justo do que prezar novamente pelo conforto e os saltos baixarem. De cinco a dez centímetros, lisos, com estilo retrô, ou bordados extravagantes. Para o verão ou inverno próximo, esses sapatos prometem se tornar hit entre as mulheres que precisam estar elegantes durante o dia, mas precisam levar uma vida normal, sem morrer de dores nas costas à noite por ter abusado do salto.

E detalhe: os modelos ficam lindos tanto com o tradicional terninho, quanto com jeans e outras peças mais descoladas. O negócio é sair do comum e se sentir confortável.

A aposta da temporada.

Beijos,

Douglas

Meu amor por alpargatas – by Douglas Petry

Venho por meio deste post fazer um desabafo/confissão: estou perdidamente apaixonado. Mas não, não se trata de uma pessoa. Minha amada (ou minhas amadas) é um par de alpargatas que comprei ontem.

Pra quem não sabe, alpargata é isso aqui:

E essa é a minha:

As alpargatas são muito comuns aqui no Rio Grande do Sul. São geralmente usadas com bombacha pelos gaúchos pilchados. Mas a história do produto vai muito além daqui.

O nome original é espardenyes, e tem registro de 1322. Dizem que ela foi inspirada nas sandálias egípcias e tinham como função proteger os pés do sol e dar conforto para os missioneiros, que percorriam longos trajetos a pé.

Hoje, fazem parte do traje típico de alguns países, como Espanha, França, Argentina e Chile. Existe uma grande variedade de alpargatas, mas as mais conhecidas são as comuns (como das fotos) e as de amarrar na perna, muito usadas por dançarinas.

É comum ver pessoas usando modelos de alpargatas nas praias francesas (a Fê que disse), mas aos poucos começaram a aparecer nas passarelas e coleções de grandes grifes (até a Chanel fez). No Brasil, prometem virar febre nesse verão. Alguns modelinhos estão começando a aparecer nos pés dos antenados, em looks super descolados.

Eu curto usar com bermudas, fica mais descontraído. Mas nada impede que se combine com uma calça jeans (hoje vim trabalhar assim), ainda mais se a barra estiver dobrada.

A marca do momento (pelo menos na minha cidade) é a Perky. A minha, inclusive, é dessa marca, e paguei R$ 99,90. Olha alguns modelos:

Eu super queria esse, mas a numeração vai só até o 39. #chatiada

Modelo com spike, dentro da maior “tãndãncia” dessa temporada.

Um modelinho branco e neutro “must have”!

E ainda tem um tipo que estou desejando muito, que é com pintura em tie dye. Aqui na minha cidade, quem faz é a Claudinha Lima, que é especializada nesse tipo de trabalho. Estou atrás dela pra comprar um par.

Alguém duvida que as alpargatas serão meu calçado oficial pra esse verão? Não saem mais do pé!

Beijos,

Douglas