Os creepers e os pavores fashion – by Douglas Petry

Vale tudo em nome da moda? Vale usar algo esteticamente feio apenas para seguir uma tendência? Quanto vale o “estar na moda” e o que é preciso para obter o resultado desejado? Me faço essas perguntas sempre que surge uma nova tendência no mercado. Questionei isso sobre os sneakers, que viraram febre (e eu não gostava), sobre a saia mullet, que todas resolveram usar (e que eu também não gostava), e agora sobre os tais creepers, que eu odeio e acredito que não pegarão de jeito nenhum.

Para quem não conhece, esses são os creepers:

Creeper chanelCreeper, leitores. Leitores, creeper.

Olha mais de perto:

Creeper chanel 2Agora me diz: tem como alguém, em sã consciência, achar isso bonito?

Pra se localizar mais ainda, essa é a história dos creepers: com solado reto de plataforma, muitas vezes chamados de flatform, os creepers têm história que começa nos soldados Segunda Guerra Mundial, passa pelos Teddy Boys londrinos dos anos 1950, os punks dos 1970 e os clubbers dos 1990. Em 2011 o modelo foi ressuscitado pela Prada, replicado por outras marcas e adotado pelos fashionistas – tanto homens quanto mulheres. (by Chic.com.br)

O modelo das fotos é do desfile da Chanel. Mas os fabricantes de calçados piraram nesse monte de borracha e todos resolveram fazer (dizem que na Couromoda estava cheio). E sabe o que é o pior disso tudo? É que os lojistas estão comprando. Sim, eu repito: Os-lo-jis-tas-es-tão-com-pran-do-os-mal-ditos-creepers.

Como as vezes eu gosto de me meter a prever o futuro, já prevejo esse: os creepers vão encalhar nas lojas. Os lojistas vão se desesperar. Meia dúzia de loucas que vão comprar. E daí, todos vão liquidar. Foi assim com as tais clogs, que foram tão prometidas como super tendência, que todos os lojistas compraram e ninguém vendeu nada. Encalhou bonito nas prateleiras. Tem loja que vendia por R$ 300 na época, e hoje está liquidando por R$ 30.

E depois não digam que eu não avisei!

Beijos,

Douglas

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Os saltos baixos e as working women – by Douglas Petry

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. É essa a altura dos saltos dessa e das próximas temporadas. Nem flat, nem vertiginoso, mas sim uma média, que fica entre os cinco e dez centímetros, para ninguém perder o equilíbrio e sofrer com dores pelo corpo.

Os modelos podem ser variados. Desde os com bico arredondado e presos na perna, à lá anos 20, até os peep toes, tipo anos 80, e os scarpins, hits dos anos 90. A moda remete aos anos 60, quando as feministas queimaram seus sutiãs e passaram a ocupar cargos no mercado de trabalho. Na década de 70, surgia o termo working women, criação americana. Nos EUA, elas vestiam versões femininas para a roupa de trabalho masculina, com ternos e saias retas, sem muita preocupação. A combinação? Tênis.

O pavor estava lançada no mundo da moda. A estética era terrível e o argumento pior ainda: se os homens podiam usar sapatos, que eram confortáveis, por que elas não poderiam usar tênis, tão bons de usar quanto? Foi então que os saltos mais baixos foram trazidos à tona por revistas de moda, que importaram a moda europeia para o continente americano.

Working womanNão demorou à moda pegar e eles virarem os sapatos preferidos dessas mulheres trabalhadoras, que batiam ponto em escritórios.

Os anos 200 chegaram, juntando tudo o que tinha de mais exagerado em décadas passadas. As ombreiras e cores gritantes dos anos 80, as roupas over size dos anos 90, as estampas extravagantes dos anos 70, e todo o tipo possível de sapatos de saltos altissímos do passado. E a moda pegou.

Saltos 10 deixavam de ser artigos para a noite e passavam a ir aos escritórios. Mas o tempo passou e com ele:

Saltos baixosCom as mulheres trabalhando mais do que antes, nada mais justo do que prezar novamente pelo conforto e os saltos baixarem. De cinco a dez centímetros, lisos, com estilo retrô, ou bordados extravagantes. Para o verão ou inverno próximo, esses sapatos prometem se tornar hit entre as mulheres que precisam estar elegantes durante o dia, mas precisam levar uma vida normal, sem morrer de dores nas costas à noite por ter abusado do salto.

E detalhe: os modelos ficam lindos tanto com o tradicional terninho, quanto com jeans e outras peças mais descoladas. O negócio é sair do comum e se sentir confortável.

A aposta da temporada.

Beijos,

Douglas

Meu amor por alpargatas – by Douglas Petry

Venho por meio deste post fazer um desabafo/confissão: estou perdidamente apaixonado. Mas não, não se trata de uma pessoa. Minha amada (ou minhas amadas) é um par de alpargatas que comprei ontem.

Pra quem não sabe, alpargata é isso aqui:

E essa é a minha:

As alpargatas são muito comuns aqui no Rio Grande do Sul. São geralmente usadas com bombacha pelos gaúchos pilchados. Mas a história do produto vai muito além daqui.

O nome original é espardenyes, e tem registro de 1322. Dizem que ela foi inspirada nas sandálias egípcias e tinham como função proteger os pés do sol e dar conforto para os missioneiros, que percorriam longos trajetos a pé.

Hoje, fazem parte do traje típico de alguns países, como Espanha, França, Argentina e Chile. Existe uma grande variedade de alpargatas, mas as mais conhecidas são as comuns (como das fotos) e as de amarrar na perna, muito usadas por dançarinas.

É comum ver pessoas usando modelos de alpargatas nas praias francesas (a Fê que disse), mas aos poucos começaram a aparecer nas passarelas e coleções de grandes grifes (até a Chanel fez). No Brasil, prometem virar febre nesse verão. Alguns modelinhos estão começando a aparecer nos pés dos antenados, em looks super descolados.

Eu curto usar com bermudas, fica mais descontraído. Mas nada impede que se combine com uma calça jeans (hoje vim trabalhar assim), ainda mais se a barra estiver dobrada.

A marca do momento (pelo menos na minha cidade) é a Perky. A minha, inclusive, é dessa marca, e paguei R$ 99,90. Olha alguns modelos:

Eu super queria esse, mas a numeração vai só até o 39. #chatiada

Modelo com spike, dentro da maior “tãndãncia” dessa temporada.

Um modelinho branco e neutro “must have”!

E ainda tem um tipo que estou desejando muito, que é com pintura em tie dye. Aqui na minha cidade, quem faz é a Claudinha Lima, que é especializada nesse tipo de trabalho. Estou atrás dela pra comprar um par.

Alguém duvida que as alpargatas serão meu calçado oficial pra esse verão? Não saem mais do pé!

Beijos,

Douglas

Os acessórios da Fendi – by Douglas Petry

Acabei de finalizar o Moda Mundo que circula no próximo fim de semana, especial sobre a semana de moda de MIlão, temporada verão 2013. Revirando o site do Style.com atrás de fotos para ilustrar a página, me deparei com os acessórios maravilhosos desfilados pela Fendi. Eu, que sempre achei a marca clássica demais, e muitas vezes até ultrapassada, me apaixonei pela explosão de cores apresentada pela grife italiana, e o uso de materiais diferentes me conquistou de vez. Esse será um post de mais fotos do que palavras, então, vamos lá…

Além da linda bolsa em formato de cubo, repare no anel, um máxi tricolor em preto, amarelo e dourado. Grande, mas discreto, seguindo a proposta dos grafismos.

Esses óculos são sonho pra qualquer apaixonado por moda. Não basta o formato diferente, ainda é bicolor. Além do vermelho da foto, foram apresentadas versões em amarelo e preto.

Os spikes estão mais nada moda do que nunca, e esses apresentados pela grife são demais. Fashionistas reunindo grupos para fazer novena, rezando para que o sapatinho chegue logo às lojas em 5, 4, 3…

Bolsa supercolorida + pulseiras supercoloridas = over? Não! É amor puro!

E se trocarmos os spikes por bolinhas multicoloridas? A coisa fica mais linda ainda!

Olha que linda essa aplicação de paetês! Perceberam que, é o mesmo material aplicado no tecido da saia? Lindo demais!

Essa coleção de acessórios é simplesmente linda. Agora, quem pode comprar as Fendis originais, é só aguardar chegar nas lojas. Quem não pode, é bom começar a rezar para chegarem réplicas rapidinho ao mercado!

Beijos,

Douglas

Pisando Forte

Sapatos das semanas internacionais de moda chamam atenção pelos detalhes.

As semanas de moda internacionais começam a ditar muito do que veremos nas passarelas daqui nas próximas temporadas. Tudo o que é mostrado lá pode se tornar inspiração para grifes e estilistas brasileiros.

Os sapatos, que estão cada vez mais ousados, chamam muita atenção e prometem muita inspiração. Mesmo o Brasil sendo um grande exportador (28% da produção nacional vai para fora), a inspiração vem do exterior.

Muitas das coleções apresentadas até agora em Nova York e Milão, deram um destaque especial aos sapatos, tirando eles de coadjuvantes e transformando-os até em atores principais do look.

As botas de Max Azria apareceram com ares futuristas, enquanto a de The Halston trazia enormes fendas na parte da frente. Já Vera Wang, criou um sapato-bota, quase uma ankle boot.

A Rodarte levou para seus sapatos a amarração, como por exemplo no modelo com um tecido enozado e cadarços. Zac Posen apostou nos detalhes e se deu bem, enquanto Oscar de La Renta colocou penduricalhos em alguns modelos.

O scarpin da Just Cavalli tinha sola e cabedal esportivos, além de detalhes no salto, enquanto Aquilano Rimondi apostou nas formas de suas sandálias.

Revisitando clássicos, a Tory Burch remodelou os docksides e a Prada deu um ar contemporâneo a um sapato estilo anos 50/60.

Veja abaixo as imagens.

Max Azria - New York Fashion Week
Rodarte - New York Fashion Week
Aquilano Rimondi - Semana de Moda de Milão
Tory Burch - New York Fashion Week
The Halston - New York Fashion Week
Just Cavalli - Semana de Moda de Milão
Zac Posen - New York Fashion Week
Vera Wang - New York Fashion Week
Oscar de la Renta - New York Fashion Week
Prada - Semana de Moda de Milão

TEXTO: Douglas Petry

FOTOS: Reprodução

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Tudo se explica!

Líder das Pussycat Dolls pode parecer louca de botas, mas não é!

Nicole Sherzinger, líder da banda pop Pussycat Dolls, visitou o Brasil ontem.

Quem via o look da moça, estranhava a primeira vista. Nicole usava uma blusa de paetês, um Black jeans skinny e uma bota.

Mas bota, em plenos verão paulista? Calma aí, o que Nicole estava fazendo explica muito bem o por que dela usar esse calçado.

A cantora estava no Brasil divulgando sua parceria com a loja de departamentos C&A, que gerou uma linha de lingeries e acessórios, como bolsas e sapatos.

Por ser a coleção de inverno, provavelmente as botas que Nicole estava calçando, são da coleção, por isso, a gata não é louca nem nada.

Mas atenção, não repitam o mesmo, por mais fãs da cantora que sejam! Esperem até o inverno para desfilar suas botas por aí!

Nicole e seu par de botas!

TEXTO: Douglas Petry

FOTO: Reprodução

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