Cadê a minha bolsa? – by Gabriela de Oliveira

Sou do tipo de mulher que vive com a bolsa cheia e, consequentemente, pesada. Sou do tipo de mulher que pendura a bolsa na cadeira em restaurantes e, quando levanto, a cadeira cai. Sou do tipo de mulher que carrega uma segunda casa dentro da bolsa.

Mas cansei de ser esse tipo de mulher. Me inspirei na minha amiga Fernanda, que veio da França visitar o Brasil esses dias. Ela carregava apenas uma clutch em forma de carteira. Eu brinquei (me sentindo com razão): “Mas isso é só durante as férias, né?” E a Fê me surpreendeu (como é de costume), dizendo que não. Aquela é a bolsa dela no dia a dia.

Tudo começou quando ela parou pra pensar se realmente precisava carregar tudo o que tinha na bolsa. E chegou à conclusão de que o celular, cartões de crédito, um pouco de dinheiro e poucos extras são necessários para seu dia a dia. Fiquei passada, mas desde então refleti. Ontem, durante um jantar com minhas amigas, nos desafiamos a limpar as bolsas, deixando apenas aquilo que é super necessário.

Me impressionei com o tanto de tranqueira que tirei da minha. O que restou? O celular, uma caneta, um bloquinho, minha carteira, as chaves de casa e do carro e um remédio para enxaqueca.

Guardei o necessário na bolsa (uma imitação do modelo Cabas, da Cèline) e percebi que sobra muito espaço. Hoje, quando peguei a bolsa mais leve para vir ao trabalho, fiquei pensando: “Se eu continuar com essa mala, em pouco tempo vou encher de tralhas novamente.” E decidi que comprarei uma clutch carteirão.

Como estou de plantão e não pude ir ao shopping, olhei no site da Farfetch. Só que um detalhe me impediu de clicar no botão “Comprar”. O preço. Olha que lindas as que eu mais gostei:

Bolsa carteira 1Bolsa carteira 3Minhas favoritas:

Bolsa carteira 2Bolsa carteira 4Mas, gente, olhem os preços! Tipo, eu sou uma jornalista, que não trabalha na Vogue. Ou seja: não ganharei minha wish list, terei que bancar. E também me nego a pagar no mínimo R$ 910 em uma bolsa que, em meio ano estarei enjoada.

Passei o dia falando da minha ideia revolucionária pra todo mundo que encontrava, mas dizia que não compararia uma bolsa dessas porque elas são muito caras. E as que eu poderia comprar (num preço amiguinho), eu não curti. Sim, sou chata para comprar. Olho os detalhes e, principalmente o acabamento. E se, no site posso perceber que algo não está legal, imagina pessoalmente!

Foi dai que o Douglas mudou meu dia. Ele me apresentou ao Facebook da Monique Bruxel. Ela é uma designer de Estrela (cidade ao lado de Lajeado), que faz bolsas e carteiras em couro, com design exclusivo e um preço bacana. Revirei a página dela e me apaixonei pelos modelos que vi.

Olha só:

Bolsa carteira Monique Bruxel 2Bolsa carteira Monique Bruxel 3Bolsa carteira Monique BruxelLindas, né? E olha o acabamento, que bem feito. Ou seja: estou desejando muito uma bolsa carteira da Monique. E já mandei o Douglas encomendar. E já aproveitei pra pedir numa medida especial, porque as vezes carrego o Ipad junto. Agora tenho que esperar.

Sou daquele tipo ansiosa, sabe? #Chatiada

Beijos,

Gabi

Anúncios

O retorno dos camafeus – by Gabriela de Oliveira

Lembro que na minha infância, quando mexia na caixa de acessórios da minha mãe, entre as pedras clássicas, as pérolas e as tendências – na época era tudo muito artesanal, uma peça me chamava a atenção. Era um camafeu, que pra mim era só um pingente. Ele tinha uma aparência linda, com uma rosa pintada à mão. Embora me deixasse brincar de “desfile” com todos os outros, esse era intocável. “Esse é caro”, ela sempre dizia.

Na época ele não estava mais tão em alta, e aos poucos foi caindo em desuso. Mas, como a moda é cíclica, ele voltou. O camafeu já apareceu nas passarelas da Dolce & Gabbana, Miu Miu (foto acima) e da Lanvin. E já foi adotado em looks de fashionistas, como Rihanna e Shala Monroque.

Talvez o perigo de usar um camafeu seja parecer que está vestida para uma novela de época. Por isso, evite usar com peças muito românticas, rendadas e em tons muito clarinhos. Aposte nos modelos modernos, que têm um funco em cores fortes, como os da Miu Miu. Se quiser ser mais moderna, use com um mix de colares. Ah, e por incrível que pareça, o conjuntinho está super na moda.

Como é um elemento que lembra “peças da vovó”, talvez algumas pessoas tenham receio de adotar, com medo de envelhecer o visual. Mas a fórmula de combinar com peças super jovens, e apostar num design diferente é o ideal para não deixar o visual ficar ultrapassado. Use com t-shirts, calças super modernas, vestidos básicos e cores fortes. Evite combinar muito a cor da roupa com o camafeu (ao menos que ele seja do tipo que tem cores fortes). E seja feliz usando essa tendência de acessório que promete bombar no inverno!

Beijos,

Gabriela

Direto de Paris

Estou na Europa desde quinta-feira, quando vim para Milão conferir os desfiles de Fall/Winter 2013. Ontem, como o dia de desfiles por lá estava fraco, me de ao direito de vir para Paris e aproveitar um pouco (isso vai virar um post super bacana por aqui).

Hoje começam os desfiles da principal semana de moda do mundo, que ocorre por aqui. O outono/inverno 2013 das mais importantes grifes mundiais serão apresentados.

Entre os acontecimentos dessa temporada está a última participação de Stefano Pilati à frente da Yves Saint Laurent. Essa saída foi polêmica, principalmente por ele fazer um trabalho muito andrógino e ter ignorado o color block, tendência lançada por Yves e retomada por diversas grifes ano passado num inconsciente coletivo, gerado por uma exposição/homenagem feita para o estilista.

Tirando esse, que é o maior bafão do evento, nada de novidades muito grandes, nem a Dior, que todos aguardam ansiosos por um nome, anunciou que assumirá sua linha criativa. Em meio a tudo isso, ainda temos o brasileirissímo Pedro Lourenço, que se apresentará no dia 5. A expectativa é muito boa, afinal, o menino, sim, um menino de 21 anos, é super bem criticado.

Estou ansiosa pelos grandes desfiles, como Balmain e Balenciaga (dia 1º); Dior e Lanvin (dia 2); Givenchy e Hermés (dia 4); Stella McCartney; Chloé e Pedro Lourenço (dia 5); Chanel e Alexander McQueen (dia 6); e Louis Vuitton e Miu Miu (dia 7).

Veja o calendário completo abaixo.

Nos próximos dias eu volto falando dos desfiles que mais curti, principalmente os da lista ali de cima!

Beijos,

Gabriela

Pense Moda – Dia 1

Como já falamos aqui, ontem começou a quinta edição do Pense Moda. Nessa edição, várias figuras importantes do cenário fashion voltam a falarnas palestras dos três dias.

Para abrir o evento, que falou foi Cécile Coulot, gerente de acessórios da Lanvin, marca fundada há 120 anos por Jeanne Lanvin e que hoje é comandada pelo israelense Alber Ebaz.

Cécile falou sobre vários assuntos referentes à Lanvin, desde vitrines até campanhas publicitárias. Ela também comentou sobre a recente parceria da marca com a H&M. Cécile falou sobre as diferenças de trabalhar para um público mais exclusivo e exigente, que é o da marca, e a produção em larga escala, onde o consumo dura menos. Depois, contou um pouco de sua função na grife francesa.

A equipe de criação da label é pequena e tudo é decidido  na icônica rua 22 Faubourg, num escritório montado em cima de onde foi a primeira loja da marca.

As coleções de acessórios – que incluem bolsas, cintos, jóias, sapatos, luvas e óculos – são criadas em cinco semanas. Elas seguem sempre a temática pret-à-porter proposta por Ebaz e fazem parte dos looks desfilados pela maison em Paris. No total, a Lanvin lança quatro coleções por ano, duas pré-coleções e faz dois desfiles.

Cécile ressaltou a importância de alguns produtos icônicos que sempre fazem parte das coleções, como as sapatilhas e jóias feitas a mão.

A matéria-prima utilizada nos acessórios vem da França e da Itália e nada vai para a produção sem passar pelo controle de qualidade de Céline, que prima pela excelência. A qualidade dos acessórios hoje são uma das razões do êxito que eles estão tendo, abandonando o papel secundário e, muitas vezes, tendo tanta importância quanto a coleção de roupas.

Para Cécile, a Lanvin e suas consumidoras são livres, divertidas e pouco conservadoras, porém, não deixam a tradição e elegância de lado.

Cécile é formada em design de moda e fotografia. Em seu currículo pré-Lanvin estão trabalho para a marca Pierre Hardy, onde atuou por quatro anos, Hermés e Surface to Air.

A programação segue hoje e amanhã. Confira a programação abaixo.