O cúmulo do fast fashion

Kate Spade SaturdayEmbora o título deste post pareça uma crítica, ele não é. Dito isso, prossigamos.

Quem tem vó e vô vivos, com certeza ouve eles falarem muito sobre “na minha época”. Eles fazem tudo parecer mais complicado no passado. E provavelmente era mesmo. Quando queriam comprar uma roupa, principalmente quem vivia no interior, não tinha muitas opções. Pra vestir algo diferente, precisava pedir pra uma costureira fazer. E levava muito tempo pra ficar pronto. Minha vó conta que um vestido demorava em torno de um mês pra estar finalizado.

Daí veio a industrialização da moda, fazendo as lojas proliferarem até nas pequenas cidades e facilitando o consumo. Depois, bem depois, no começo desse século, chegou o fast fashion. Ah, o fast fashion. O tão criticado fast fashion. Ele fez o desejo de consumo atingir um ápice inacreditável. Mas também ajudou a popularizar a alta moda. Uma peça com design semelhante àquela desfilada na passarela, em poucos dias está na arara de uma Zara da vida, por um preço muito inferior ao da grife.

Com isso, o consumo passou por uma transformação. E esperar que algo chegue às lojas é um desafio. A compra pela internet é um facilitador para quem não tem muito tempo pra ficar indo em loja e escolhendo roupas. Em casa, ou num intervalinho no trabalho, a pessoa pode comprar um produto e receber em sua casa. Claro, alguns dias depois (as vezes até meses, dependendo de onde compra).

Foi pensando nessas pessoas que a Kate Spade NY criou a Kate Spade Saturday. Uma mistura de fast fashion e compra virtual.

Kate Spade DeliveryO consumidor escolhe tudo por uma tela, como se fosse no computador. A loja se resume a uma vitrine, com alguns mostruários.

Kate Spade Delivery 2A pessoa escolhe o produto, digita o número de seu celular e aguarda um SMS com a confirmação da marca. Em uma hora a peça é entregue em casa. Uma espécie de delivery de roupas. O pagamento é feito na hora do recebimento, como na entrega de comida.

São quatro vitrines espalhadas pela cidade e elas funcionam todos os dias, durante 24 horas. O investimento da Kate Spade não foi muito alto, e a iniciativa está dando super certo. As telas são super coloridas e convidativas a serem “futricadas”. A pessoa pode passear por todo o catálogo e ver as peças em tamanho real.

Achei esse vídeo no Youtube ensinando como se usa:

Simples, né? Bem que a ideia poderia se popularizar.

Beijos,

Douglas

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Fogo na Labellamafia

Sei que gosto é algo muito pessoal. O que alguns amam, outros odeiam. Sei que muitas coisas que eu visto, outras pessoas acham ridículas. O que é considerado elegante por alguns, pra outros é cafona.

Conhecia a tal da Labellamafia só por ouvir falar. Sabia que era uma das marcas de fitness mais populares do momento, mas nunca tinha visto um produto. Até porque eu e o mundo fitness não nos entendemos muito bem. Até que esses dias vi uma legging estampadérrima e fiquei sabendo que era da grife catarinense. Desde então, passei a abominar os modelitos.

Hoje entrei no site pra ver os produtos e quase caí pra trás. Preparem o coração.

1000_1490Calma, tem mais – e piora!

1000_1494Chora na esfinge!

1000_1547Enrolada na fita de bandeiras da Inglaterra, que tal?

1000_1586Toda trabalhada na botânica. Ecofriendly!

1000_2361E a transparência?

Enfim. Por que eu odiei tanto? Primeiro, uma regrinha de estética: tem perna grossa, evita calça estampada, porque engrossa mais ainda.

Segundo, essa estampa grudada nas pernas deforma o corpo.

E por fim> lugar de legging é na academia, com, tênis de malhar e não no meio da rua, com salto e tudo o que tem direito.

Tenham bom senso. Só isso.

Beijo,

Douglas

Trend alert: jumpsuit

JumpsuitSabe aquela tendência que tu não sabe se ama ou se odeia? Pois é, estou nessa dúvida. Há algum tempo ouvi falar dos jumpsuits ou Onesie, esses macacões feitos de moletom, numa modelagem mais ampla. Eles são febre na Europa, sendo usados tanto durante o dia quanto à noite, para a balada.

Por um lado eu gosto. Acho bacana essa atitude despretensiosa, num look mais largado. Mas por outro, acho conforto demais. Enfim, gostos são gostos e o meu varia de acordo com o humor e a agenda do dia.

A dica é para quem gostou dos jumpsuits. É complicado de achar essa peça no Brasil. Na Europa ele está em todas as araras de lojas de fast fashion, mas por aqui, ainda não se popularizaram. Então, quem quiser adotar, pode comprar pela Onewix, uma loja virtual.

Eles custam em torno de R$ 200 (todos estão em promoção). Tem tanto masculino, quanto feminino. Se alguém comprar, me avisa e diz se é tão confortável quanto eu imagino. Hehehe…

Beijos,

Douglas

Look do dia (mesmo)

Mais um look meu pro blog. Dessa vez é o que estou vestindo no dia mesmo. Na verdade é o mesmo de ontem, só que adaptado. Troquei a blusa de baixo pelo moletom de pelos e o coturno de guerra marrom pelo coturno preto.

Jeans + jeansGosto da combinação jeans + jeans. E dessa vez foi super por acaso. Nem tinha percebido a proximidade de tons da jaqueta e da calça. O casaco é um curinga que pode ser usado em sobreposições nos dias mais frios e com uma t-shirt nos dias mais ou menos. Ela tem algumas tachas, que eu mesmo coloquei pra dar uma personalizada. Tenho ela há uns três invernos e estava enjoado dela como estava.

Essa calça, por mais que seja clara, me emagrece e alonga a silhueta. Isso se devem à lavagem, clara só na região central, em toda a extensão. Os lados mais escuros dão a impressão de que as pernas são mais finas.

Agora vou falar dos meus óculos da vez:

óculos redondos Alexandre HerchcovitchSim, eles estão tortos. Mas vai a foto assim mesmo. São redondos e são musos. O que acontece: quando comprei meu óculos banhado de ouro, da coleção assinada da Chilli Beans, encontrei esse redondo, que também é assinado pelo Alexandre Herchcovitch. Eu já vinha namorando ele há muito tempo, desde que foi usado num desfile da marca Herchcovitch. Desde então estava apaixonado pelos modelos redondos e grandes.

Não comprei ele aquela vez, mas não resisti. Acabei fazendo mais essa aquisição. Hehehe… A verdade é que eu amo óculos de sol e quanto mais tiver, mais eu uso. Não saio sem.

Na hora de escolher, leve em proporção seu rosto. Para quem tem ele menor, os modelos mais suaves, estilo anos 20, ficam mais bacanas. Para os maiores (tipo eu), os grandões são ideais.

Por hoje é isso.

Beijo.

Douglas

Dois looks de uma vez

Com o frio que está fazendo no RS, não dá muita vontade de ser arrumar. Hoje a temperatura mínima foi de 1ºC, a mais baixa do ano. E tem sido assim a semana toda. Cada dia mais frio. Percebi uma falta de peças grossas e quentes no meu armário. Tenho que ficar fazendo sobreposições, pra não morrer de frio.

Tenho pouca coisa muito quente porque sou muito calorento e no frio habitual, um moletom e uma jaqueta são o suficiente. Como estou usando muitas camadas, pareço um boneco de neve e não tô fazendo looks do dia. Mas peguei dois que estavam arquivados da semana passada pra postar hoje.

Casaco de neopreneEsse casaco eu tenho há muito tempo. Desde 2007, mais precisamente. Ele foi uma das minhas primeiras grandes aquisições de roupa. O material é neoprene, que está super em alta. Uso ele muito pouco, porque o frio tem que ser muito forte (ele esquenta pra caramba).

Ele tem poucos detalhes, o que eu gosto. O ponto negativo, pra mim, é que preciso usar fechado, porque aberto ele fica com uma forma feia. É pra aqueles dias que quero causar mais impacto no visual, sem me puxar muito.

Moletom de pelosEsse moletom de pelos já me rendeu vários apelidos: urso polar, ovelha, Dolly… Mas, por mais que falem, eu adoro ele. Dá um efeito super legal no look, além de ser super quentinho. Comprei esse inverno e já usei várias vezes. E é assim: joga com um jeans básico e pá, tá pronto.

As peles e os pelos estão com tudo nesse inverno. Começaram a aparecer ano passado, foram hit no exterior e vieram para o Brasil com tudo. Mas ao contrário das jaquetas de couro, não tiveram tantos adeptos. Como dão muito volume, algumas pessoas (principalmente as mulheres), não gostam do efeito. Para ficar bacana, basta fazer um equilíbrio de proporções, usando uma calça mais justa.

O look que estou usando hoje está bacana. Quero ver se fotografo pra postar nos próximos dias.

Beijos,

Douglas

Look 1: casaco Colcci e calça Colcci

Look 2: moletom Doc Dog, calça Colcci e tênis Alexandre Herchcovitch para Pony

Só no branco

É inegável que o branco é uma das cores maus hypes desse inverno. Ela aparece tanto na dobradinha P&B quanto sozinha. É impossível não ver ela nas vitrines e nas araras de lojas nessa temporada. E o melhor: a tendência continua no verão.

Particularmente, eu acho o branco uma das cores mais incríveis, mas ao mesmo tempo, muito perigosa. Por ser clara, ela destaca todas as imperfeições, ao contrário do preto, que destaca. Quem está acima do peso, pode apostar nela com composições de cores mais escuras. Por exemplo: se for usar um vestido branco, sobreponha com um blazer preto ou azul marinho e voilà!

Outro cuidado importante: o tecido precisa ser mais encorpado. Se for mais fino ou “relaxado”, como a malha, marca e deixa tudo à mostra. E nem pensem em suplex branco, a não ser que você seja uma fitmaníaca no auge da carreira, com as celulites bem longe de sua bunda. Senão, já viu (e os outros verão mais ainda). Mostra tudo mesmo!

Ontem rolou o Skol Sensations, um dos maiores festivais de música eletrônica do Brasil. O dresscode pedia looks brancos. Como sempre, os sites deram destaque para as roupas das famosas. Algumas, como a Mirela Santos, escolheram o periguetismo que lhes é de costume. Não curto, portanto, nem comentarei aqui.

Curti três looks, que roubei lá do site Ego: Milena Toscano, Thaila Ayala e Giovana Lancellotti. Olha só:

51t7313A Milena Toscano apostou na elegância. Vestido curtinho, mas soltinho do corpo. A gola era fechadinha, sem mostrar nada demais. Isso é regra quando se quer apostar em algo que mostre demais uma parte do corpo. Por exemplo, quer deixar as pernocas à mostra? Tape o resto. Para arrematar, um sapato nude (que eu adoro com branco), combinando com a bolsa, e um colar de metal. Chique!

51t7243A Thaila Ayala tem um estilo alternativo e super ousado (no bom sentido). Misturar blusa de seda com jaqueta de couro e calça branca com uma bota carregada, não é pra qualquer uma. E ela acerta em cheio. Não sei se é ela ou um stylist que monta seus looks, mas sempre arrasa. Quer levar pra vida real mas tem medo? Faça escolhas. Pode trocar a bota por um sapato mais leve, ou tirar o batom escuro, pesar menos nos brincos, usar uma jaqueta colorida. Não esquece que o espelho é teu melhor amigo e antes de tudo tu precisa estar a vontade com o que está vestindo.

51t7422Por fim, Giovana Lancellotti. Outra que apostou num estilo chique. Reparem que o vestido é justinho, mas foi sobreposto com um blazer boyfriend, que deixou o visual mais elegante. Maxi anel e todos os acessórios grandes deixam o look total white mais interessante.

O branco está com tudo e vale optar por pelo menos uma peça na cor em um dos seus próximos looks, não acha?

Beijos,

Douglas

Fashion film brasileiro com tudo

Jailbreak - JDQKERA onda de fashion films chegou ao Brasil. Um dos primeiros a apostar nesse novo mercado foi o fotógrafo Jacques Dequeker. Já consagrado na fotografia de moda, ele criou a DQKER Fashion Films. A empresa atende as principais marcas nacionais. Lembra do desfile 3D da Ellus? Foi feito por eles, numa tecnologia até então super exclusiva no país.

Hoje recebi um release falando que o curta “Jailbreak”, criado e dirigido por Dequeker, foi o único convidado a participar do Festival  Internacional de Fashion Films La Jolla, na Califórnia. O filme é estrelado pela top Carol Ribeiro e ainda concorre a três categorias das doze que compõem a competição.

Jailbreak concorre a melhor diretor, melhor atriz e melhor música. Entre os projetos deste ano, o fotógrafo realizará aqui no Brasil, a segunda edição do festival dedicado totalmente a filmes de moda, oevento será ainda maior e contará com a presença de tops internacionais e nacionais envolvidos com essa arte. Infelizmente o filme não está disponível on line para linkarmos aqui.

Essa participação é importante para muita gente começar a olhar com melhores olhos os profissionais brasileiros. Dequeker é um fotógrafo excelente, que encara a moda como um universo lúdico e cria histórias sem parar. A partir da Sputnik achada em uma feira de antiguidades, uma câmera russa 3D dos anos 50, ele inovou fazendo editorias e campanhas em terceira dimensão.

As influências de seus “mestres” Salvador Dalí e Helmut Newton, entre outros, são personificadas nas suas mulheres-heroínas. Ele encara a moda como um universo lúdico e cria histórias sem parar.

Alguns dos filmes produzidos por ele estão nesse link. Garanto que vale a pena assistir.

Beijos,

Gabi