Jacando em alto estilo

Passei a semana em dieta, tentando recuperar os prejuízos (quilos) adquiridos nas férias. Com a alimentação regrada (sem doces, frituras e refrigerantes), somada a exercícios (segunda, quarta e sábado caminhada, quarta e sexta pilates), consegui perder um quilo e pouco dos três adquiridos em Buenos Aires e na praia.

Me dei ao luxo de no sábado me liberar um pouco mais. Antes de sair de férias fiz uma entrevista com os donos da padaria Tudesca, aqui de Lajeado. Eles produzem pães e iguarias artesanais, com uma atenção rara de se ver hoje em dia. Na ocasião provei o brownie deles e gostei. É o legítimo.

Esse aqui:

Brownie TudescaMuita manteiga, chocolate, nozes e ponto. Simplesmente delicioso. Ontem aproveitei que tinha visita aqui em casa e comprei alguns para minha refeição lixo. Cada custa R$ 2,50. Mas garanto que um basta para saciar. Mais que isso enjoa. O mais gostoso é a casquinha crocante e o interior mega suculento.

Para o jantar, comprei um pão que é uma iguaria. Ele é 100% cacau, com nozes e algumas gostas de chocolate. Só lembrei de tirar uma foto dele quando estava quase acabando, mas o que vale é o registro, né? Hehehe

Pão de cacau TudescaMuito gostoso e dispensa geleias e afins. O pão custa R$ 5 e dá tranquilamente para umas quatro pessoas comerem.

Os produtos da Tudesca só têm um detalhe: Por não serem industrializados, portanto, por não terem conservantes, devem ser consumidos no dia ou, no máximo, no seguinte, senão não têm o mesmo sabor. Mas é muito melhor comer um produto que sabemos ser fresco e bem preparado. Ao menos eu acho.

Amanhã é dia de voltar pra rotina de alimentação. Mas fica a lembrança de uma jaca de luxo.

Beijos!

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Entre frutas e Kit Kats, uma luta pelo lanche

Eu odeio não acordar cedo. Mas ao mesmo tempo, amaldiçoo quem inventou o despertador. O que acontece (e só é possível no fim de semana), é que despertar é um processo lento pra mim. Abro um olho, olho pro relógio, me vira prum lado, me viro pro outro, fico rolando na cama por uns cinco minutos e só daí tenho psicológico pra sair de lá e pensar no dia.

O que acontece quando eu acordo cedo é que mal consigo me vestir direito. E ainda tenho que arrumar a cama, fazer minha higiene, fazer meu café da manhã e separar um monte de coisas que preciso pro dia. Um tumulto. E, não raro, esqueço de trazer o lanche pro trabalho. Lembro disso na boca de voltar a trabalhar depois do intervalo.

Por sorte o jornal fica no Centro e pra ir ao mercado são poucos passos. Mas ai que mora o perigo. Logo na entrada, uma prateleira de chocolates, balas e toda sorte de petiscos hipercalóricos nos recepciona. Fico tentado, até demais, e geralmente paro por lá pra ver as “novidades”. O pior é que sempre encontro algo que me faz querer enfiar o pé na jaca.

Hoje vi uma nova “espécie” de Kit Kat. É diferente do tradicional. Mais compridinho e estreito. Vi que tem caramelo no recheio. Fiquei babando e pensei em comprar de sobremesa. Quase caí de glúteos no chão no meio do mercado quando vi as calorias presentes na tal barrinha de poucos gramas: 2338 Kcal.

Na hora, de tanto pavor, rumei pra fruteira. Gosto e ir nesse setor devagar, sentindo o cheiro das frutas, olhando o visual delas, admirando os “morros” de maçãs, laranjas, bananas e mangas. Daí, enquanto fazia meu passeio, lembrei da tendência das frutas, super em alta, influenciada, principalmente, pela Issa London.

Pra quem não sabe, as donas da Issa London são brasileiras e quiseram levar para a Inglaterra influencias tropicais. Dizem que a mídia exterior sentia muita falta disso. E deu super certo. Tornaram hit a estampa de frutas, muito usada por marcas nacionais e internacionais nessa temporada.

foto 1E durante minha ida ao super encontrei o melão à Issa…

foto 2A laranja…

foto 3Mas me apaixonei mesmo foi pelas mangas. Lindas, né?

Beijo.

Vá de escadas

Lembra da última vez que tu trocou o elevador pelas escadas? Convenhamos, é muito mais prático apertar um botão para subir do que fazer um baita esforço, né? Eu, particularmente, tenho preferido a forma tradicional. Força nas pernas e lá vou eu subindo e descendo. Aqui no jornal onde eu trabalho, o prédio é cheio de escadas. Nunca contei os degraus, mas como trabalho no terceiro andar e subo e desço várias vezes por dia, devo fazer um esforço considerável.

Puxei o assunto porque hoje recebi no meu e-mail um artigo do ortopedista Fabio Ferraz do Amaral Ravaglia, falando sobre as vantagens de se “exercitar” na escada. Ele idealizou a campanha Projeto Cidadania – Desafio Degraus, uma novidade exclusiva do IOS, com o objetivo de incentivar as pessoas a ir pelas escadas. Trata-se de uma campanha de conscientização para a necessidade de atividade física.

Ele fala sobre as vantagens: “Subir escada revelou-se uma atividade física tão importante que é considerada como treinamento para outras práticas esportivas ou já está sendo tratada como um esporte em si. Excelente opção para treinamentos cruzados, que buscam alternativas a fim de desenvolver as potencialidades do atleta, é adotada por remadores, nadadores, ciclistas, esquiadores, futebolistas, tenistas e corredores, que podem encontrar em escadas um treinamento muito útil para a melhoria do condicionamento físico específico para sua modalidade esportiva. Atletas que correm em escadas desenvolvem as coxas das pernas e fortalecem os joelhos e precisam ter paciência, garra e força muscular para completar a prova no menor tempo possível. Maratonas verticais, corridas em escadas e outras provas e campeonatos estão tornando-se comum fora do Brasil.

Por ser mais cansativo, subir escadas é um intenso exercício físico e requer menos tempo de treino para obter resultados semelhantes. Para se ter uma noção, subir escadas 15 minutos por dia é semelhante a correr 30 minutos por dia. Quem ainda não está acostumado pode sentir-se cansado já nos primeiros degraus. A recomendação é ir aos poucos e não forçar demais. Aumente gradativamente a quantidade de degraus. Comece subindo um ou dois andares apenas e tome o elevador até o andar que deseja chegar e, dia a dia, vá aumentando a quantidade de degraus superados. Para subir um andar ou descer dois, utilizar a escada pode ser mais rápido do que esperar o elevador.”

Sabia que o gasto de energia ao ir pela escada chega a ser sete vezes maior do que usar o elevador e entre oito a nove vezes mais do que ficar sentado sem fazer nada? As pontuações são altas, bem acima de exercícios físicos, como o trote ou a natação vigorosa, portanto, com uma significativa queima de calorias. Subir escadas queima cerca de duas vezes mais calorias do que diversas outras atividades físicas e esportivas. Ir pela escada ajuda a reduzir medidas. A melhor estratégia para perder peso é avançar apenas um degrau de cada vez. Subir de dois em dois degraus não significa que terá o mesmo resultado do que subir degrau por degrau. Subir um degrau queima cerca de 0,17 caloria e descer, perto de 0,05.

E ai, que tal incluir a subida de escadas no teu #ProjetoVerão ou #ProjetoSaúde?

Beijo!

Vá de escadas

 

Da dieta do algodão à falta de tempo – um dia infernal

Sim, hoje o dia está infernal. Não só pelo calor, que começou forte de manhã cedo, mas também pelo monte de coisas que preciso dar conta. Segunda-feira é sempre assim, mas custo a me acostumar. Poderia postar aqui um vídeo, mas não acho ele no Youtube. Poderia postar o sonzinho do dia, caso eu tivesse um. Daria até pra pôr uma sugestão de calçado, não fosse meu celular estar se negando a enviar fotos e postar algo no WordPress. Além disso, estou com horrores de trabalho atrasado.

Por isso, usarei esse breve intervalo que tive por aqui, pra postar sobre uma dieta bizarra sobre a qual li no sábado. Bria Murphy, filha do ator Eddie Murphy, contou nas redes sociais ter visto modelos se alimentarem de algodão molhados no suco de laranja. Elas faziam isso para comer poucos alimentos com valor nutricional e ficarem saciadas. Bastou isso para a nova e revolucionária ideia (só que não), virar mania. Várias meninas começaram a fazer o mesmo.

Alguns vídeos mostravam no Youtube com detalhes como fazer o consumo. Aos poucos eles foram deletados. Especialistas se preocupam com a dieta, que dizem ser “muito perigosa”. O risco maior é para quem ingere algodão sintético, feito de fibras de poliéster descoloridas. Elas contém produtos químicos.

Segundo, Brandi Koskie: “Sua roupa é feita de poliéster. Então, comer chumaços de algodão sintético é como colocar uma camisa em suco de laranja e a comer. Nada se aproveita disso, absolutamente nada.” Daí, no meio da minha tentativa de retomar meu plano alimentar e tentando controlar ao máximo o que como, me pergunto: o que leva uma pessoa a comer algodão? Vá tomar dois litros de chá verde bem amargo todos os dias, tipo eu, fia. E arruma um tanque de roupas pra lavar, porque tá fazendo falta.

Beijos!

Dieta do algodão

“Mas é tão bonito!”

Não sei quanto a vocês, mas eu costumo ouvir muito a seguinte citação: “Que pecado, é tão bonito!” Já ouvi uma pessoa se referir assim para alguém que sofreu um acidente e ficou paraplégico, para uma pessoa que optou por usar drogas, por homens e mulheres homossexuais. “Um pecado um homem bonito desses ser gay”, ouvi certa vez uma mulher falar. E ai, porque é bonito não pode ser diferente?

As pessoas criam em suas cabeças uma imagem de perfeição sempre atrelada à beleza. Se for bonito, precisa ser um exemplo para a sociedade. Tem que ter saúde para dar e vender. Precisa casar com uma pessoa do sexo oposto e formar uma família linda e feliz, com uma casa branca, com janelas azuis. Uma coisa de filme, sabe assim?

Vemos esse exemplo vivo na über model-atriz-ambientalista Gisele Bündchen. Não basta ela ser bonita e bem sucedida. Ela casou com um homem bonito (tirou ele da ex-mulher, mas ela pode, sua perfeição permite), teve filhos lindos e posta fotos de uma felicidade quase irreal nas redes sociais. Aliás, acho que a vida dela é tão perfeita que onde ela vive nem chove. Já viram ela abaixo de chuva? Eu não.

Essa ideia de perfeição incomoda. Podem chamar de recalque, mas, sim, me incomoda. Não sou bonito e não sou perfeito. Estou numa multidão de pessoas, assim como 99% de quem ler esse post está. Trabalho oito horas ou mais por dia, tenho uma rotina intensa. Acredito ser competente e minha família é feliz. Mas não sou bonito. E ai? Se uma pessoa bonita tivesse a minha vida, ela seria mais digna de elogios que eu? E os meus defeitos, não seriam dignos dela?

Sim, pessoas bonitas podem fazer escolhas erradas, podem casar com quem acham que não deveriam, podem sofrer acidentes, podem ter os mesmos problemas que a nossa massa. E isso não é motivo para soltar um “Que pecado, é tão bonito”. Porque sofrer é humano e acontece o tempo todo, com todo mund. Ou seja, a não ser que a intenção seja se tornar um boneco, haverão problemas. Opa, mas pera aí. Não dizem que o Ken é gay? Ih, ferrou!

Tão bonito, mas...
Tão bonito, mas…

Nova fase

Hoje passo a assinar o It sozinho. Pensei em encerrar o blog e começar outro. No entanto, o apego com os quase quatro anos de trabalho e postagens super bacanas por aqui, decidi manter o bloguinho, mas colocar meu nome no título.

Falarei sobre tudo. Moda, beleza, música, séries, cinema, arte, viagens… Tudo o que fizer parte do meu dia a dia, tentarei transpôr para cá. Nada muito jornalístico. O blog vai ser mais meu do que antes e se tornar cada vez mais pessoal. Aos poucos eu me adapto a esse estilo diferente.

Portanto, a partir de hoje, serão novidades assinadas por mim. E só. Ah, e será na medida que eu puder postar. Uns posts maiores, outros menores.

Enfim, nos falamos!

Beijos!

Foto: Bibi Bazzo
Foto: Bibi Bazzo

Sanguenozóio na loja

Britney sanguenozóio

Era início de mês. A fila para pagar contas estava cheia. De repente, de um canto da loja, começa-se a ouvir uma mulher berrando, urrando e implorando ao vendedor que trocasse o produto que lhe vendeu e, um mês depois, estragou. Ela tentava de todas as maneiras mostrar ao rapaz o problema, mas este insistia a lhe ignorar e dizia que ela deveria buscar outros recursos, que ele não poderia fazer nada.

Na fila, as pessoas a olhavam como se estivessem frente a frente com a Britney Spears enquanto batia num carro com o guarda-chuva. Ou com a Naomi Campbell ameaçando sua assistente. Esse é o efeito louca da loja. A pessoa tenta resolver seu problema civilizadamente, mas não consegue. O sangue começa a esquentar, esquentar, até que vai para os olhos e surge o famoso efeito “sanguenozóio”.

Quem nunca passou por isso? Quem nunca encarou um vendedor tentando lhe explicar um problema e esse fez de conta que o papo não era com ele? Ou então, pior ainda, sorriu e disse que não poderia fazer nada? E quando isso acontece pelo telefone, com um dos atendentes de telemarketing, que devem receber treinamento intensivo de como irritar a pessoa do outro lado da linha. A única solução plausível nesses casos (principalmente quando desligam o telefone na sua cara), é chutar a parede.

Minha vontade naquele momento era de dizer para aquela mulher que eu sabia o que ela estava passando. Que por várias vezes já fui tratado como um louco de loja. Que já ouvi várias desculpas esfarrapadas e tive que ficar quieto, até que o problema que eu anunciei se tornou tão grande, que se obrigaram a corrigir, sob ameaças de eu ativar o Procon?

Mas não o fim. Sabia de sua irritação. Sabia que quando foi comigo, o que menos queria era alguém me falando algo. Me contive com as palavras do senhor na minha frente: “Nesse país ninguém tem direito a nada até que se vá a justiça. E olha lá, com a nossa justiça”.

E assim a fila foi esvaziando e a pobre mulher foi embora, mas seu problema permaneceu.

Douglas