Sanguenozóio na loja

Britney sanguenozóio

Era início de mês. A fila para pagar contas estava cheia. De repente, de um canto da loja, começa-se a ouvir uma mulher berrando, urrando e implorando ao vendedor que trocasse o produto que lhe vendeu e, um mês depois, estragou. Ela tentava de todas as maneiras mostrar ao rapaz o problema, mas este insistia a lhe ignorar e dizia que ela deveria buscar outros recursos, que ele não poderia fazer nada.

Na fila, as pessoas a olhavam como se estivessem frente a frente com a Britney Spears enquanto batia num carro com o guarda-chuva. Ou com a Naomi Campbell ameaçando sua assistente. Esse é o efeito louca da loja. A pessoa tenta resolver seu problema civilizadamente, mas não consegue. O sangue começa a esquentar, esquentar, até que vai para os olhos e surge o famoso efeito “sanguenozóio”.

Quem nunca passou por isso? Quem nunca encarou um vendedor tentando lhe explicar um problema e esse fez de conta que o papo não era com ele? Ou então, pior ainda, sorriu e disse que não poderia fazer nada? E quando isso acontece pelo telefone, com um dos atendentes de telemarketing, que devem receber treinamento intensivo de como irritar a pessoa do outro lado da linha. A única solução plausível nesses casos (principalmente quando desligam o telefone na sua cara), é chutar a parede.

Minha vontade naquele momento era de dizer para aquela mulher que eu sabia o que ela estava passando. Que por várias vezes já fui tratado como um louco de loja. Que já ouvi várias desculpas esfarrapadas e tive que ficar quieto, até que o problema que eu anunciei se tornou tão grande, que se obrigaram a corrigir, sob ameaças de eu ativar o Procon?

Mas não o fim. Sabia de sua irritação. Sabia que quando foi comigo, o que menos queria era alguém me falando algo. Me contive com as palavras do senhor na minha frente: “Nesse país ninguém tem direito a nada até que se vá a justiça. E olha lá, com a nossa justiça”.

E assim a fila foi esvaziando e a pobre mulher foi embora, mas seu problema permaneceu.

Douglas

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A erotização do bom humor

Real Men Don't Fake It BenefitNum país onde cenas de sexo são recorrentes em novela e o tema é falado abertamente, parece estranho ler sobre a polêmica gerada pela nova campanha da marca de cosméticos Benefit. A ideia é ótima, mas erotizada. Homens com “volumes” avantajados, deixando as mulheres de boca aberta. O bom humor entra a partir do momento que é revelado o motivo da “fartura”: eles guardam em suas cuecas produtos da marca.

Ao final, é revelada a premissa do vídeo: “o riso é o melhor cosmético”. E realmente é. E, sim, dá pra dar risada. Como afirmou a diretora de marketing da Benefit nos Estados Unidos, Claudia Allwood, a campanha não é para ser levada a sério. “Real men don’t fake it” foi censurada no Facebook, que tirou o compartilhamento de alguns usuários.

Nos comentários no Youtube, as opiniões são diversas. Alguns elogiam a audácia da marca, outros afirmam ser um material muito engraçado e uma minoria é contra o material. Assista o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões. Mas, lembre-se: o riso é o melhor cosmético. Algumas coisas não precisam e nem devem ser levadas a sério, muito menos merecem ruguinhas.

Beijo,

Douglas

O cúmulo do fast fashion

Kate Spade SaturdayEmbora o título deste post pareça uma crítica, ele não é. Dito isso, prossigamos.

Quem tem vó e vô vivos, com certeza ouve eles falarem muito sobre “na minha época”. Eles fazem tudo parecer mais complicado no passado. E provavelmente era mesmo. Quando queriam comprar uma roupa, principalmente quem vivia no interior, não tinha muitas opções. Pra vestir algo diferente, precisava pedir pra uma costureira fazer. E levava muito tempo pra ficar pronto. Minha vó conta que um vestido demorava em torno de um mês pra estar finalizado.

Daí veio a industrialização da moda, fazendo as lojas proliferarem até nas pequenas cidades e facilitando o consumo. Depois, bem depois, no começo desse século, chegou o fast fashion. Ah, o fast fashion. O tão criticado fast fashion. Ele fez o desejo de consumo atingir um ápice inacreditável. Mas também ajudou a popularizar a alta moda. Uma peça com design semelhante àquela desfilada na passarela, em poucos dias está na arara de uma Zara da vida, por um preço muito inferior ao da grife.

Com isso, o consumo passou por uma transformação. E esperar que algo chegue às lojas é um desafio. A compra pela internet é um facilitador para quem não tem muito tempo pra ficar indo em loja e escolhendo roupas. Em casa, ou num intervalinho no trabalho, a pessoa pode comprar um produto e receber em sua casa. Claro, alguns dias depois (as vezes até meses, dependendo de onde compra).

Foi pensando nessas pessoas que a Kate Spade NY criou a Kate Spade Saturday. Uma mistura de fast fashion e compra virtual.

Kate Spade DeliveryO consumidor escolhe tudo por uma tela, como se fosse no computador. A loja se resume a uma vitrine, com alguns mostruários.

Kate Spade Delivery 2A pessoa escolhe o produto, digita o número de seu celular e aguarda um SMS com a confirmação da marca. Em uma hora a peça é entregue em casa. Uma espécie de delivery de roupas. O pagamento é feito na hora do recebimento, como na entrega de comida.

São quatro vitrines espalhadas pela cidade e elas funcionam todos os dias, durante 24 horas. O investimento da Kate Spade não foi muito alto, e a iniciativa está dando super certo. As telas são super coloridas e convidativas a serem “futricadas”. A pessoa pode passear por todo o catálogo e ver as peças em tamanho real.

Achei esse vídeo no Youtube ensinando como se usa:

Simples, né? Bem que a ideia poderia se popularizar.

Beijos,

Douglas

Fogo na Labellamafia

Sei que gosto é algo muito pessoal. O que alguns amam, outros odeiam. Sei que muitas coisas que eu visto, outras pessoas acham ridículas. O que é considerado elegante por alguns, pra outros é cafona.

Conhecia a tal da Labellamafia só por ouvir falar. Sabia que era uma das marcas de fitness mais populares do momento, mas nunca tinha visto um produto. Até porque eu e o mundo fitness não nos entendemos muito bem. Até que esses dias vi uma legging estampadérrima e fiquei sabendo que era da grife catarinense. Desde então, passei a abominar os modelitos.

Hoje entrei no site pra ver os produtos e quase caí pra trás. Preparem o coração.

1000_1490Calma, tem mais – e piora!

1000_1494Chora na esfinge!

1000_1547Enrolada na fita de bandeiras da Inglaterra, que tal?

1000_1586Toda trabalhada na botânica. Ecofriendly!

1000_2361E a transparência?

Enfim. Por que eu odiei tanto? Primeiro, uma regrinha de estética: tem perna grossa, evita calça estampada, porque engrossa mais ainda.

Segundo, essa estampa grudada nas pernas deforma o corpo.

E por fim> lugar de legging é na academia, com, tênis de malhar e não no meio da rua, com salto e tudo o que tem direito.

Tenham bom senso. Só isso.

Beijo,

Douglas

Clipe oficial Applause

Lady Gaga ApplauseEis que a semana dos little monsters começou mais feliz. Depois de Applause ter vazado na versão demo, ter irritado Lady Gaga, que lançou o single uma semana antes, quase junto com o lançamento de Roar, da Katy Perry, dando vazão a uma disputa tosca entre os fãs pra ver quem era a melhor, a cantora lançou hoje o clipe oficial do seu sonzinho.

No começo, tudo muito contido. A gente custa a acreditar que se trata da mesma Lady Gaga que causava em outros tempos. Mas a partir da metade, ela volta a ser ela. Aparece com asas de madeira, como um cisne negro, com um rabo luminoso, fazendo coreografia à lá Alejandro, e até cosplay de Iemanjá. E tem Gaga loira, morena, de cabelo curto, de cabelo longo, de cabelo chanel. Tem pra todos os gostos.

Tirem suas próprias conclusões sobre o clipe que será assunto do dia nas redes sociais de toda bee que se preze!

Beijos,

Douglas

Meias fun

SOCKS-BY-HAPPY-SOCKSHá tempos queria escrever sobre esse assunto, mas sempre atravessava algum post pela frente. Reparo nos blogs de street style internacionais um apelo bem forte pelas meias nos looks. Com essa de usar as calças curtas, ou com a barra dobrada, elas servem para dar mais graça ao visual.

Dá pra usar uma t-shirt branca e um jeans dobrado, que o look fica com ares de fashionista. Ou então, quem é mais ousado, pode arriscar num mix de estampas, com calça estampada e tal. Já as mulheres, podem usar modelos mais longos, e combinar com saia. No entanto, não aconselho isso pra quem tiver mais de 20 anos ou não for super cool.

Embora estejam bem populares no exterior, ainda é complicado encontrar esses modelos no Brasil. Uma vez encontrei na Zara do JK Iguatemi e do Cidade Jardim. Mas isso foi em março. Quando voltei, em junho, já não tinha mais nada, apenas umas coloridas, mas lisas. Me arrependi de não ter comprado (eram baratinhas, R$ 11 o par).

Semana passada recebi um release da marca sueca Happy Socks, que, segundo o texto, está há seis meses no mercado brasileiro e fazendo sucesso. Eles anunciaram uma nova coleção para os próximos meses, mas não disseram onde as meias podem ser encontradas. Pesquisei e encontrei um site, mas com valores em dólares.

Esse é o modelo étnico deles. Eu curti
Esse é o modelo étnico deles. Eu curti

Outra opção que eu conheci foi a Meias 6. Descobri pelo face da loja Sala de Estar (que acho o máximo). Eles vendem pelo site, mas os modelos estão bem escassos, principalmente os estampados. Vale dar uma olhada pra ver se encontra algo que agrade.

Enfim, é uma tendência que eu curto e pretendo usar. Mas está difícil de encontrar o produto. Espero que, com o tempo, se popularize e possa ser encontrado mesmo aqui, em tão tão interior. Kkkkkkkkk

Beijos,

Douglas

 

UPDATE: a Priscila Cabello, do Falshmob, deu a dica de onde encontrar as meias Happy Socks no Brasil:

IBacana: http://www.ibacana.com.br/marca/happy-socks.html

Avec Love: http://www.aveclovestore.com.br/happy-socks-f69

Farfetch: http://www.farfetch.com.br/shopping/women/happy-socks/items.aspx#ps=1&pv=60&oby=5

Trend alert: jumpsuit

JumpsuitSabe aquela tendência que tu não sabe se ama ou se odeia? Pois é, estou nessa dúvida. Há algum tempo ouvi falar dos jumpsuits ou Onesie, esses macacões feitos de moletom, numa modelagem mais ampla. Eles são febre na Europa, sendo usados tanto durante o dia quanto à noite, para a balada.

Por um lado eu gosto. Acho bacana essa atitude despretensiosa, num look mais largado. Mas por outro, acho conforto demais. Enfim, gostos são gostos e o meu varia de acordo com o humor e a agenda do dia.

A dica é para quem gostou dos jumpsuits. É complicado de achar essa peça no Brasil. Na Europa ele está em todas as araras de lojas de fast fashion, mas por aqui, ainda não se popularizaram. Então, quem quiser adotar, pode comprar pela Onewix, uma loja virtual.

Eles custam em torno de R$ 200 (todos estão em promoção). Tem tanto masculino, quanto feminino. Se alguém comprar, me avisa e diz se é tão confortável quanto eu imagino. Hehehe…

Beijos,

Douglas