Abre e fecha na moda brasileira

balmain-03Que o Brasil é o novo foco das marcas internacionais, não é segredo pra ninguém. Em pouco tempo, marcas renomadas como Chanel, Gucci, Dior e Prada abriram ou multiplicaram o número de lojas de luxo em São Paulo. Até mesmo um shopping foi montado para atender a demanda de um público que deseja o exclusivo. Se trata do JK Iguatemi, que desbancou o Cidade Jardim, que até então tinha a maioria das grandes marcas.

Sobreviver num país como o Brasil não é fácil. Chanel e Louis Vuitton têm planos de pagamento que chegam a 10 parcelas. Tudo para não deixar de vender e aumentar o interesse de quem quer comprar em quantidade, ou em um intervalo curto.

Uma das aberturas mais esperadas – e com as roupas mais caras – era a da Balmain, no Cidade Jardim. Estava tudo acertado. A loja montada, as coleções de verão e inverno 2012 compradas. Bastaria tirar o tapume da frente e inaugurar. A loja seria aberta pelas sócias Marina Mantega e Georgia Atalla, que se separaram.

A marca, com sede na França, decidiu, por esse motivo, segurar a abertura da loja até que a documentação seja toda passada para o nome de Marina. Resultado? As coleções perderão a “validade” até a inauguração. Ou seja, tudo o que já foi comprado, deixa de valer. Ela terá que arcar com o que já foi comprado e comprar mais. A loja ainda abrirá, só não se sabe quando. Os tapumes com a marca da Balmain foram substituídos por outros brancos, mas a loja está lá atrás, toda montada.

Enquanto isso, no mundo do fast fashion…

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O Brasil deve ganhar, ainda em 2013, uma nova opção de moda casual. Líder em vestuário jovem na Ásia, a Yishion, conhecida como a “Zara chinesa”, deve desembarcar no Brasil nos próximos meses. A afirmação é feita pelo diretor-presidente da Global Franchise, Paulo César Mauro, responsável por fazer a intermediação entre a marca e investidores brasileiros.

A investida no momento é importar os produtos para grandes redes varejistas, e já cogita estabelecer uma distribuidora brasileira. O foco inicial é expandir atuação nas regiões Sul e Sudeste. Há a ideia de criar uma loja conceito, para atrair os olhares mais exigentes. Os responsáveis estimam potencial para mais de 400 pontos de vendas no país.

A rede tem sede em Hong Kong e já está presente em mais de 20 países. Contudo, a ambição é grande: tornar-se líder mundial no segmento. Atualmente, a Yishion conta com 4 mil estilos por estação, proveniente de uma equipe composta por designers do Reino Unido, Paris, Japão, Coréia do Sul e Hong Kong.

De acordo com Mauro, a marca conta com cinco parques industriais na China e possui cerca de 50 mil colaboradores.O diferencial da rede está, principalmente, no quesito custo-benefício. Hoje, o que encontramos no Brasil com status de qualidade é oferecido a valores muito altos e a marca quer quebrar esse paradigma.

Enfim, o Brasil está mesmo no foco, seja de marcas de luxo, seja de redes de fast fashion.

No entanto, o mercado nacional não pode ser deixado de lado. Marcas e designers daqui precisam de investimentos governamentais e valorização dos compradores.

Beijos,

Douglas

Um comentário sobre “Abre e fecha na moda brasileira

  1. Nossa Douglas… Babado essa história da Balmain! Não sabia disso não!
    Adoro o Cidade Jardim, um dos meus shop preferidos.
    Gostei do JK Iguatemi, mas sei lá, tem algo nele que ainda não me fez pegar o gosto. rs
    😉 Abs

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