Minha barriga não é negativa, e ponto!

barriga-negativa1As vezes bate o remorso do meio que eu trabalho. A tal da “ditadura da moda” não se restringe a roupas, mas chega ao físico. Depois do último São Paulo Fashion Week, que mesmo tendo poucos desfiles de beachwear, mostrou várias modelos lindíssimas, com corpo invejável e ostentando a tal “barriga negativa”, o termo virou mania e obsessão para muitas mulheres.

Estou com 30 anos. Meu corpo mudou muito nos últimos cinco. Na verdade, ele nunca deixou de se transformar. Logo depois da adolescência, que é quando as maiores transformações acontecem, decidi emagrecer. Isso foi aos 21 anos, quando comecei a trabalhar com comunicação (TV). Passei um ano e meio trabalhando nisso, até chegar ao ponto que desejava.

Depois dos 25 anos, não foi mais a mesma coisa para manter o peso. Eu precisei desenvolver artimanhas, como adotar a corrida, yôga, pilates… Chegando aos 30 e tendo a rotina de trabalho muito atribulada (não consigo me exercitar sempre), está mais complicado ainda. Mas não me estresso. Sou do tipo que, enquanto a calça 38 cabe, eu estou feliz.

Mas nessa busca pelo corpo perfeito, percebo que algumas mulheres piram e apelam. Depois da dieta do jejum, que se popularizou há algumas semanas pelo site da Vogue, e da barriga negativa, agora é a vez dos Instagrans e dos blogs de fitness bombarem na web. No entanto, nem sempre isso é saudável. Frequentei nutricionista por três anos. Hoje em dia tenho uma alimentação orgânica, com o máximo de produtos naturais. Mas sempre tendo como referência eu, meu corpo, meu estilo de vida e minha rotina. Não vale pirar e tentar virar uma Carol Buffara da vida.

Um hábito mais antigo que isso é a lipoaspiração. Na época que virou moda, lembro bem de mulheres que faziam (e ainda fazem) como se isso fosse a solução de todos os problemas e não necessitasse de uma dieta ou uma reeducação alimentar. Hoje de manhã li o artigo “Cirurgia reduz gordura, mas não emagrece”, do médico Arnaldo Korn (indicação da Luana, minha editora de beleza). Decidi compartilhar com vocês, porque achei muito esclarecedor.

“A procura por uma solução milagrosa que emagreça é incansável para algumas pessoas. Surgem modas de chás, farinhas, dietas com nomes estranhos e alguns optam até por medicamento, lamentavelmente nem sempre indicados por especialistas.

Há também quem pense que a cirurgia plástica é milagrosa e pode emagrecer. A solução mais procurada é a lipoaspiração, porém esse procedimento médico cirúrgico realizado em hospitais ou clínicas especializadas por um cirurgião plástico é indicado apenas para as pessoas que queiram remover gordura localizada e até modelar o corpo. “A cirurgia é realizada através de uma cânula introduzida no local desejado e trabalha semelhantemente a um aspirador de pó, só que em vez de pó, aspira gordura.”, detalha o diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica, Arnaldo Korn.

Muitos não sabem, mas o procedimento está contra-indicado às pessoas que tenham como único objetivo o emagrecimento, pois remove apenas gordura localizada, e não gordura generalizada. A remoção de gordura não pode exceder em média 7% do peso total por comprometer demais a saúde.

“Há pessoas que colocam todas as suas expectativas de emagrecer na lipoaspiração, com a ilusão de se livrar para sempre da dieta e da atividade física. Porém, após a recuperação da cirurgia o paciente deve procurar uma nutricionista e se matricular em uma academia para atingir os benefícios estéticos que almeja.”, orienta Korn.

Toda e qualquer cirurgia plástica deve ser feita com a avaliação e a indicação corretas de um cirurgião plástico. “É necessário estar muito bem atento aos prós e contras do procedimento e, o mais importante, aos deveres e obrigações após o procedimento, como por exemplo, curativos, medicações, uso de acessórios, dieta, atividade física, cuidados necessários, tempo de recuperação e conservação do resultado.”, destaca o diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica.

A lipoaspiração  não é um tratamento para obesidade. Ela apenas retira gordura de qualquer local ou região onde haja excesso como, por exemplo, o abdome, flancos, braços, pernas e papada, entre outros.  O máximo que o procedimento proporciona é um corpo de formato mais harmonioso.  Pode muito bem ser um incentivo para quem quer se animar e seguir uma dieta equilibrada para emagrecimento posterior. Para facilitar o pagamento, muitos cirurgiões plásticos trabalham com empresas que prestam serviço de assessoria administrativa e financeira que parcelam o valor, como o Centro Nacional de Cirurgia Plástica.”

Interessante e esclarecedor.

Boa sexta-feira.

Gabi

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