As joias e o mundo

THE GREAT GATSBYNem amores são tão eternos quanto as joias. Muitas famílias se orgulham em ostentar peças que passam de geração em geração, dando status de poder. “Diamonds are the girl is best friend”, quem nunca ouviu a frase eternizada por Marilyn Monroe e reproduzida por tantas outras ao longo do tempo?

Uma joia é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores presentes que uma mulher pode receber. Num mundo onde as bijuterias (algumas ditas de luxo), essas peças são mais valorizadas ainda.

Recebi um release sobre um painel de tendências de joias, realizado no Salão Bossa Nova. O Workshop “Preview Design de Joias e Bijuterias para 2014”, promovido pelo Sebrae e pela Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro, mostrou como esse mercado faz para se manter valorizado.

Olha a nota completa:

“Um resgate do antigo com novos significados. Essa foi a conclusão do Workshop “Preview Design de Joias e Bijuterias para 2014”, promovido pelo Sebrae e pela Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro (Ajorio), durante o Salão Bossa Nova de Moda e Negócios, nesta quarta-feira, 15/05. A pesquisadora do IBGM, Regina Machado, mostrou que no mundo atual, cada vez mais homogêneo e globalizado, as pessoas começaram a buscar a reafirmação de suas individualidades, retomando suas raízes em peças e acessórios que definem o “eu” de cada um.

Ao captar os sinais do ambiente para detectar as novas tendências, ela percebeu que as mudanças econômicas influenciaram, sobretudo, a percepção dos clientes. A ascensão mundial da nova classe média gerou uma homogeneização do consumo. Todos têm acesso a produtos antes exclusivos às castas mais altas. Hoje os menos abastados também estão exigentes e compram joias com diamantes e peças de ouro, que são ícones de status. Os acessórios acompanham essa demanda.

“Joias testemunham as grandes mudanças do mundo. É uma forma de expressão mais antiga que a escrita. Representam medos, anseios, crenças, valores… Esse é o único luxo que não vira lixo no fim”, afirma Regina. “Os objetos precisam de muito mais do que apenas boas ideias. Precisam de significado”.

Significado que vem com novo discurso. Hoje o valor está no que define o indivíduo, suas origens e sua forma de pensar. “É o ‘My way’, o ‘Stylin’”, explica. “É a peça artesanal, de ateliê, feita com dedicação ou a que vem do armário da minha avó, uma relíquia de família, que define quem sou. Antes as pessoas tinham vergonha, era cafona. Hoje é super estiloso”.

Seguindo essa ideia, combinações de colares tradicionais com os modernos ou em high-low e broches vêm com tudo. As cores que serão vistas nesse estilo serão todas baseadas no tom clássico das rosas, desde o rosa claro até o vermelho. O classicismo que essas peças pedem também traz o negro noir, esfumaçado.

Essa forma de pensar casa com uma transformação interna. “Há uma luta por um mundo mais humano, com maior qualidade de vida, onde o PIB verde e a felicidade sejam as novas formas de se medir a riqueza de um país. A cada dia surgem novas grifes sustentáveis, com materiais e cadeias produtivas responsáveis”.

Novos grupos também ganham destaque, como os idosos e o étnico, se distanciando do conceito de beleza europeu. As cores que traduzem esses sentimentos são solares e lunares, as que representam todas as fases do céu diurno e noturno; boreais, douradas, várias tonalidades de azul e o roxo profundo.

Os ventos de mudança de paradigmas e o novo ar revolucionário também se traduzem no estilo rock. “O punk e o grunge não param de ser referência para a arte e para a moda”. Com essa pegada, chegam as coleiras e os super colares e brincos.

A valorização da nostalgia e do memorialismo, o “retro,” também vem com força. É uma celebração aos bons tempos, quando a economia mundial não era tão instável. Essas tendências contrastam com a alegria e o ar moderno e industrial das peças que representam a juventude atual e as novas tecnologias.

Já o Brasil ganha cada vez mais espaço, com a recepção de grandes eventos internacionais. O charme do nosso país traz as cores alegres das raízes brasileiras e o mix de influências do tropicalismo. Pedras originárias como a opala serão muito utilizadas e ganharão destaque nas novas coleções.”

Interessante, né?

Beijos,

Douglas

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