É hipster não ser hipster

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Hipster é um termo inglês usado para designas pessoas com estilo próprio e que ditam moda e tendências. Derivado de “hip”, um adjetivo inglês usado desde a década de 1940 com o significado de “descolado” ou “inovador”, descrevia os jovens brancos e ricos que imitavam o estilo dos negros do jazz.

De uns tempos para cá, principalmente no mundo da moda, essa palavra virou tendência. Ser hipster deixou de ser uma “honra” e se tornou popular entre a massa. Pessoas que não pertenciam a esse grupo passaram a ser chamadas pelo termo. O resultado é que agora é moda não ser dessa tribo.

No começo dos anos 2000 a palavra classificava um grupo de pessoas entre 15 e 25 anos, de classe média, que combinava peças de roupa modernas e vintage, resultando em looks originais. Entre suas preferências estavam chapéus Fedora, calças skinny, poá, xadrezes e os marcantes óculos de sol modelo Wayfarer.

As peças usadas pelos hipsters se popularizaram (e perderam a conotação inusitada e autêntica que tinham no começo). Com a massa usando seu estilo, a “brincadeira” perdeu a graça. Enquanto eles preferem ouvir Tom Waitts, Bob Dylan e bandas de rock alternativas e têm preferência por filmes antigos, os “novatos” são viciados em pop e tudo o que for novidade, ou “hype”, como virou moda falar.

Brechós, feiras hippies e galerias de arte underground eram ambientes quase só frequentados pelos hipsters, enquanto a maioria da moda buscava o mercado de luxo e se esbaldava em shoppings. A cena mudou. Com a criação do estilo hi low, que mistura o caro com o barato, esses espaços se tornaram alternativas para as figuras pop encontrarem o “low”, que apresentam orgulhosos, como sendo baratos e estilosos.

A onda hipster chegou à internet. No Facebook, a página “Hipster da Depressão”, com 166 mil fãs, debocha de termos e costumes da tribo. “Mainstream” (ultrapassado), “after party” (pós-festa), abreviações de palavras como “por favor”, que vira “PFVR” e hábitos como beber café Starbucks, comprar roupas na Zara e vestir roupas da avó, viram piada.

O fato é que os hipsters estão mais populares que nunca e se tornaram “mainstream”.

Conheça um hipster

Algumas características são marcantes dessa tribo. A cara triste ou de preocupado pode acusar um hipster à distância. Se o cabelo for bagunçado e com corte indefinido, disfarçado com um chapéu, é quase certo que se trata de um deles.

Postura corcunda e muita magreza são pontos fortes da tribo. Para os homens, a barba mal feita é um charme a mais.

 Tendências ditadas pela tribo

Alguns modismos dos últimos anos se tornaram populares graças aos hipsters. Aliás, esse grupo é um dos responsáveis pelo fenômeno de inversão da moda. Antes, a passarela ditava as tendências. Depois de sua popularização e com o surgimento de vários blogs de street style, as ruas passaram a influenciar as grandes grifes.

Entre as peças mais populares estão os óculos modelo Wayfarer, as calças skinny e o chapéu Fedora, como citado acima. Mas as bolsas estilo carteiro (usadas na lateral) e os tênis baixos para os homens são uma tendência forte, ditada por eles.

Calças coloridas, com estampas de astronomia e leggings estampadas são um estilo das meninas hipsters que se popularizou, bem como os tênis de cano longo.

Esta coluna foi originalmente publicada por mim, Douglas, no caderno Mais Atual do dia 5 de maio.

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