A dieta pecadora – by Douglas Petry

Angus-DijonEstão vendo essa delícia da foto? É o Angus Dijon, do McDonalds. E isso foi meu almoço de ontem. Mas não pensem que eu conto isso com orgulho. Bem pelo contrário. Estou com raiva de mim mesmo por ter escolhido ele.

O que aconteceu foi que o dia estava corrido (Fause Haten apresentou sua coleção às 11h, na FAAP e como o próximo desfile seria só às 15h, eu, a Gabriela, a Camila e a Luana fomos dar uma volta no Iguatemi), e a praça de alimentação do shopping lotada, acabamos indo no MC Donalds, uma opção prática para quem está atrasado.

Poderia ter escolhido a salada, eu sei. Mas quem disse que uma saladinha com um filé de frango me sustentam por mais de uma hora? Eu preciso de carbo. Acabei pedindo o Dijon, sem batatas e sem refrigerante (o que já é um alívio pra culpa). Logo que sentei procurei a tabela de valores nutricionais. E quase desmaiei.

Eram 921 calorias (quase a metade do que posso consumir no dia), o que não me surpreendeu, e 1859mg de sódio, o que representa 77% do que uma pessoa pode consumir no dia. Entrei em pânico e quase deixei o lanche pela metade na mesa. Mas comi ele todo, porque se não fosse aquilo, ficaria sem comida até o fim do dia, só com minhas barrinhas de cereal que quebram galho.

O que fiz pra compensar? Bebi muita água durante a tarde toda e jantei uma saladinha e um pedaço de carne. Aliás, o Pão de Açúcar aqui perto do hotel tem me salvado. Além de ser 24 horas, eles oferecem pratos prontos, o que facilita a minha vida, porque é uma comida saudável (terça-feira comi massa ao molho funghi e uma saladinha).

Agora, papo de gente interiorana. Estar em SP, para quem está de dieta pode ser tanto bom quanto ruim. Ruim porque é muito mais fácil (e barato) comer uma porcaria do que uma comida saudável. E bom porque os supermercados oferecem muito mais opções de lights e diets.

Meu achado preferido foi um refrigerante orgânico. A garrafinha de 250 ml tem 86 calorias e 0% de sódio. Ou seja, pode ser bebido sem medo de inchar. É quase um chá. A marca é Wewi e custa R$ 2,99. Adorei.

Por hoje é isso. Ainda tenho mais dois dias em SP e espero não derrapar mais. E segunda-feira é dia de voltar à dieta rígida.

Beijos,

Douglas

SPFW: balanço do dia 3

E lá se foi mais um dia de SPFW. Adoramos todas as apresentações de ontem. Os trabalhos foram mais autorais, mas equilibrados com o comercial. O maior exemplo disso foi João Pimenta, que geralmente faz desfiles quase shows, mas que dessa vez apostou no formato tradicional e em roupas usáveis. E acertou em cheio.

Fause Haten usou marionetes ao invés de modelos, o que surpreendeu o público. Ponto positivo. Mais um ponto por ele não ter cantado (hihi). A Neon mostrou uma influência oriental pop e fez uma coleção muito desejável, com peças ricas em criação. Destaque para os recortes das roupas de banho.

Fernanda Yamamoto criou uma mulher romântica e moderna. Acertou em cheio. E a Triton trouxe de volta sua apresentação masculina, que abriu o desfile. Roupas interessantes e usáveis, mesmo com o tal “efeito passarela”.

Ontem foi o primeiro dia que o preto e branco não predominou. O que temos certeza que pega até agora: o P&B, candy colors, roxo, mix de tecidos, aplicações para valorizar as peças e modelagens amplas (por mais que as brasileiras odeiem).

Vamos aos comentários dos desfiles.

FH por Fause Haten

desfile-fhporfausehaten-spfw-verao2014-015Fause Haten dispensou as modelos e usou fantoches inspiradas em top models como Gisele Bündchen, Naomi Campbell e Kate Moss para apresentar sua coleção de festa.
O destaque foi para as saias dos vestidos, quase todas super armadas, inspiradas em princesas, tendência que apareceu nos desfiles de alta-costura do exterior. Babados, bordados e volumes conferiram graça às peças.
Na cartela de cores, uma mistura de branco, off-white, azul em tons claros e escuros, verde, roxo e amarelo. Chamou atenção o tom de rosa (foto), semelhante ao usado pela grife Christian Dior em seu desfile de High Couture.

Fernanda Yamamoto

desfile-fernandayamamoto-spfw-verao2014-008Fernanda Yamamoto criou uma primavera/verão 2014 para mulheres românticas e modernas. Estampas e aplicações de flores em tecidos leves e com modelagens amplas foram a maioria na passarela.
A cartela de cores foi composta por tons pastel, como violeta, azul celeste, nude e amarelo claro.
Na estamparia, xadrezes e poás, que as vezes apareciam em alto-relevo, com aplicações nas peças.

João Pimenta

desfile-joaopimenta-spfw-verao2014-019Acostumado a fazer desfiles performance, nessa temporada João Pimenta fez uma apresentação discreta, com looks fáceis de serem usados fora da passarela.
Quatro cores compuseram a cartela: branco, cinza, preto e vermelho. A alfaiataria tradicional foi misturada com peças esportivas, como jaquetas e calças de nylon.
Propondo uma elegância moderna, Pimenta mostrou calças justas, shorts ora curtos, ora até o joelho e blazeres acinturados.
Destaque para as estampas inspiradas em pinturas corporais indígenas e os bordados feitos nos ternos.

Água de Coco

desfile-aguadecoco-spfw-verao2014-002A linha praia proposta pela Água de Coco para a próxima temporada é inspirada na fauna e flora brasileira. Estampas de folhas, como a da bananeira, frutas, como bananas e caju e palha apareceram na passarela da marca. Na cartela de cores: verde, vermelho, laranja e dourado predominaram.
Além da linha banho, a grife propôs peças para o pós-praia, com vestidos em seda super fluidos e conjuntos de calça ou saias longas e top cropped.
Embora o efeito de estampas que imitava o artesanal fosse interessante, a marca não apresentou muitas novidades. Os desenhos de aves (araras e tucanos) e de praias e rios não tinham nada de inovadoras.

Neon

desfile-neon-spfw-verao2014-020A grife neon deixou a plateia eufórica nesta quarta-feira. A coleção inspirada em uma China moderna apresentou, entre outros looks, os clássicos da grife, como seus caftans e batas super coloridos.
Embora a inspiração tenha sido oriental, a tradução nas roupas não foi óbvia, exceto pelas estampas de deuses, os chapéus triangulares usados por quase todas as modelos e fechamentos com botões em diagonal, como vestes típicas chinesas.
Na cartela de cores, muitos tons vivos, como já é tradição da marca. Verde, roxo, laranja, amarelo e azul foram usados em looks totais ou misturados, principalmente nos caftans. A grife trabalhou mix de estampas, desde as orientais, até as com toque étnico.
Os destaques são os conjuntos, usados em quase toda a coleção, os top croppeds, que deixavam a barriga de fora (e estavam em muitos looks) e as roupas de banho bem elaboradas, com efeitos de sobreposição e recortes estratégicos.

Triton (masculino)

desfile-triton-spfw-verao2014-019Depois de algumas temporadas focando os desfiles apenas no feminino, a Triton decidiu voltar a mostrar as propostas para os homens.
No retorno deles, a inspiração veio da praia, traduzida em estampas de surfistas e coqueiros, bermudas com a mesma modelagem das de surf e peças amplas. Os tons claros ganharam pontos de cor em amarelo, azul, laranja e roxo.
Algumas calças e bermudas apareceram coloridas. No jeanswear a aposta da marca foi nas lavagens super claras.
Estampas imitando prismas em um fundo preto começavam a dar o tom espacial, que foi desenvolvido na coleção feminina.

Triton (feminino)

desfile-triton-spfw-verao2014-062A coleção feminina da Triton teve fortes referências em viagens espaciais e no futurismo. Cortes retos e assimétricos, modelagens amplas e ombros marcados (ora pontudos, ora arredondados), deram a tônica do desfile.
Para feminilizar os shapes largos, a cintura apareceu marcada muitas vezes, pepluns (quase sempre assimétricos) davam o acabamento a saias e calças; rendas e transparências arrematavam as peças.
Na cartela de cores muitos tons suaves, como amarelo, salmão e rosa fraco. Na estamparia, grafismos, tie dye, flores e folhas miúdas.
Destaque para os conjuntos, que continuarão sendo uma aposta certeira na primavera/verão 2014.

Nem nos tocamos que não falamos do desfile da Água de Coco na introdução. Foi um desfile que… que… que… foi. Passou. Uma coleção muito inferior a anterior apresentada pela marca (inspirada em Istambul). Poderia ser melhor, com referências menos óbvias e usando elementos menos gastos, como araras e tucanos.

Por hoje é isso.

Beijos,

Douglas e Gabriela

SPFW: balanço do dia 2

Chegamos ao fim do segundo dia mais animados. Adriana Degreas, Acquastudio e Forum nos fizeram amar suas coleções enlouquecidamente.

Adriana com uma moda praia de luxo (e com muita sensualidade), Acquastudio com criações dignas de alta-costura e Forum mostrando que suas coleções são sequências bem pensadas.

Ronaldo Fraga, como sempre, apresentou um desfile mais artístico, com seu shape mais amplo e muitas cores. A inspiração no futebol do passado foi muito bem traduzida e feminilizada.

Por fim, Ellus apresentou uma coleção coesa, mas, na nossa opinião, dark demais para o verão. A marca insiste no couro (e o calor de 40ºC?), mas contrapõe com tecidos super leves.

Confira os comentários…

desfile-adrianadegreas-spfw-verao2014-008A moda praia de Adriana Degreas abriu o segundo dia de SPFW. Com uma cartela de cores limitada, trabalhando apenas com preto, branco e vermelho, a estilista apostou em recortes e muita pele à mostra.
Enquanto algumas peças tapavam apenas o necessário, outras eram comportadas, com ares retrô, lembrando maiôs dos anos 20.
Focando além mar, Adriana apresentou vestidos, macacões e caftans, que podem ser usados em resorts, passeios e, em alguns casos, até mesmo no dia a dia, tamanha a elegância.
Destaque para a inspiração tropical fugindo do óbvio, que apareceu em recortes com forma de coqueiro.

desfile-acquastudio-spfw-verao2014-023A grife Acquastudio, comandada por Esther Bauman, dedicada à moda festa, apresentou sua coleção em preto e branco. A dupla de cores foi trabalhada com recortes, tecidos diferentes e aplicações que deixaram as peças mais interessantes.
Peplum, plissado e saiotes sobrepostos foram uma das principais apostas da marca. Alguns vestidos tinham golas que lembravam a lapela de smokings.
Destaque para os bordados de pérolas muito bem feitos, que apareceram tanto quanto detalhe, quanto como protagonistas das pelas e para as rendas francesas costuradas sobre a seda.

desfile-ronaldofraga-spfw-verao2014-023As modelos do estilista Ronaldo Fraga, literalmente, vestiram a camisa e entraram em campo. Com uma coleção inspirada no universo futebolístico, o estilista mineiro apresentou formas amplas, com pegada boyish. Uniformes de time, bermudões eshorts de jogadores de futebol em estilo retrô foram feminilizados por transparências, brilhos e flores.
A bola de futebol foi desmontada e reconstruída em peças, que tinham a estampa dos pedaços do acessório esportivo. Brasões de time foram revisitados por Fraga, que os usou até de cabeça para baixo.
Destaque para os tricôs, uma das especialidades da grife.

desfile-forum-spfw-verao2014-041A Forum se destaca pela coesão de suas coleções. Na primavera/verão 2014 não foi diferente. No desfile, séries em preto e branco eram dosadas com tons de amarelo, pêssego, laranja e azul marinho.
O trabalho desenvolvido nas estampas pela estilista Marta Ciribelli chama a atenção. Desde desenhos abstratos, aos figurativos, como cordas e barcos, a equipe de estilo faz um bom trabalho.
Outro ponto forte da grife são os acessórios. Para a temporada, foram propostos cintos largos (em preto, branco, verde e azul marinho), sandálias de tiras finas e lenços usados na cabeça, lembrando as baianas, inspiração do desfile.
Peças amplas, com ombros estruturados e saias armadas foram enriquecidas com transparências e texturas em alto relevo.
Destaque para a alfaiataria com corte impecável e aparência elegante.

desfile-ellus-spfw-verao2014-029desfile-ellus-spfw-verao2014-009A Ellus propôs uma primavera/verão dark, com muito preto, cinza, metalizados e couro. O material da linha Leather, aliás, é uma aposta forte da marca, mesmo não combinando com o clima do verão. As partes mais leves da coleção apareceram em branco (num jeans bem lavado), camel e estampas florais apagadas.
Em alguns momentos a inspiração nos motociclistas foi clara, aparecendo em capacetes, luvas e jaquetas. Muitas peças tiveram modelagens amplas: para elas, maxi coletes. Para eles, maxi camisas, que chegavam até metade das coxas.
Os brilhos apareceram nos metalizados (tanto no couro quanto no jeans e nas malhas) e nos paetês aplicados em detalhes.
Aposta forte da marca para a primavera/verão é a barriga de fora para as mulheres e camisas com fechamento em zíper, que substitui os botões para os homens.

Nosso preferido: Acquastudio e Adriana Degreas estão empatados.

Poderia ter sido melhor: Ellus não surpreendeu como em outras coleções.

Beijos,

Douglas e Gabriela

SPFW: balanço do dia 1

fotoO Brasil é o único país com duas semanas de moda que causam tanto alvoroço no mercado. Se questiona muito a real necessidade de São Paulo e Rio de Janeiro terem suas fashion weeks, apresentando roupas muito semelhantes. Inicio este texto tocando nesse assunto porque quero ressaltar: o país não tem tanta moda para mostrar. Pelo contrário. Falta.

O primeiro dia de São Paulo Fashion Week pode ser resumido em duas palavras: morno e decepcionante. As grifes (comerciais) mostraram roupas ousadas (em todos os sentidos) e demonstraram que pensaram fora da caixa na hora de planejar suas apresentações. Seja a Animale, mostrando uma coleção mais colorida do que o convencional, a Cori, mostrando uma alfaiataria com inspiração no esporte, a Tufi Duek, com um minimalismo contrastante com seu inverno, e por fim, a Cavalera, que apostou em um flash mob para mostrar sua coleção.

Qual foi o problema, então? Nada de muito novo. As tendências são as mesmas do ano passado. Cores, materiais, efeitos, etc, etc e etc, também. Nada de surpreendente, que nos fizesse suspirar e desejar que as peças chegassem logo às lojas.

Vamos para o segundo dia decepcionados, esperando por aquele “não sei o que”, que nos faça desejar algo de verdade. Moda é estilo de vida? Sim. Mas, pra uma semana de moda existir, precisa unir isso, o trabalho autoral e o consumo.

Fiquem com os comentários do Douglas sobre os desfiles, feitos para o Facebook do caderno Mais Atual.

Animale

desfile-animale-spfw-verao2014-0271Depois de pular a temporada outono/inverno, a Animale retorna às passarelas do São Paulo Fashion Week propondo ousadia. Mistura de estampas e partes do corpo à mostra através de recortes nas peças foram as apostas da grife carioca, que tem a elegância como tradução de seu estilo.
A cartela de cores foi do preto e cinza, aos coloridos, como azul, violeta e vinho. O laranja e o verde apareceram mais discretos, valorizando as estampas que eram ora figurativas, com flores e arabescos, ora listras e xadrez (inclusive misturados).
Destaque para os bordados, que ficavam elegantes misturados com as peças de seda e couro. O brilho ainda apareceu com os metalizados.

Cori

desfile-cori-spfw-verao2014-008Referências esportivas marcaram a coleção de primavera/verão 2013 da grife Cori. A alfaiataria, carro chefe da marca, não ficou de fora e apareceu misturada com modelagens amplas e formas que lembravam roupas de atletas. Destaque para as mini fendas, que apareceram em saias e calças, que remetiam às saias usadas pelas tenistas.
A cartela de cores foi composta, basicamente, por branco e cinza, pontuados com amarelo, vinho e roxo. Para diferenciar as peças, a equipe de estilo apostou na mistura de texturas e recortes recosturados.
Atenção nos looks que misturaram tricô e couro com o tecido plano da alfaiataria.

Tufi Duek

desfile-tufiduek-spfw-verao2014-024A primavera/verão da grife Tufi Duek, terceira a desfilar nesta segunda-feira, propõe uma sensualidade inspirada nos anos 90. Para isso, blusas amplas, saias abaixo do joelho, fendas (desde as mais discretas até as mais ousadas, que chegavam na virilha das modelos), e mega decotes foram usados.
Uma sensualidade velada, com jogos de esconde-revela, a exemplo dos blazeres usados sem nada por baixo, deixando a barriga à mostra. Outra representação foi a transparência nas costas, ponto pouco explorado pelas brasileiras.
A cartela de cores usada se limitava a quatro tons: preto, branco, rosa e azul. A maioria dos looks foram total black, outros total white e, por fim, com misturas de tecidos nessa paleta, que formava listras, uma das poucas estampas da coleção.
Destaque para as aplicações de pedrarias e franjas metalizadas usadas em vestidos. E atenção: os plissados foram substituídos por pregas que, em alguns casos, escondiam bordados de paetês coloridos.

Cavalera

549811_592462660782119_333454470_nA Cavalera encerrou a primeira noite de SPFW com um desfile que gerou polêmica. Enquanto alguns amaram e chamaram de “catarse”, outros odiaram e desconsideraram a apresentação. Ao som de hits dos anos 70, com animação de Tony Tornado, a marca mostrou que moda vai além de roupas e abrange o estilo de vida das pessoas.
Dançando, os modelos mostraram uma moda descontraída e despretensiosa, inspirada na década de 70. Os primeiros looks eram feitos de patchwork de jeans, que evoluiu para outros tecidos, com cores e estampas diferentes.
Para as mulheres, muita barriga de fora, saias longas, shorts curtíssimos e saias longas. Para os homens, calças coloridas ou estampadas eram misturadas com camisetas de estampas descontraídas.
O destaque vai para os conjuntos com listras em preto e branco.

P.S: não ficaremos subindo todas as fotos, porque existem sites bem mais modernos para vocês verem os desfiles completos. Hehe…

Beijos!

Gabriela

Smoking no dia a dia – by Douglas Petry

O melhor da moda é poder brincar com o improvável. Usar aquela peça que é pensada (e na maioria das vezes comprada) com um intuito e usar de uma maneira bem diferente. Por isso que curto jeans na balada, brilhos durante o dia e a mistura de tecidos “podrinhos” com os de luxo.

Uma proposta que já vi há alguns anos, mas que percebo que ganhará força nessa temporada é o uso do blazer de smoking no dia a dia. Isso mesmo. A peça (do guarda-roupas masculino), que a maioria só tira do armário em festas de galas, pode ser misturada com outras super despojadas e fazer um look super bacana, com muita informação fashion.

04834470-photo-blazer-smoking-croise-zara-99-95-eurA tendência vem para as meninas, principalmente as de personalidade, que querem apostar num visual boyish que não seja tão óbvio. A composição do look pode ser diurna (combinada tanto com jeans e t-shirt, quanto substituindo o terninho), ou noturna, usando sobre um vestido.

Anote: quanto maior a modelagem, mais informação de moda passa. Se for usado com vestido ele pode cobrir a peça toda e dar a impressão de que está vestindo apenas o smoking.

1608300800_1_1_1A moda vem para os homens também, mas com alguns poréns. Deve-se evitar o uso com calça de alfaiataria e camisa social. Vai parecer que não tinha o terno completo e encontrou um substituto.

Assim como para as meninas, o somking fica super legal em looks noturnos. Mostra um luxo despojado.

A melhor combinação: t-shirt e jeans destroyed. Um visual meio Balenciaga Man.

Tem tendência melhor para o outono e aqueles dias que tu não sabe direito o que vestir pra não passar frio e não precisa usar muita roupa? Aposte!

Beijos,

Douglas

Desesperada pelo equilíbrio – by Gabriela de Oliveira

Working WOmen

Frequentemente eu me pego pensando se um dia conseguirei equilibrar vida profissional e pessoal. Estou beirando os 30 anos, sou solteira e estou me estabilizando profissionalmente. Já comecei 2013 bem, assumindo a direção de redação da Duo. No entanto, não tenho tempo de sair para um encontro e muito menos teria para me dedicar a um namorado.

Fiquei mais preocupada ainda quando uma amiga bem casada disse: “Se até os 30 a gente não arruma ninguém, depois tem que se virar sozinha!” Isso quer dizer que eu estou na boca do gol e, em menos de um mês preciso dar um jeito nisso? Creio que não. Até porque estou feliz e satisfeita com tudo como está hoje. Ou conformada, sei lá

Na sexta-feira, Dia Internacional da Mulher, recebi um release sobre mulheres e mercado de trabalho. O título era: “Cresce o número de mulheres empreendedoras” e a chamada ressaltava que buscando equilíbrio (olha ele de novo), as mulheres estavam apostando em negócios próprios. Olhem um pedaço da matéria:

“De acordo com pesquisa realizada pela rede social Linkedin para marcar o dia internacional das mulheres, 63% das mulheres entrevistadas acreditam que encontrar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional seja sinônimo de sucesso. Realizada recentemente com 5.300 mulheres de 13 países, a pesquisa revelou um aumento significativo na preocupação com a vida pessoal, já que há 5 anos o mesmo estudo indicou que 39% consideravam a questão uma prioridade. Uma das consequências desse fenômeno é a constatação do aumento do número de empreendedoras brasileiras.

Levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com dados da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que ouviu 10 mil pessoas em 2012, mostra que a taxa de empreendedorismo por oportunidade das mulheres subiu de 39% em 2002 para cerca de 65% no ano passado. Isso significa que mais mulheres empreendedoras têm buscado maneiras de fazer o que gosta, por meio da abertura de um negócio próprio por opção e menos por necessidade, como em caso de desemprego.”

Parei para refletir: eu já tenho meu negócio próprio e, ao contrário do que diz ali, não encontrei o equilíbrio. Trabalho pelo menos 12 horas por dia e, por mais que a empresa cresça, eu não tenho tranquilidade. O que falta? Talvez a tal sensibilidade:

“O aumento do número de empreendedoras, a busca por um estilo de vida que integre melhor carreira e família e a geração de negócios diferenciados têm delineado um cenário de protagonismo das mulheres brasileiras. Exemplo disso é a presença de mulheres em ambientes primordialmente masculinos, tal como era reconhecida a área de tecnologia há alguns anos.”

Um dia, conversando com um entrevistado, ele disse que o mercado é visto de maneiras diferentes entre os homens e as mulheres. A mulher, quando tem algum problema pessoal, tende a querer resolver aquilo. Já o homem é diferente. Os “machos” deixam mulher, filhos, cachorro, piriquito e papagaio em casa e vão para o emprego, onde se focam no trabalho.

Acho que tenho essa visão mais masculinizada do negócio. Por vezes fui trabalhar com alguma dor ou deixei bombas explodindo em casa. E isso me faz pensar: será que se eu tiver namorado, marido, filhos e afins, não desviarei um pouco o foco do trabalho? Talvez esse seja meu maior medo. Tenho a Erika (nossa colunista de cultura) como maior exemplo. Ela está grávida, mas trabalha normalmente. Assumiu uma editoria nova e está desempenhando um papel fenomenal. Não vê a hora de ver o rostinho do filho, mas se comprometeu a não nos deixar na mão.

Quem sabe ela encontrou esse tal equilíbrio, né?

UPDATE: um adendo que escrevi após a publicação.

“Eu percebo que existem pesos e medidas diferentes na própria sociedade. A mulher é vista de maneira diferente no mercado de trabalho, isso é fato. Canso de ver casos de homens que nos julgam por corrermos o “risco” de querer formar uma família ou se prender a um relacionamento. Eu mesma, enquanto chefe, sou muito cautelosa quanto a isso.
Homens que se dedicam ao trabalho são vistos como exemplos. Já se a mulher faz o mesmo, é tratada como uma louca, maníaca e egocêntrica. Já passei por isso várias vezes.
Acredito que hajam prioridades e uma hora pode ser que a de encontrar o tal equilíbrio chegue.
Como eu disse no post, pra mim não é um problema não ter um relacionamento. Lido bem com isso. Assim como sempre lidei com escolhas que fiz em prol da minha carreira, como abdicar de festas, fins de semana e afins para ficar presa dentro de uma redação. Mas percebo que sou vista como uma “mulher dragão” por fazer essa escolha. A sociedade se diz evoluída, mas continua com a cabeça conservadora.”

Beijos,

Gabi

Os clássicos nada básicos – by Douglas Petry

Tv Informativo marçoLembram que eu falei sobre a gravação do programa Opinião na segunda-feira passada? Pois ele foi ao ar na sexta-feira. E como no fim de semana sofri com uma gripe e dores nas pernas (porque estou pegando mais pesado na corrida), não postei os vídeos por aqui. Mas hoje vai.

O tema do programa foram os clássicos. Quem me conhece como personal stylist sabe que eu odeio essa palavra. Acredito que uma peça clássica pra um pode não ser para o outro. Isso porque cada um tem um estilo de vida, um emprego e precisa de um guarda-roupas diferente.

No programa falamos sobre duas cores que eu acho básiquérrimas e fazem parte de 90% dos guarda-roupas: o preto e o branco. Além disso, de peças feitas em alfaiataria, que são referência de elegância e, com estilo, ficam super na moda.

Também introduzimos algumas tendências desse outono/inverno (que por incrível que pareça, faltam poucos dias para começar). Espero que gostem.

Mês que vem tem mais programa.

Beijos,

Douglas