Um filme para (futuras e atuais) mamães – by Erika Ceglia

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Aos poucos estou assimilando a maior novidade do ano na minha vida: eu engravidei. Estou atualmente com três meses de gestação, mas já me sinto mais mãe do que imaginei qualquer dia que me sentiria. Conforme percebo o desenvolvimento do bebê, a ansiedade aumenta e meus anseios para o futuro de um rostinho que eu nem conheço, se materializam mais.

Enfim, esse post não é só pra falar da minha gravidez, né? Quando recebi a notícia de que me tornaria mãe, bateu o desespero. A primeira coisa que falei para a Gabi (que foi comigo buscar o exame e tudo), foi: “Como eu vou cuidar de uma criança, com a rotina que eu tenho?” Na hora ela indicou um filme, que assisti na mesma noite. “Não sei como ela consegue” (I don’t know how she does it) é uma comédia romântica que mostra um lado que os aficionados por “Sex and the City” não conheciam da Sarah Jessica Parker.

As cenas iniciais até lembram um pouco os primeiros episódios da série que consagrou Sarah. Personagens dão depoimentos, com pontos de vista bem diferentes, sobre Kate, personagem da nossa ex-Carrie. Enquanto algumas dizem que ela é o espelho da mulher moderna (que trabalha, cuida da casa, administra a relação com o marido), outras vão contra seu lifestyle (acham inaceitável que ela não fique em casa em momentos essenciais) e algumas até acham muito errado que ela não dedique mais tempo da vida ao trabalho.

Kate lida mais com a culpa de não poder estar presente em momentos marcantes da vida dos filhos, como o primeiro corte de cabelo do mais novo, do que com dificuldades profissionais. Enquanto a carreira decola, com novos projetos que se materializam, o tempo fora de casa aumenta, e a convivência familiar se torna cada vez mais escassa e o relacionamento com o chefe é cada vez mais íntimo, chegando a uma paixão.

Ao fim do filme, ela encontra a solução para administrar tudo, desde o chefe, que ela apresenta para sua melhor amiga, até fazer parte dos momentos especiais da família: ela se impõe no trabalho, diz que sua prioridade é viver e que resolverá tudo de acordo com sua disponibilidade. Acredito que mesmo quem não esteja atucanada com a chegada de um filho, vale assistir o filme. Ele provoca um reflexo de como a vida moderna afeta nossas relações e de como podemos lidar com tudo o que ocorre ao mesmo tempo em nossas vidas.

Meu próximo passo deve ser a leitura de algum livro ligado ao tema, embora eu odeie regras e teorias cheias de razão.

Um beijo,

Erika

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