Desejo por capacetes – by Erika Ceglia

No começo do ano eu fiz carteira de habilitação para dirigir moto. Não me perguntem por que, mas eu fiz. Há dois meses, emocionada numa exposição de motos, eu comprei uma. Não me perguntem por que, mas eu comprei. A moto está lá. Estacionada na minha garagem, sem nunca ter andado além da esquina de casa. Todas as noites antes de dormir, eu encostava a cabecinha no travesseiro e me perguntava: “Erika, sua anta. Por que você comprou uma moto? E por que você não anda com ela?”

Essa noite, enquanto tentava dormir e buscava uma resposta pra essa pergunta, que me afligiu muito essa semana – porque eu pensava, “Com esse calor, ir trabalhar de moto seria legal!” – encontrei a resposta para a minha pergunta: a culpa é do capacete. Sim, esse acessório que muitas vezes passa desapercebido pelos motociclistas, me incomodou. O que eu ganhei era tão feio, mas tão feio, que quando vi ele de novo hoje pela manhã, senti vontade de sair correndo.

Então, saí a cata de um capacete bacana para usar nos meus passeios de moto por Porto Alegre. Rodei, rodei, rodei e rodei a cidade e, pasmem, nenhum me agradou. Os que não eram comuns, tinham desenhos horríveis, de dragões e personagens bizarros. E eu só queria um básico e agradável aos olhos.

Depois do meu almoço, dei uma passeada pelo shopping. Acabei entrando na loja da Colcci pra provar um vestido e estava lá, um capacete da marca. Ele não tinha nada demais. Era preto e tinha a logo da marca. Não comprei, mas me interessei. Quando voltei pra redação da revista, conversei com uma colega que me disse: “Erika, eu vi uns bem bacanas na Farfetch. Dá uma olhada.” Eu olhei e olha só o que eu encontrei:

Verde com vermelho e branco. Curti!

Laranjão. Duvido que alguém vai dizer que não me viu passar!

Preto básico. Só não é básico no preço: R$ 4520

E um branco.

Não conhecia essa marca. Se chama Ruby, é dirigida pelo designer parisiense Jerome Coste e tem referências no estilo de Steve McQueen. O design mistura engenharia, tradição do luxo e ficção científica, segundo a Farfetch. Eu curti. Mas achei os modelos muito básicos para o preço, que ia de R$ 2630 (no caso do branco), o laranja custava um pouco mais, R$ 2790, o verde bem mais, R$ 3480, e o tal pretinho básico, que já falei, que era R$ 4520. Já pensaram pagar quase R$ 5 mil por um capacete? É quase o preço de uma moto!

O meu preferido e escolhido (sim, eu comprei!), foi esse:

Achei fan-tás-ti-co! É quase um globo de boate, né? Tenho certeza que vou arrasar por ai. Só tenho medo de cegar alguns motoristas com o reflexo do sol. Mas, enfim!

A marca é Ilil, que eu também não conhecia. Ele fica na média de preço dos outros, por R$ 2730 (que eu parcelei em seis vezes).

Agora, acho que finalmente, começo a andar de moto! Super aventureira.

Beijos,

Erika

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