O que pega no outono/inverno 2013 – by Douglas Petry

Não sou muito fã de fazer listas. Passo horas e mais horas pensando, quebrando a cabeça e mudando de ideia. E quando vou passar os itens para o papel (ou o computador), mudo mais um monte de coisas. Mas as vezes me obrigo a fazê-las. É assim a cada temporada de moda, quando todos querem saber “o que será tendência”. No Moda Mundo de sábado, fiz – não em forma de lista, tudo numeradinho – o que acredito que vá pegar no inverno que vem, baseado nos desfiles do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Tentei trazer tudo o mais próximo da nossa realidade possível. Não acredito naquelas listas que só mostram coisas que nunca poderemos nem comprar, quem dirá usar na vida real. Confira as minhas apostas abaixo.

Um dos elementos que mais se enquadra com a região Sul, é o tricô. Ele foi apresentado em modelos super grandes, com pontos que lembravam o feito à mão, de agulhas grossas, e em cores fortes, como o azul klein e o laranja. A lã foi usada tanto em vestidos, quando em maxi blusões.

O couro, que virou febre no inverno passado, continua. Aparece de forma revisitada, misturado com outros tecidos e em cortes diferentes, inspirados nos uniformes militares, mas com um toque fetichista (que promete ser mania na temporada).

 A cartela de cores manteve os tradicionais preto e cinza, que ganharam a companhia do branco, puxado para o off white, do vermelho, desde o puro até o enferrujado e o rosado, o azul, tanto o klein quanto o marinho, verde e tons de marrom, uma das cores preferidas das mulheres do Vale do Taquari. Não é comum as grifes ousarem nas estampas no inverno, mas nesta temporada, elas ganharam destaque. Figurativos, espelhados, abstratas e geométricas se misturaram.

Sem novidades na parte de aplicações. Continuam as rendas, os paetês, os tecidos rebordados e as transparências. A moda, que já dura há anos, aparece tanto para o dia quanto para a noite. É quase impossível ver alguma coleção sem esses efeitos.

 Os ternos continuam. São modernizados pela volta dos conjuntos. Justos, as vezes com calça curta, outras com o modelo flare. Passam pelo dia, em tecidos planos de alfaiataria, e pela noite, com efeitos de brilho e metalizados.

 Outro elemento que não é novidade, é o xadrez. Ele continua, aparecendo estampado ou tramado, tradicional ou em forma de losangos. Apareceu com frequência, com design que foge do comum e popularizado em outras temporadas.

As propostas de calças foram para todos os gostos e tipos de corpo. Justas, skinny, médias e largas. A novidade fica por conta do modelo pregueado. Os materiais foram diversos, desde o básico jeans, até a alfaiataria e o lurex. As propostas de saia seguiram a mesma linha: mini, no joelho, midi e longa.

Peças básicas do guarda-roupa moderno, as camisetas foram usadas com casacos (desde os menores, até os maxi), blazeres e trench coats. A combinação perfeita vai desde a calça jeans, até as saias elegantes.

 Nos acessórios, o foco foi para os pés. As ankle boots prometem ganhar as ruas nos dias frios. Uma proposta que os estilistas fazem há tempos e que começa a ganhar espaço nas ruas são os chapéus.

Reitero: essas são as minhas apostas. Pode ser que alguns elementos não peguem, assim como entrar mais alguns. Vale lembrar que as passarelas são apenas propostas. Daqui pra frente, se juntarão a essas apostas elementos de street style, de novelas e por ai vai.

Ah, as roupas apresentadas agora, só começam a chegar nas lojas lá por março.

Beijos,

Douglas

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