Minha dieta, minha meta e a minha saúde – by Douglas Petry

Eu nunca fui uma pessoa magra. Bem pelo contrário. Aos 15 anos cheguei ao auge do peso (não lembro quanto) e resolvi emagrecer. Aos 18, tinha um corpo que gostava. Nada sobrando, nem faltando. Mas com o tempo, fui perdendo certos hábitos que tinha, como o de ter uma dieta equilibrada. Em 2010 tive um lapso e resolvi voltar a me cuidar. Como tinha dois empregos, passei pelo ápice de comer fast food todos os dias e engordar muito. Quando equilibrei a vida, equilibrei a alimentação e voltei a fazer exercícios. Mas a rotina durou pouco.

Trabalho no jornal há quase um ano e meio e passei a ter uma rotina desregrada: saio tarde da redação, não tenho muito tempo pra me exercitar e sem uma rotina que me permitisse seguir uma dieta. Além disso, sou daquele tipo de pessoa que come quando está nervosa. E com um caderno semanal e um mensal, eu quase surto a cada fechamento. Ou seja: como horrores toda semana.

Há quase dois meses, decidi que emagreceria. O motivo era para caber numa camisa que comprei pela internet. Atingi a meta e fiquei feliz. Decidi continuar. Outro motivo foi quando comecei a comprar roupas cada vez maiores, porque as minhas não serviam mais. Me sentia frustrado ao extremo.

Não digo que faço uma dieta exemplar. Mas controlo o que como. Evito carboidratos depois das 18 horas, o que já faz uma grande diferença. Durante o dia, como duas frutas: uma no meio da manhã e outra à tarde – elas saciam a minha vontade de comer doces. Não me privo de muita coisa, mas me exercito pra compensar. Há uns dias dei uma olhada no livro “Eu não consigo Emagrecer”, de Pierre Dukan e gostei muito. Ele diz justamente para a pessoa não se privar de muita coisa, apenas ter uma dieta equilibrada e praticar exercícios.

CaminhadaEu caminho uma hora, uma hora e meia todos os dias, num ritmo fora do habitual (e fico louco com gente que anda por ai de roupa de ginástica, quase se arrastando na calçada). Depois, chego em casa e faço a tortura, o circuito: abdominais, exercício de braços e de pernas (o infame agachamento). São 30 repetições, que no começo me faziam sofrer, mas que já me adaptei, e estou pensando em aumentar a carga.

O resultado veio (de novo) e emagreci um bom tanto. Me medi e perdi 4 centímetros de cintura em uma semana. Camisetas que não serviam mais voltaram a entrar. E agora só falta perder um pouco mais, para as calças entrarem (não estou nem perto da minha meta, que é voltar para as skinny 40). Já me sinto bem melhor. Até fotos pro Instagram já estou tirando numa boa.

euComo isso não é (e nem deve ser) um projeto verão, mas um projeto para a vida, algumas dicas são super válidas. Resgatei lá do tempo que consultava uma nutricionista:

Pra começar bem o seu programa de emagrecimento, crie regras a serem respeitadas, estabelecendo horários e um local tranqüilo para fazer suas refeições;

Procure fazer todas as refeições do dia, e alimente-se a cada 3 horas. Ficar longos períodos sem comer aumentará a sua fome, e você acabará exagerando na próxima vez que se alimentar; 

• Beba bastante líquido, principalmente água, sucos naturais e chás. 

Deixe a mesa do café da manhã pronta no dia anterior. Isso evita que você pule essa refeição por falta de tempo. Consuma alguma fonte de carboidrato, mas opte sempre pelo integral, pois aumenta a sensação de saciedade e contribui com uma dose extra de fibras. Consuma um alimento fonte de cálcio, pode ser leite desnatado, iogurte desnatado, ricota, queijo cottage ou queijo branco e inclua sempre uma fruta (mamão, melão, morango, manga ou banana). Evite consumir embutidos pela manhã, como peito de peru ou presunto. Esses alimentos são ricos em sódio, substância que causa retenção de líquidos e dá a sensação de inchaço.

Fazer lanchinhos entre as refeições principais garante que você mantenha a saciedade e não deixa o metabolismo desacelerar. As frutas são práticas para levar na bolsa e matam aquela vontade de comer um docinho no meio da tarde. E o ideal é consumir uma fruta diferente a cada dia para que sua dieta a não fique monótona. Iogurte, leite fermentado e queijo processado também podem ser consumidos, mas escolha sempre a versão light. 

Algumas pessoas têm o hábito de jantar muito tarde. Se esse é o seu caso, saiba que isso pode atrapalhar a sua dieta. O melhor é jantar pelo menos três horas antes de se deitar, pois isso dará tempo para o organismo metabolizar as calorias ingeridas à noite.

• Caso sinta fome antes de dormir, uma boa dica é tomar um chá, mas assim como no café, tome cuidado com a quantidade de açúcar. 

• Uma dica muito boa é nunca sair de casa sem comer. Mesmo que vá a um restaurante ou um churrasco no fim de semana, tente comer antes uma salada ou um sanduíche natural pequeno. 

• Iogurte desnatado acrescido de granola é uma boa opção pra quem precisa de energia antes de alguma atividade física, por exemplo. Barrinhas de cereais também são uma opção alternativa – mas fuja daquelas com chocolate! Outras opções são as frutas secas e oleaginosas, como amêndoas, pistache, castanhas, nozes, damasco seco e uva passa. Porém , fique atento às quantidades. Por serem fontes de gorduras mono e poliinsaturadas (benéficas ao organismo), contribuem com uma grande quantidade calórica.

• Cuidado com as bebidas alcoólicas, elas geralmente contêm muitas calorias, principalmente as preparadas com destilados e que levam açúcar, como a caipirinha.
Mas uma boa notícia para quem não abre mão dos bons drinks: uma lata de cerveja contem 151 calorias e uma taça de vinho contém 107 calorias. Ou seja, são opções para aquela noite com os amigos ou o jantar com o namorado. Mas, como tudo nessa vida, vale lembrar, precia ser consumido com moderação.

E ai, deu vontade de seguir?

Beijos,

Douglas

Eu vou de camiseta – by Gabriela de Oliveira

Há um tempo atrás eu falei aqui no blog sobre a paixão que eu vivia por camisetas. Pois ela não mudou. Continuo amando essas peças, que são versáteis, fáceis de vestir e combinam com vários estilos – e salvam qualquer criatura desses calores infernais que começam a fazer no Brasil.

Além de modelos básicos, só de uma cor, que dá pra jogar com maxi-acessórios e fazer uns baphóns, gosto de estampas divertidas, mas que remetam ao mundo da moda. Hoje recebi uma newsletter da loja virtual The Boutique, com sugestões da marca Get The Look, que achei bem bacanas.

Não, isso não é um post publicitário. Não estou ganhando nenhuma camiseta pra escrever isso. Apenas curti os modelos e decidi dividir com vocês. Também não é uma ‘dica de amiga’. Essas são as minhas preferências:

O sapatinho sexy da Valentino tá fazendo o maior sucesso entre as fashionistas. Não tá ryca pra comprar um? Então use ele na estampa da camiseta (que custa só R$ 110, assim como todas as outras. Não vou ficar repetindo preços, entendidos?).

Desse sapato as Carriemaníacas lembram. É aquele icônico, que ela coloca no closet do apartamento que compra para viver com o Mr. Big, e ele fica lá, e fica, e fica, e fica, até que ela resolve voltar pra buscar o calçado e encontra com o bofe.

Quem não gosta de um sapatinho baixo no verão? Tem coisa mais confortável? Eu tenho um truque, que só quem trabalha comigo sabe: levo um chinelo bonito dentro da bolsa (ou deixo na gaveta da minha mesa do trabalho) e uso enquanto estou na redação. Daí só sofro no salto quando estou na rua. Me sinto uma vitoriosa contando isso. Hahaha…

Essa estampa gerou polêmica entre um pessoal aqui da revista que pedi a opinião. É cada vez mais comum vermos camisetas com marcas. Essa da Chanel é só um exemplo. Vi Yves Saint Laurent, Dolce & Gabbana, Gucci, e por ai vai. Mas acho que a Chanel é a preferida.

Não sei como funciona a legislação quanto ao uso de logomarcas por outras empresas. Mas eu acho um absurdo. Por que, ao invés de criar estampas bacanas e criativas, algumas marcas simplesmente copiam o símbolo de grifes famosas?

Teve gente que defendeu, alegando que isso é um jeito de brincar com objetos de desejo. Na minha opinião, e de mais algumas pessoas que conversei, é de que não há porque copiar e usar algo que não lhe pertence é, além de uma baita falta de criatividade, uma enganação.

Por que enganação? Porque você vai estar usando uma roupa com uma marca que não pertence a quem produziu, com uma qualidade muitas vezes abaixo da produzida por aquela grife. Ou seja, é uma falsificação. Quase a mesma coisa que os camelôs vendem. Fui bondosa usando “quase”.

E ai, pode isso, produção?

Beijos,

Gabi

Ralph Laurent vintage, so cute, so cool – by Douglas Petry

Tem dias na redação de um jornal, que só as assessorias de imprensa ajudam a dar uma agitada. Isso acontece geralmente em feriados e na sexta-feira, quando todo mundo está passando para a marcha lenta. Por causa da chuva (grrrrrr), eu tive que cancelar a produção de moda que tinha agendado (grrrrrrrrr), e acabei ficando pela redação. Como não tinha entrevista marcada, nem era atendido pelas pessoas que ligava, reli várias mensagens de assessoria de imprensa que recebi durante a semana.

Uma, que fez meus olhos brilharem, foi da assessoria da Ralph Laurent. A marca, que eu acho a cara da moda americana (básica e sem graça), está lançando uma linha vintage, chamada RL Vintage, que terá vendas on line. Na verdade não é bem uma marca. É como se fosse um sale de roupas, acessórios e calçados que estavam juntando pó nos estoques e eles deram um jeito de transformar isso em cool, e chamar a atenção dos clientes. E conseguiram. Os produtos são o máximo.

Mesmo usando só os “restos” de outras coleções, a RL Vintage vai trabalhar com regime de coleções. A primeira é “The Western Collection“, inspirada no estilo do interior dos Estados Unidos, raízes de Laurent. Tem até ursinho com conjunto jeans. Olha só:

E se as marcas brasileiras fizessem o mesmo, será que funcionaria? Em partes isso já está acontecendo. Marcas como O Estúdio, fazem coleções reutilizando restos de matéria-prima de edições anteriores. Mas resgatar as peça pronta, só em liquidações mesmo (o que é justo, afinal, só falta pagar o preço regular, por peças antigas, né?).

Beijos e bom domingo!

Douglas

Desejo por capacetes – by Erika Ceglia

No começo do ano eu fiz carteira de habilitação para dirigir moto. Não me perguntem por que, mas eu fiz. Há dois meses, emocionada numa exposição de motos, eu comprei uma. Não me perguntem por que, mas eu comprei. A moto está lá. Estacionada na minha garagem, sem nunca ter andado além da esquina de casa. Todas as noites antes de dormir, eu encostava a cabecinha no travesseiro e me perguntava: “Erika, sua anta. Por que você comprou uma moto? E por que você não anda com ela?”

Essa noite, enquanto tentava dormir e buscava uma resposta pra essa pergunta, que me afligiu muito essa semana – porque eu pensava, “Com esse calor, ir trabalhar de moto seria legal!” – encontrei a resposta para a minha pergunta: a culpa é do capacete. Sim, esse acessório que muitas vezes passa desapercebido pelos motociclistas, me incomodou. O que eu ganhei era tão feio, mas tão feio, que quando vi ele de novo hoje pela manhã, senti vontade de sair correndo.

Então, saí a cata de um capacete bacana para usar nos meus passeios de moto por Porto Alegre. Rodei, rodei, rodei e rodei a cidade e, pasmem, nenhum me agradou. Os que não eram comuns, tinham desenhos horríveis, de dragões e personagens bizarros. E eu só queria um básico e agradável aos olhos.

Depois do meu almoço, dei uma passeada pelo shopping. Acabei entrando na loja da Colcci pra provar um vestido e estava lá, um capacete da marca. Ele não tinha nada demais. Era preto e tinha a logo da marca. Não comprei, mas me interessei. Quando voltei pra redação da revista, conversei com uma colega que me disse: “Erika, eu vi uns bem bacanas na Farfetch. Dá uma olhada.” Eu olhei e olha só o que eu encontrei:

Verde com vermelho e branco. Curti!

Laranjão. Duvido que alguém vai dizer que não me viu passar!

Preto básico. Só não é básico no preço: R$ 4520

E um branco.

Não conhecia essa marca. Se chama Ruby, é dirigida pelo designer parisiense Jerome Coste e tem referências no estilo de Steve McQueen. O design mistura engenharia, tradição do luxo e ficção científica, segundo a Farfetch. Eu curti. Mas achei os modelos muito básicos para o preço, que ia de R$ 2630 (no caso do branco), o laranja custava um pouco mais, R$ 2790, o verde bem mais, R$ 3480, e o tal pretinho básico, que já falei, que era R$ 4520. Já pensaram pagar quase R$ 5 mil por um capacete? É quase o preço de uma moto!

O meu preferido e escolhido (sim, eu comprei!), foi esse:

Achei fan-tás-ti-co! É quase um globo de boate, né? Tenho certeza que vou arrasar por ai. Só tenho medo de cegar alguns motoristas com o reflexo do sol. Mas, enfim!

A marca é Ilil, que eu também não conhecia. Ele fica na média de preço dos outros, por R$ 2730 (que eu parcelei em seis vezes).

Agora, acho que finalmente, começo a andar de moto! Super aventureira.

Beijos,

Erika

OJExxi ganhou meu coração – by Gabriela de Oliveira

Quando recebi o convite da organização do 11º Minas Trend Preview, fiquei muito feliz. Primeiro pelos motivos que falei aqui esses dias, depois, porque acho a moda mineira incrível. A criatividade deles faz com que as criações vão muito além das reconhecidas rendas do estado. Embora essa edição do evento esteja reduzida nas passarelas – muitos optaram por não apresentar uma terceira coleção no ano – o salão de negócios, no prédio da Expominas, está muito bom. Claro que, como se trata de comércio, nada é muito autoral, mas ainda assim é interessante. Eu e a Camila, que veio comigo, levamos dois dias inteiros (das 10h ao meio dia e das 14h às 18h), para visitar tudo.

O destaque do primeiro dia, foi para o lançamento da marca OJExxi, com criações feitas pelo estilista Gustavo Lins, que tem ateliê em Paris e é super reconhecido no exterior. A apresentação não foi em forma de desfile, mas com uma instalação. Isso foi ótimo, porque permitiu que todos chegassem perto das peças, as tocassem e ainda pudessem trocar uma ideia com o criador delas.

A nova marca tem patrocínio da FIEMG (Fundação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). As roupas foram desenvolvidas por Lins e por seus alunos do curso de capacitação em modelagem, ministradas no Senac. O estilista vive em ponte-aérea entre Minas e Paris desde o começo desse ano e está empolgado com a oportunidade. Disse que com isso, poderá mostrar suas técnicas de modelagem e suas criações no Brasil, sem deixar de lado seu ateliê no exterior.

A coleção foi bem desenvolvida. Partiu de tons de cinza, passou por cores, numa estamparia que lembrava gostas de tintas, e chegou ao preto. Os materiais passaram desde a seda e o crepe, até a lã e o couro. Lins explicou que a modelagem era um pouco mais ampla do que as de costume nas passarelas, pensadas para valorizar o corpo da brasileira. Eu amei os toques boyish, que contrastaram com os vestidos e as cinturas super marcadas. A Camila destacou os vestidos pretos, que tinham aplicações interessantes nos ombros.

Minhas escolhas:

Acredito que esse vestido se adapte bem tanto ao dia quanto à noite. Elegante, em tons neutros, pode ser muito bem complementado por acessórios incríveis. Sou apaixonada por essas manchas de tinta, tanto que trabalhei elas na minha coleção de verão.

A maioria dos looks com pegada boyish tinham laços no pescoço, pra dar uma feminilidade. A modelagem ampla, com cara de confortável, me deixou com vontade de sair usando o look já no verão.

O estilo boyfriend, com gravata e tudo. Destaque pra riqueza da alfaiataria, que tinha um acabamento que me surpreendeu.

O vestido preferido da Camila. Amplo e curto, numa pegada bem sessentista. Detalhe para o trabalho com o tecido na lateral.

Sou apaixonada pelo estilo mais roqueiro. Por mim, usaria preto todos os dias. Adorei o couro + couro do top e da jaqueta. Pra dar leveza, a saia super feminina.

Ontem também tivemos alguns desfiles interessantes. Quando tiver tempo, faço a minha lista de preferências por aqui.

Beijos,

Gabriela

O look de Rihanna – by Camila Brasil

Quem concorda que a Rihanna estava linda nesse conjunto de renda no desfile da Victoria’s Secrets desse ano, levanta a mão. ALiás, quase sempre acho que ela está estonteante. Consegue ir de looks descolados aos fashionistas como poucas e veste quase tudo muito bem. Tá, ela errou no baile do MEET esse ano, mas compensa em outros visuais.

Mas quem vê ela ai, toda linda (tirando o blusão pendurado na cintura), não imagina o aperto que a cantora e a equipe de estilo da grife de lingeries mais poderosa do mundo passou. Horas antes do desfile, Riri (a íntima), foi fazer a prova e um look não caiu bem para ela.

Em meio à loucura de um desfile (que tá mais pra show) e o medo de dar tudo errado, o estilista Adam Selver, responsável pela marca, precisou desenhar, encontrar material e produzir um conjunto de calcinha e top para Rihanna e uma renda para cobrir tudo. O produto ficou pronto minutos antes dela subir no palco, mas no fim deu tudo certo. Ufa!

Quem disse que os poderosos não passam por apertos?

Beijos,

Camila

O que pega no outono/inverno 2013 – by Douglas Petry

Não sou muito fã de fazer listas. Passo horas e mais horas pensando, quebrando a cabeça e mudando de ideia. E quando vou passar os itens para o papel (ou o computador), mudo mais um monte de coisas. Mas as vezes me obrigo a fazê-las. É assim a cada temporada de moda, quando todos querem saber “o que será tendência”. No Moda Mundo de sábado, fiz – não em forma de lista, tudo numeradinho – o que acredito que vá pegar no inverno que vem, baseado nos desfiles do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Tentei trazer tudo o mais próximo da nossa realidade possível. Não acredito naquelas listas que só mostram coisas que nunca poderemos nem comprar, quem dirá usar na vida real. Confira as minhas apostas abaixo.

Um dos elementos que mais se enquadra com a região Sul, é o tricô. Ele foi apresentado em modelos super grandes, com pontos que lembravam o feito à mão, de agulhas grossas, e em cores fortes, como o azul klein e o laranja. A lã foi usada tanto em vestidos, quando em maxi blusões.

O couro, que virou febre no inverno passado, continua. Aparece de forma revisitada, misturado com outros tecidos e em cortes diferentes, inspirados nos uniformes militares, mas com um toque fetichista (que promete ser mania na temporada).

 A cartela de cores manteve os tradicionais preto e cinza, que ganharam a companhia do branco, puxado para o off white, do vermelho, desde o puro até o enferrujado e o rosado, o azul, tanto o klein quanto o marinho, verde e tons de marrom, uma das cores preferidas das mulheres do Vale do Taquari. Não é comum as grifes ousarem nas estampas no inverno, mas nesta temporada, elas ganharam destaque. Figurativos, espelhados, abstratas e geométricas se misturaram.

Sem novidades na parte de aplicações. Continuam as rendas, os paetês, os tecidos rebordados e as transparências. A moda, que já dura há anos, aparece tanto para o dia quanto para a noite. É quase impossível ver alguma coleção sem esses efeitos.

 Os ternos continuam. São modernizados pela volta dos conjuntos. Justos, as vezes com calça curta, outras com o modelo flare. Passam pelo dia, em tecidos planos de alfaiataria, e pela noite, com efeitos de brilho e metalizados.

 Outro elemento que não é novidade, é o xadrez. Ele continua, aparecendo estampado ou tramado, tradicional ou em forma de losangos. Apareceu com frequência, com design que foge do comum e popularizado em outras temporadas.

As propostas de calças foram para todos os gostos e tipos de corpo. Justas, skinny, médias e largas. A novidade fica por conta do modelo pregueado. Os materiais foram diversos, desde o básico jeans, até a alfaiataria e o lurex. As propostas de saia seguiram a mesma linha: mini, no joelho, midi e longa.

Peças básicas do guarda-roupa moderno, as camisetas foram usadas com casacos (desde os menores, até os maxi), blazeres e trench coats. A combinação perfeita vai desde a calça jeans, até as saias elegantes.

 Nos acessórios, o foco foi para os pés. As ankle boots prometem ganhar as ruas nos dias frios. Uma proposta que os estilistas fazem há tempos e que começa a ganhar espaço nas ruas são os chapéus.

Reitero: essas são as minhas apostas. Pode ser que alguns elementos não peguem, assim como entrar mais alguns. Vale lembrar que as passarelas são apenas propostas. Daqui pra frente, se juntarão a essas apostas elementos de street style, de novelas e por ai vai.

Ah, as roupas apresentadas agora, só começam a chegar nas lojas lá por março.

Beijos,

Douglas