A bolsa de papel de Jil Sander – by Gabriela de Oliveira

Quanto vale um saco de papel? No supermercado, talvez uns cinco ou dez centavos. Na loja do estilista Jil Sander, R$ 580. Isso mesmo, uma sacola de papel, desfilada na coleção masculina de inverno do designer, custa R$ 580. Pode isso?

É essa ai da foto. E pelo jeito pode sim, tanto que ela está esgotada nas lojas dos Estados Unidos e da Europa, e já chamada de artigo de colecionador. Pra quem acha que uma bolsa de couro que custa em torno de R$ 500 cara, o que falar desse saquinho de papel grifado?

São oferecidas duas cores. A preta e a de papel pardo, bem tradicional de enrolar o pão.

Existe ainda uma versão em couro, que custa R$ 1260. Mas não faz tanto sucesso quanto a outra.

Não importa o material, ou a cor. Mas a tal bolsa de papel tem gerado muita polêmica. Enquanto alguns ativistas dizem que o modelo é sinônimo do consumo desenfreado, editores de moda elogiam a iniciativa do estilista e dizem que esse é um clássico minimalista.

Péraí. Clássico minimalista? Cê jura? Ao meu ver, e creio que ao ver de todos que passaram pelo meu processo de aprendizado de moda, uma bolsa de papel, que custa R$ 580 (sim, faço questão de repetir isso enésimas vezes), não é um clássico, muito menos minimalista, no máximo dos máximos, sem noção!

Acho que as pessoas andam tão carentes de verdadeiras novidades no mundo da moda, que quando surge uma coisa dessas, por mais sem noção que seja, acabam vangloriando um produto que chega a ser ridículo. Consumo desenfreado ou não, é inexplicável as pessoas se apaixonarem por um saco de papel.

E vocês, o que acham da tal bolsa de papel que custa R$ 580? Rola usar na balada? Hahaha…

Beijos,

Gabriela

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Aceita um chá? Meet, da Univates #evento

Vamos tomar um chá? É assim que as alunas do curso de Design de Moda da Univates convidam a todos para o Meet, evento que ocorre na terça-feira, dentro da programação da Semana Acadêmica, que ainda terá outras atrações na segunda, quarta e sexta-feira.

O Meet começa às 14h, com um workshop do estilista Mario Queiroz. Às 19h, ele dará uma palestra sobre tendências. Às 20h 30min, se juntará, numa mesa redonda, à estilista Greice Antes, ao designer LuIs Fernando Pippi, do portal UseFashion, e à Carolina Leal Lima, da empresa Cogumelo.

Para encerrar a noite, as alunas apresentarão o desfile conceitual Chá, desenvolvido durante as aulas de uma oficina no primeiro semestre de 2012.

Abaixo, vejam o bate-papo que tivemos com a Camila Tietz, coordenadora do curso.

It: O evento marca algum momento especial do curso?

Camila: Ele é resultado de um projeto que surgiu dentro da Univates e que privilegiou uma série de cursos, entre eles o de Design de Moda. O projeto chamado de Qualifica, que tem como proposta uma melhoria na qualidade de ensino, veio tornar viável algo muito importante para os cursos envolvidos, que é promover e mostrar para a comunidade o trabalho realizado pelos alunos, além de propor um encontro de saberes entre áreas de conhecimento diferentes. Por isso o projeto não marca um momento específico do curso, mas sim vem para abrilhantar e complementar o trabalho que já está sendo realizado pelos alunos até agora.

It: De onde surgiu a ideia?

Camila: Consideramos que é fundamental para os alunos do curso o contato com a produção de moda, styling e produção de um desfile conceito. Como papel da Universidade vejo também a importância de possibilitar ao aluno a experiência de errar e poder ousar de forma não comercial, sem uma preocupação com vendas por exemplo, coisa que depois no mercado não será possível. Além disso, trabalhar em grupo e interagir com outras áreas, bem distintas também gera um enorme crescimento e possibilidade de aprendizagem. Para contemplar tudo isso, pensamos em elaborar um projeto que possibilitasse esse crescimento e nada melhor do que um evento de moda completo, com um palestrante renomado, que é o Mario Queiroz, uma mesa redonda organizada de forma descontraída e informal, totalmente acessível aos alunos e participantes e por último uma mostra dos trabalhos desenvolvidos através do Desfile Conceito do MEET Aceita um Chá?

É importante salientar que todos os trabalhos de alunos que estarão sendo expostos ou desfilados foram realizados dentro das disciplinas dos cursos e trabalhados em cima do conceito chá ao longo do semestre passado e do semestre atual.

It: Por que a união de vários cursos?

Camila: Uma única área não contempla tudo que um evento de moda necessita. É fundamental a participação do Design na produção de material gráfico, da comunicação na área de fotografia, vídeos, planejamento de mídias bem como relações públicas do evento e por fim da Estética na parte de beleza. Além disso é fundamental para o aluno e futuro profissional saber trabalhar de forma integrada e conjunta com as mais diversas áreas, por isso estão envolvidos os quatro cursos, para a aprendizagem multidisciplinar.

It: Por que a escola do Mario para palestrar e realizar o workshop e a palestra?

Camila: O Mário é um designer que trabalha principalmente com moda que já possui uma longa trajetória, atua na moda brasileira desde os anos 80, tem uma marca masculina de moda muito bem sucedida, que ele desfila no SPFW, agora também está trabalhando o masculino e é excelente pesquisador de moda.

Além disso o Mário tem uma visão acadêmica muito boa por ser ligado à área, é doutor em Semiótica da Comunicação pela PUC-SP, possui livros publicados, atuando como professor e sendo hoje o diretor de moda do IED SP.

Seu trabalho possui diálogo com outras áreas do design, desenvolvendo luminárias para Dominici, sofás para a marca Dpot.

Além disso é muito acessível, comunicativo e fantástico ao planejar coleções de moda, sem dúvida fará muitas trocas com o público presente.

It: E os outros convidados, qual a importância de cada um?

Camila: Os nossos outros convidados vem compor um panorama da moda nacional e também gaúcha.

A Greice Antes tem representado muito bem a moda gaúcha, sendo criadora de coleções com inspirações maravilhosas, que vão de Iberê Camargo, passam pela música, vinho e que já realizou trabalhos no exterior também, mais precisamente em Londres.

O designer Luis Fernando Pippi é o irrequieto proprietário do Pippi Design Studio e trabalha já há 12 anos na área, desenvolvendo projetos gráficos para a linha têxtil e de acessórios, padronagens, identidade visual e papelaria, ilustrações e soluções criativas para a publicidade.

O Usefashion, que faz um trabalho qualificado na área de tendências de moda e a Carolina Leal Lima, que veio recentemente de uma temporada em Milão e é proprietária da empresa Cogumelo Gestão Criativa, empresa que visa orientar a criação seguindo o mesmo conceito do início ao fim, agregando valor e diferencial à marca e ao produto.

It: Sobre o desfile, o que será apresentado? Será seguido um conceito? A produção é total das alunas? O que pode ser destacado?

Camila: O Desfile é conceitual, elaborado em cima da temática chá. MEET significa encontro e nada melhor do que o chá para acompanhar um encontro, matar saudades, etc. A produção é totalmente realizada por alunos dos cursos. Acho que o grande destaque é toda a poética que envolve o tema e será apresentada na noite, cada aluna trabalhou dentro da temática um conceito próprio e autoral referente ao chá, o que torna os trabalhos muito pessoais e diferentes um do outro.

It: Há quanto tempo o curso existe e quantos alunos tem atualmente?

Camila: O curso completa no início do próximo ano seu 2 ano, suas atividades tiveram início no primeiro semestre de 2011. Possuímos cerca de 80 alunos.

It: Do que tratam as exposições? Elas ficarão disponíveis após o evento?

Como ocorre também nossa segunda Semana Acadêmica e a Semana Acadêmica do curso de Design, estarão acontecendo exposições no prédio 9 e no hall do prédio 11 referentes ao MEET. São muitos trabalhos realizados pelos alunos dos cursos que forma inspirados no MEET, entre eles exposições fotográficas, exposições em tamanho real de indumentárias, entre outros.

O Meet é gratuito e aberto para toda a comunidade. As inscrições devem ser feitas pelo site da Univates: www.univates.br/eventos no link do MEET, o workshop do Mário também é aberto a todos.

Confira também a programação completa da semana acadêmica do curso de Design de Moda.

O corpo perfeito existe? – by Erika Ceglia

Eu sou alta e magra por natureza. Na época da escola era debochada por isso. Girafa, Olívia Palito, compridona e limpadora de cano foram apenas alguns dos apelidos carinhosos dados a mim pelos colegas de escola. O mesmo era feito com quem era baixinho, gordinho, ou tinha algo que fugia ao padrão estético criado na cabeça dos “populares”.

O tempo passou e eu aprendi a lidar bem com o meu corpo. Sei que sou alta e assumo mesmo. Sei que não engordo nem comendo Mc Donald’s todos os dias (acreditem, eu fiz isso por dois meses), mas não me afeto por isso. Aliás, minhas amigas – principalmente as modelos – dizem que morrem de inveja disso.

Se hoje existe um mito de corpo perfeito, qual é ele? Visual é uma coisa muito pessoal. Cada um tem o seu e cabe aos outros respeitarem isso. Gosto é outra coisa muito individual. Quem disse que eu vou achar bonito o que você acha?

Resolvi escrever esse post depois que ví essas fotos da Lady Gaga, mostrando ao mundo que não está gorda.

Gorda? Para o olhar de alguns, talvez sim. Para o padrão de corpo que ela tinha, pode até ser. Não me apavoro em ver a Lady Gaga com o corpo mais cheinho, nem com a calcinha que acaba com o corpo dela, mas sim pelo fato de ela dizer que tem anorexia desde os 15 anos. Quem imaginaria que uma estrela do pop como ela, que canta sobre a autoconfiança e conquistou uma legião de fãs em pouco tempo, sofreria de uma doença dessas?

Mais impressionante do que ela vir a público contar esse fato, é o escândalo feito pela mídia em cima disso depois de ela ter engordado 10 quilos. Na contramão, surgiu outra polêmica: a modelo Karlie Kloss posou para a revista Numéro. Ela, que é conhecida pela magreza excessiva, teve suas fotos manipuladas, mas não para ficar mais magra, e sim mais cheinha. Olha a comparação:

Acho que já passou da hora de pararmos com essa loucura de padrão de corpos. Isso incita cada vez mais a mulherada a pirar numa meta quase impossível, de ter um corpo inimaginável e ser a dita mulher perfeita.

Trabalhando com modelos lindas, vejo que a maioria passa por retoques. A dúvida que eu tenho é: existe o corpo perfeito?

Beijos,

Erika

Os temas e locais da temporada inverno 2013 no Brasil

Há muito se discute a necessidade de o Brasil ter duas semanas de moda. Paulo Borges, organizador do São Paulo Fashion Week e Fashion Rio, chegou a dar a entender que São Paulo só desfilaria inverno, e o Rio de Janeiro, as coleções de verão. Mas enquanto isso não acontece, ele mudou as datas do evento. Em 2012 teremos três temporadas (inverno 2012, verão 2012/2013 e inverno 2013), sendo que a última será adiantada, num pedido da indústria, que pretende começar a produção das coleções antes, para não atrasar mais as entregas nas lojas.

A temporada de inverno 2013 foi adiantada para o dia 29 de outubro, começando com o SPFW, que durará até o dia 31. Depois, de 7 a 9 de novembro, os fashionistas aportarão no Rio de Janeiro.

Se já é tradição o SPFW ser realizado no prédio da Bienal, essa temporada será diferente. Devido a realização da Bienal de São Paulo, a organização precisou buscar um novo local. O escolhido foi o Parque Villa-Lobos, que parece ter inspirado o tema da edição: Garden Party.

Já o Fashion Rio, que na temporada de verão foi realizado no Jockey Club do Brasil, volta ao Pier Mauá, com o tema Rio Fashion Party.

Segundo a organização do eveto, encabeçada por Borges, diz que o formato das apresentações nessa chamada temporada de transição pode acarretar excepcionalmente uma nova configuração no line-up do evento. Vale lembrar que na edição, menos grifes se apresentarão, pois a maioria foi pega de surpresa com a mudança, e não está preparada para mostrar uma coleção de inverno poucos meses após apresentar o verão.

Ops, rasgou! – by Camila Brasil

Em red carpets a coisa mais comum de se ver são fotos com essa acima, da atriz Sofia Vergara linda, superproduzida, num vestido Zuhair Murad. As atrizes montam produções incríveis para essa noite, seja Oscar, Emmy, Globo de Ouro ou VMA, porque sabem que todos estarão de olho nelas e reparando no que estão vestindo.

Mas fotos como essa abaixo, são raras de se ver:

Essa é a mesma Sofia Vergara, com o mesmo vestido deslumbrante de Zuhair Murad, no mesmo Emmy, só que com o fecho arrebentado. O fato aconteceu 20 minutos antes dela entrar no palco com seus colegas do seriado Modern Family para receber o prêmio de melhor comédia do ano. Prontamente uma costureira ajudou a atriz, que pôde receber o prêmio tranquila, postar a foto em seu Twitter fazendo uma piadinha e virar capa de todos os sites de fofoca possíveis e imagináveis no dia seguinte.

Não comentarei o fato de o vestido provavelmente valer uma fortuna. Ou então de ele estar justo demais. Mas sim, de que nenhuma (ou nenhum) de nós está livre desse mal. Isso acontece quando resolvemos vestir aquele vestidinho um número menor, na esperança de que sirva, sabe? Ou então, quando queremos ajustar demais uma parte da peça, para delinear bem o corpo, e fazemos um movimento brusco.

Talvez eu devesse retomar o post da Gabi, sobre a necessidade de escolhermos a roupa certa, para o momento certo e afins. Mas prefiro falar sobre a prova das roupas. Na época em que eu era modelo, antes de desfilar, tinha um hábito: provava a roupa e sentia até onde poderia ir com os movimentos naquela roupa. Se ele me limitava, na hora da passarela, sabia que não poderia fazer nada muito “intenso”, pois ele rasgaria na passarela, como vi acontecer com algumas colegas.

E por que não fazer o mesmo na vida real? Enquanto o vestido ainda está na costureira, ou você vai prová-lo na loja, veja até onde você pode ir com ele. Se pretende dançar, erga uma perna. Se quer andar a passos largos, tente fazer isso lá mesmo. É melhor que aconteça alguma coisa com ele nesses ambientes, onde você terá tempo de mandar arrumar qualquer falha, ou escolher outro modelo, que se adapte a sua necessidade.

Eu indico isso, ou então, ter uma costureira a postos a cada noite!

Beijo!

Camila

Tudo no momento certo – by Gabriela de Oliveira

Na moda, existe uma “coisa” chamada dress code, que são regras do que vestir em cada momento. Embora algumas regras pareçam óbvias, tem gente que não entende que um vestido superjusto e cheio de brilhos, que seria usado na balada, não pode ser usado no dia a dia. Assim como uma calça jeans e uma t-shirt não podem frequentar um ambiente formal demais, como um jantar com pessoas importantes. Moda é, além de respeitar seu estilo pessoal e transmitir aos outros quem você é, uma forma de demonstrar respeito aos outros, mostrando que nos preocupamos com o que vestimos antes de encontrar outras pessoas.

Para muita gente, ler que tem gente que não sabe o que vestir no momento certo, pode parecer besteira, mãs não é. Canso de andar na rua e ver meninas, que se acham antenadas na moda, carregando looks para a balada durante o dia. É a montação exagerada que causa isso. Equilíbrio é a palavra certa. Algumas clientes questionam o seguinte: se eu vou trabalhar o dia todo, e depois tenho um compromisso mais social, o que eu faço? Minha principal dica é que tenham sempre uma mochila consigo. Dentro dela, você pode guardar peças coringas, que irão te ajudar na hora que precisar mudar de estilo. O mesmo deve ser levado em consideração por quem precisa ir pra academia, pra faculdade, ou pra qualquer compromisso que necessite de uma roupa diferente.

Afinal, nossa imagem é um cartão de visitas. Então, devemos nos preocupar com ela, para passar credibilidade para quem nos vê. Sempre uso o exemplo das duas pessoas mais “complexas” do mundo dos famosos: Paris Hilton e Lindsay Lohan. Ambas são extravagantes, ambas já mostraram o que não deviam e ambas foram parar nos tribunais. E na hora do julgamento, trocaram os decotes impensos e os comprimentos supercurtos por looks assim:

Reparem que em looks sóbrios e sérios, as duas não demonstram ser as meninas problema que eram quando aprontaram. O visual delas transmite credibilidade e poderia ajudar a amenizar a imagem negativa que ficaram. Agora, imaginem qual a reação do júri, se elas chegassem trabalhadas no decote, com saias curtissímas e justíssimas? Com certeza, isso pioraria a imagem delas.

Por isso que sempre afirmo: tudo pode ser vestido, desde que seja no momento certo. O espelho é teu amigo. E saber onde vai estar, com quem vai estar e, principalmente, a mensagem que quer passar com seu visual, é a chave de tudo.

Beijos,

Gabriela

Nem todas podem – by Douglas Petry

Sempre que a gente fala em tendência, é ressaltado o fato de que nem tudo fica bem para todos. Vários fatores influenciam na hora de usarmos uma proposta da passarela, na nossa vida real. Acima de tudo está o estilo pessoal, depois o tipo de corpo, a cor da pele, dos olhos, até o ambiente de trabalho influencia.

E quem veio pra comprovar essa tese é a Ivete Sangalo, que apresentou ontem o Prêmio Multishow de Música Brasileira. Ivete é linda, está com o corpo em dia, tem pernas longas e lindas, porém, grossas. E quando a pessoa tem a perna grossa, naturalmente ele fará o que? Tentará disfarçar. Mas Veveta percorreu o caminho oposto. Num vestido de renda preta da estilista Lethicia Bronstein Pompeu, as pernas dela foram muito destacadas, a ponto de engrossá-las ainda mais.

Não que seja regra (na moda não existem regras. Se existem, é para serem quebradas, porque na verdade, o negócio é valorizar o corpo e o estilo), mas as rendas ampliam muito pernas grossas. Lembra das meias calças rendadas (e bizarras)? É mais ou menos o mesmo efeito. O resultado? Um quadril super avantajado e pernas mais grossas do que o natural.

Convenhamos, da cintura para cima, ela está linda. Mas quando chega nas pernas e no quadril, a cantora está imensa. Se fosse apenas uma transparência, ficaria muito mais bonito, sem engrossar tanto as pernas dela.

Por isso que é importante sempre relevar antes de se jogar em qualquer tendência.

Beijos,

Douglas