Leia antes de publicar by Gabriela de Oliveira

Creio que nunca se imaginou que a internet teria a força que tem hoje. Não é raro vermos casos de pessoas que tiveram a vida modificada por um clique: casais que se conheceram on line, empregadores que conheceram o trabalho de funcionários por blogs ou sites, empresas que começaram pequenas e, graças a popularidade nas redes sociais, tomaram proporções grandiosas e hoje são potências.

 

Também vemos casos que tomam proporções enormes – às vezes sem razão – devido a popularização na internet. Nas últimas semanas quem mais apareceu no Facebook foi a Gina Indelicada, que responde com ironia (às vezes nem tanto) a perguntas de quem segue sua fan page. O próprio criador da personagem que, de certa forma zomba da figura que estampa as caixas de palitos de dente, depois de ser ameaçado de processo, foi convidado pela marca para administrar as redes sociais da empresa.

 

Mas também há o lado negativo, onde um acaba atacando o outro, devido a “invisibilidade” conferida pela internet. Muitas vezes o anonimato facilita a agressividade e faz uma discussão pequena tomar proporções enormes. Opiniões parecem contar até mais quando estão na internet.

 

Mas quem merece o prêmio destaque do ano é, sem sombra de dúvidas, uma menina de apenas 13 anos, de Santa Catarina. A história de Isadora Faber já é conhecida por quase todo mundo: ao ver os problemas ocorrendo na sua escola, ela decidiu revindicar via Facebook e mostrar ao mundo o que estava errado. Bagunça na sala de aula, aulas de matemática desorganizadas, e vários outros problemas foram mostrados por ela em postagens com texto, fotos e até vídeos. No início ela buscou abranger apenas os envolvidos na escola, mas quando percebeu, já tinha milhares de dezenas de seguidores.

 

Em meio a ameaças de envolvidos, protestos da escola e pedidos para tirar a página do ar, ela acabou se tornando exemplo. Muitos admiraram a atitude da garota e a transformaram em uma espécie de celebridade instantânea, com méritos de heroína. Heroína ou não, ela usou a rede social para o bem, não só dela, mas de todos os estudantes da escola.

 

Nunca se imaginou que a internet teria a força que tem hoje? Pode ser que não. Mas ela tem, e isso é fato. E casos como o da Isadora comprovam isso. Podemos não ter mais movimentos como o dos caras pintadas, mas temos voz num meio relativamente novo, mas que ganha força a cada dia. Essa é a possibilidade de usar uma ferramenta que não surgiu com essa intenção, para mudar algumas situações críticas do sistema.

 

Talvez por ser um meio de comunicação ainda jovem, os usuários não sejam maduros o suficiente para usar com consciência. Isso explica quem prefere atacar virtualmente, a discutir cara a cara. Ao mesmo passo em que o anonimato facilita reações exageradas, se deve pensar que tudo o que fazemos no “mundo virtual”, pode refletir no “real”. Afinal, aquilo que está sendo dito em Facebook, Twitter, Google + e afins, pode se virar contra nós.

 

Melhor ler e reler antes de publicar, né?

 

Beijos,

 

Gabriela

 

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