Ensaio de jovens suecos sobre consumismo – by Carolina Leipnitz

Crédito da foto: Sannah Kvist

Lembro que quando li sobre essa exposição pela primeira vez achei bacana escrever sobre, mas talvez não me impactasse tanto na época, como mexe comigo neste momento da vida. Consumo. Palavra e sensação difícil de explicar e controlar.

 

A fotógrafa sueca Sannah Kvist, clicou estudantes de seu país com tudo o que possuíam. O ensaio intitulado “All I Own” (Tudo o que possuo), objetiva criticar o consumismo exagerado. E foi isso que tempos atrás me fez ‘favoritar’ este link. Mas agora, o que me fez escrever sobre ele é a minha visão sobre essa ditadura do consumo.

 

Levei muito tempo pra perceber tudo que possuo. E agora vejo o quanto consumi, e entendo que o tanto que investi em coisas não me trouxe o retorno que eu esperava de satisfação e falsa felicidade. Estou com o propósito de começar a libertação de coisas. Realmente precisamos de tudo o que compramos? Neste momento específico eu sei que não. Não são as coisas que tedevem nos satisfazer. Somos nós por nós mesmos.

 

Veja o trabalho da fotógrafa acessando http://sannahkvist.se/work/all-i-own/

Beijo,

Carolina

 

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Leia antes de publicar by Gabriela de Oliveira

Creio que nunca se imaginou que a internet teria a força que tem hoje. Não é raro vermos casos de pessoas que tiveram a vida modificada por um clique: casais que se conheceram on line, empregadores que conheceram o trabalho de funcionários por blogs ou sites, empresas que começaram pequenas e, graças a popularidade nas redes sociais, tomaram proporções grandiosas e hoje são potências.

 

Também vemos casos que tomam proporções enormes – às vezes sem razão – devido a popularização na internet. Nas últimas semanas quem mais apareceu no Facebook foi a Gina Indelicada, que responde com ironia (às vezes nem tanto) a perguntas de quem segue sua fan page. O próprio criador da personagem que, de certa forma zomba da figura que estampa as caixas de palitos de dente, depois de ser ameaçado de processo, foi convidado pela marca para administrar as redes sociais da empresa.

 

Mas também há o lado negativo, onde um acaba atacando o outro, devido a “invisibilidade” conferida pela internet. Muitas vezes o anonimato facilita a agressividade e faz uma discussão pequena tomar proporções enormes. Opiniões parecem contar até mais quando estão na internet.

 

Mas quem merece o prêmio destaque do ano é, sem sombra de dúvidas, uma menina de apenas 13 anos, de Santa Catarina. A história de Isadora Faber já é conhecida por quase todo mundo: ao ver os problemas ocorrendo na sua escola, ela decidiu revindicar via Facebook e mostrar ao mundo o que estava errado. Bagunça na sala de aula, aulas de matemática desorganizadas, e vários outros problemas foram mostrados por ela em postagens com texto, fotos e até vídeos. No início ela buscou abranger apenas os envolvidos na escola, mas quando percebeu, já tinha milhares de dezenas de seguidores.

 

Em meio a ameaças de envolvidos, protestos da escola e pedidos para tirar a página do ar, ela acabou se tornando exemplo. Muitos admiraram a atitude da garota e a transformaram em uma espécie de celebridade instantânea, com méritos de heroína. Heroína ou não, ela usou a rede social para o bem, não só dela, mas de todos os estudantes da escola.

 

Nunca se imaginou que a internet teria a força que tem hoje? Pode ser que não. Mas ela tem, e isso é fato. E casos como o da Isadora comprovam isso. Podemos não ter mais movimentos como o dos caras pintadas, mas temos voz num meio relativamente novo, mas que ganha força a cada dia. Essa é a possibilidade de usar uma ferramenta que não surgiu com essa intenção, para mudar algumas situações críticas do sistema.

 

Talvez por ser um meio de comunicação ainda jovem, os usuários não sejam maduros o suficiente para usar com consciência. Isso explica quem prefere atacar virtualmente, a discutir cara a cara. Ao mesmo passo em que o anonimato facilita reações exageradas, se deve pensar que tudo o que fazemos no “mundo virtual”, pode refletir no “real”. Afinal, aquilo que está sendo dito em Facebook, Twitter, Google + e afins, pode se virar contra nós.

 

Melhor ler e reler antes de publicar, né?

 

Beijos,

 

Gabriela

 

Coletes, já – by Douglas Petry

Um look com duas peças pode ser bonito. Mas um look com três peças, fica muito mais rico, interessante e bonito. Enche mais os olhos, sabe como é? Mas nessa época, em que o calor domina, não é tão fácil de usar as três benditas peças. Para quem não vive em ambientes climatizados, é ruim ter que vestir um blazer, ou até mesmo um cardigan para sair de casa.

Mas essa temporada tem uma solução pra isso. Não é nada muito novo, na verdade é um velho conhecido: o colete. Eles foram criados por Diane Keaton nos anos 70 (nesse caso, os femininos), e apareceram em fases cíclicas da moda.

Justamente por não serem novidade, é que se deve apostar na atualização (o F5 que a gente costuma falar por aqui). No verão 2013, eles aparecem em proporções maiores, com modelagem mais ampla. Uns são maiores nos ombros, outros vão quase até os joelhos e a maioria lembra jaquetas, só que sem as mangas.

As cores são várias. Podem ir desde os neutros, como bege, nude e off-white, os super coloridos, e os estampados. Alguns são de jeans claro. O modelo de couro também é válido, principalmente se fizer uma composição com cores claras, cítricas, ou sobre tecidos mais leves.

E aí, vai de neutro, colorido ou estampado?

Beijos,

Douglas

Fotografia em curso #aprenda

Em uma época em que todo mundo quer fotografar tudo e que muita gente acha que os filtros do Instagram são quase um Telecurso 2000 da fotografia, um curso de verdade não faz mal pra ninguém, né?

O fotógrafo (e meu amigo) Rafael Delfino está lançando o curso /workshop Fotografia para iniciantes e tratamento de imagem, que ocorrerá nos dias 10, 17 e 20 de outubro, em Estrela – RS.

O Rafa, pra quem não sabe, trabalhou comigo no caderno Mais Atual, do Jornal A Hora, e fazia as fotos dos editoriais de moda com meu styling. Pra cês terem noção, ele fazia um material assim, ó:

E assim:

Dá pra confiar na competência do rapaz, né? Esse curso ele vai dar em parceria com o fotógrafo Tiago Bortoloto. A dupla vai introduzir a turma à fotografia, ensinar a usar aquele monte de botões que a gente não sabe pra quê servem na câmera (as chamadas funções), a tratar imagens e práticas externas, pra pôr tudo o que se aprendeu em prática.

Pra quem se interessa, detalhes mais técnicos abaixo.

Investimento: R$ 120,00 – podendo ser pago em 2X ( depósito em conta, e no dia do curso), ou à vista.

Local do curso: Estrela Palace Hotel

Tempo do curso: 10 horas

Informações pelo emailcontatocursofoto@gmail.com

Ou pelo fone: 99594116

Bora aprender a fotografar direitinho?
Beijos,
Douglas

Conexão Paris – by Fernanda Louise

Eu sempre tive um caso de amor por Paris. Sonhava em viver nessa terra linda, poder andar pela rua vendo os monumentos históricos e poder sentar em um café bem charmoso e ficar observando o movimento de pessoas elegantes que passassem pela rua. Demorou um tempo, um bom tempo, mas consegui me mudar para cá.

Assim que vim, me deslumbrei, como qualquer pessoa normal. Mas fui caindo na real a medida que via que Paris não é tão perfeita quanto eu imaginava. Ela tem problemas, assim como qualquer cidade, mas eu ainda amo ela.

Uma das coisas que mais me atraem por aqui, é a variedade de coisas que se tem para fazer e a qualidade delas. Percebe-se que a estética é quase obrigatória quando se projeta um prédio, que o atendimento em lojas é pensado para agradar muito os clientes, e que as novidades pipocam por aqui antes do que em outros lugares da Europa e do resto do mundo.

E é disso que eu falarei a partir de hoje no It. Terei um espaço, com periodicidade que só a minha agenda vai decidir, falando do que eu acho mais hype em Paris.

Pra começar, vou falar do Silencio, um clube super in da cidade. Ele é tão in, mas tão in, que o projeto é de ninguém mais ninguém menos que David Lynch. A inspiração do visual é o cabaré homônimo do filme Mulholland Drive.

Um dos lances mais legais é que o acesso antes da meia noite é reservado aos sócios, que podem assistir a shows super legais (já passaram por lá The Kills e Lykke Li), depois a entrada é liberada. Quando eu fui, a convite de uma colega de trabalho, percebi um público mais segmentado, com uma média de idade a partir dos 25 anos, que curtem programas de qualidade. Acreditem, já fui em clubes por aqui que tinham muitos moleques e turistas. Não voltei.

O mais legal é que a intenção de Lynch, ao criar o clube, era reunir cineastas, estilistas, artistas plásticos, escritores, músicos e chefs de cozinha num lugar cult e agradável. E ele conseguiu. Dizem que muitos dos grandes nomes franceses já passaram por lá. Numa entrevista à revista L’express ele falou uma frase que ficou marcada para mim: No Silencio tenho a impressão que os cenários, os personagens, as luzes e até as músicas dos meus filmes vão se materializar.

Serviço

Silencio
140 rue Montmartre, Paris 9
das 18h às 6h

http://silencio-club.com

Quem estiver de passagem por Paris, pode passar para conhecer!

Bjo,

Fernanda

Óculos de sol de madeira – by Erika Ceglia

Em uma época em que os óculos de sol são acessórios tão importantes quanto brincos, colares ou anéis, ter um modelo diferente é imprescindível. Eu que sou viciada em óculos, então, nem se fala. Eles são meus companheiros inseparáveis nas ruas (e só na rua, acho um absurdo usar óculos de sol dentro de ambientes), sou quase uma dependente deles.

Quem trabalha com comunicação sabe que durante o dia chovem e-mails de assessores de imprensa ávidos por uma nota publicada em qualquer meio de comunicação. Claro que 90% delas vão para a lixeira, 5% para o que chamo de limbo, e só 5% aproveitados em notas, matérias, e afins. Mas esses dias recebi um que me chamou muita atenção. Uma marca de óculos solares chamada Leaf, que usa madeira na armação.

Ao ouvir uma ideia tão interessante você já pensa que é uma empresa gringa, né? Pois se engana. Ela é nacional, e fica em São Paulo. Toda a produção é feita manualmente e o estilo e qualidade são garantidos. Segundo a nota enviada: cada Leaf é tratado como uma peça de arte, levando em conta os detalhes do processo de pordução, resultando em peças únicas e bem acabadas.

Toda a madeira utilizada possui certificação de uso e é tratada individualmente pra dar resistência a umidade, sol e fungos. As lentes são de qualidade Carl Zeiss, com 100% proteção UV. A venda é feita pela internet, dá pra ver como aqui no Facebook deles. E como não se pode provar a peça antes da compra, eles dão um prazo de 30 dias pra troca. Bacana, né? Sem pieguice ou “dica de amiga”, eu vou encomendar o meu. Uma porque é super bacana, duas porque é um produto nacional e três porque AMO óculos de sol e não canso de repetir!

Beijos,

Erika

Os novos sneakers – by Douglas Petry

No entra e sai de tendências, as vezes surgem umas peças desejo que não são tão agradáveis aos nossos olhos. Foi assim com a saia mullet, foi assim com os wedge sneakers e será assim com os tais glam sneakers, esse calçado da foto.

Enquanto o modelo wedge escondia o salto, o glam o exibe. E o salto ainda é fino. Lembra daquela frase clássica da Tati Quebra Barraco? “Eu sou feia, mas tô na moda”? Pois é mais ou menos isso que rola. O glam sneaker é feio, mas tá fazendo sucesso entre as fashionistas, que, loucas por uma novidade, resolveram adotar esse calçado estranho.

Todo mundo tem o direito de usar o que bem entende, afinal, mais do que nunca vivemos em uma democracia fashion. No entanto, sempre é bom ponderar. Acho que antes de apostar em qualquer tendência, é nossa obrigação prestar atenção em dois pontos: isso combina com o meu estilo e fica bem no meu corpo?

Isso é a premissa do trabalho de personal stylist, mas que não só pode, como deve, ser aplicado no dia a dia de qualquer pessoa. Não é porque a vizinha, a prima ou a blogueira apostam nos sneakers, que isso ficará bem em ti. Talvez teu estilo não case com eles, ou então, ele não te favorece em nada.

Mas voltando ao tema do post: tenho certeza de que muita gente que aposta nos sneakers hoje, um dia se verá em fotos e morrerá de arrependimento, assim como morrem quando veem aquelas ombreiras enormes dos anos 80, os tênis plataforma à lá Spice Girls, ou os conjuntinhos dos anos 90.

Vai encarar?

Beijos,

Douglas