Quanto vale uma Birkin? – by Gabriela de OIiveira

Há alguns dias li em um site que o estilista Marc Jacobs idealizou para a grife Louis Vuitton um sistema que permite a criação do próprio modelo de bolsa, na loja da marca. O detalhe é o tempo de espera, que chegará a seis meses.

Me questionei: seis meses de espera por uma bolsa? Que absurdo! Mas na sequencia lembrei quantos produtos têm filas de espera que chegam a levar mais tempo do que isso. Desde simples esmaltes da Chanel (que até conseguir acesso ao original, todas as marcas populares já lançaram uma versão e a ideia já está saturada), até as icônicas bolsas Birkin, da Hermès.

Estive uns dias em Nova York e no voo de volta pro Brasil li no site da Forbes um artigo interessante sobre a Birkin que bateu exatamente com o que eu penso. Ela é uma bolsa que, pelo status, valor e tempo de espera, deveria ser super exclusiva. Tanto que celebridades desfilam com orgulho seus modelos por ai (Victoria Beckham tem uma coleção com mais de 100, Kim Kardashian está quase empatando). Mas ao mesmo tempo, se várias mulheres que são consideradas reles mortais, também exibem as suas.

O título da matéria era “Has The Hermes Birkin Bag Lost Its Appeal?”, e questionava se, com toda essa popularização, o modelo inspirado na modelo Jane Birkin, correria o risco de perder o apelo devido à popularização. Para o autor, elas estão tão comuns quanto uma bolsa da Coach nos Estados Unidos, estão em todas as partes, de todas as formas, das mais simples às mais elaboradas, até cravejadas de cristais.

Em Hong Kong, a loja Milan Station diz ter um acervo maior de Birkins que a Hermès tem, que são vendidas até pelo dobro do preço de uma adquirida direto na loja oficial. O que ocorre é que as clientes compram direto na própria marca e revendem para eles. Como o modelo é escasso, elas ganham um bom valor na diferença. Bom negócio, não?

Para driblar a popularização (e se diferenciar das várias versões produzidas ao redor do mundo por outras marcas), a Hermès atende a pedidos de clientes que desejam materiais diferentes, sendo que nesses casos a bolsa pode chegar aos U$S 100 mil (olha o modelo de outro e diamantes da foto. Quer coisa mais excêntrica?).

É claro que o valor cobrado e a espera têm justificativa. O processo é feito na França, ao contrário de outras grifes, que produzem na China, por artesãos que passam por treinamentos de anos antes de colocar as mãos no valioso couro da marca, numa produção que pode levar de 48 horas a duas semanas para ser finalizado. Na matéria é destacado que, mesmo sem uma marca visível (ao contrário das Louis Vuitton e afins), a bolsa é desejo, e muito se deve ao processo de fabricação.

Isso sim é uma it bag, não?

Beijos,

Gabi

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