O que realmente inspira? by Gabriela de Oliveira

Estava vendo as fotos da Lindsay Lohan tiradas pelo Terry Richardson. Ok, é o Terry Richardson, o cara é o máximo e faz fotos mega polêmicas. Mas, sinceramente, o que eu vi não me surpreendeu nada. Pareceram fotos comuns, feitas dentro de um quarto de hotel.

Acho estranho esse oba oba criado pela mídia em cima de nomes consagrados. Se eles fazem uma foto com o celular e publicam na internet, por mais que seja uma foto comum, sem atrativo nenhum, tratam como se fossem verdadeiras obras de arte.

Sim, se tratam de pessoas talentosas. Mas nem por isso tudo o que fazem é o máximo. E creio que nem eles queiram fazer isso sempre. As fotos divulgadas não são nada produzidas. Como os dois têm um vínculo de amizade, pode ser que as tenham feito se divertindo e publicaram, o que foi suficiente para todos transformarem as fotos em “polêmicas”, “uma maravilha”, ou “obras de arte”.

Poucos são sinceros e dizem que realmente não viram nada demais nas fotos. Que passam por cima do mito e admitem não achar graça nenhuma na Lindsay Lohan, dentro de um quarto, com um revólver apontando pra cabeça. Pode ser que o senso comum gere isso. Afinal, as famosas ‘Maria vai com as outras’ se tornam cada vez mais comuns.

Algo semelhante ocorreu no São Paulo Fashion Week, com a coleção do estilista Alexandre Herchcovitch. Na minha opinião – e de vários críticos – a coleção foi péssima e impossível de transpor da passarela para a vida. Mas por se tratar do estilista, muitos fizeram críticas positivas, elogiando o trabalho, como se tivesse sido perfeito.

Mais uma vez eu admito: o cara é demais. Amo as criações do Alexandre, admiro o trabalho e as técnicas dele e a coleção não foi de todo ruim. O trabalho que ele fez com fios foi fantástico. No entanto, o visual não agradou. Ficou uma coisa passarela demais, longe do que ele apresentou no Rio de Janeiro, e inspirou a todos que estavam assistindo, ou então, a execução do trabalho dele no masculino, perfeita e complicada de se fazer igual.

Enfim, não acredito que hajam melhores ou piores em qualquer área. Existem os competentes e os incompetentes. Mas vale lembrar que em alguns dias os primeiros não estão tão inspirados – ou preferem não estar.

Beijos!

Gabi

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