Uma dose de Samuel Cirnansk by Douglas Petry

Todo estilista pode ser considerado artista? Talvez sim, se levarmos em consideração que todos criam. Mas nem todos criam, alguns só copiam. Que confusão! Mas é nessa confusão que quero começar a falar dele, que sim, pode ser considerado um artista. Para mim, poucos criadores brasileiros (e famosos) entram nesse seleto grupo de artistas. Entre eles estão Gloria Coelho, Reinaldo Lourenço, Alexandre Herchcovitch e, mais recentemente, Samuel Cirnansk.

É difícil arrancar uma expressão minha durante um desfile. Não que alguém preste atenção em mim, mas eu fico mais na minha. Mas nesta edição foi difícil não demonstrar nada. Talvez seja porque era o último desfile da temporada do SPFW, mas eu chorei no fim do desfile do Samuel.

Talvez isso devesse ser lei: todo desfile deve emocionar quem o assiste. Mas enquanto não é, comemoro os que conseguem. E o desfile quase perfeito do Samuel está entre meus the best desta edição do evento.

Tudo casou: os vestidos, a trilha, a passarela ladeada por balanços. Foi uma atmosfera muito bem pensada e criada, mostrando que tudo estava em harmonia, desde o estilo, até a equipe de cenografia.

O trabalho de Samuel é exagerado, e assumidamente segue essa linha. Ele sabe usar uma tesoura e um pedaço de tecido como poucos e faz efeitos incríveis em qualquer pedaço de pano. Prova disso foi a coleção de inverno, onde trabalhou com restos de tecidos desfiados e que ninguém dizia que não eram peles.

Muitos compararam o desfile aos trabalhos de Alexander McQueen. Mas acredito que isso não seja uma coisa negativa. Afinal, se ele se inspirou, buscou isso no lugar certo.  Afinal, poucos souberam e poucos saberão criar um show como ele soube.

Mas falando sobre as roupas. Mesmo usando e abusando das transparências, recortes ousados, tecidos desfiados, e mega bordados, a coleção ficou linda. A cartela de cores foi básica. Foi do bege, pro preto, pro branco. Nada muito ousado, permitindo que ele brincasse muito com os materiais.

Os looks desse post são os meus preferidos do desfile. Mas confesso que foi difícil escolher só eles. Por mim publicaria os 24. Mas o penúltimo foi meu “the best of”, sem sombra de dúvidas.

Beijo,

Douglas

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