2º Trend de Moda: resumão

E rolou nesse sábado a nossa segunda edição do Trend de Moda, promovido por mim, pela Carolina Leipnitz e pela Tatiana Sander. Dessa vez o evento foi tão badalo, gente, que tivemos que fazer uma segunda sessão. Isso ajudou a plateia a ficar mais confortável, sem ficar no aperto e sem sofrer com o calor.

Nessa edição, como já havia comentado aqui, falamos sobre o mercado de trabalho no ramo da moda. As minhas convidadas foram as professoras do curso de Design de Moda da Univates Camila Tietz e Beatriz Rossi, a estilista Laís Horn e a designer de acessórios Flora Darde.

Cada uma das convidadas falou sobre um tema diferente, sendo que um se ligava ao outro. Vamos ver um pouquinho do que cada uma delas falou?

A Camila falou sobre a importância da parte da pesquisa, que, para ela, é uma das partes mais fáceis do processo.

Ela destacou que a pesquisa está sempre muito à frente do que o mercado está vivendo naquele momento. Um dos exemplos usados foi o de que alguns pesquisadores pegam um comportamento que hoje é discreto, mas que em aproximadamente dois anos será massificado.

A Camila ainda destacou a importância desse pesquisador estar antenado com tudo, afinal, ele precisa saber do que se trata cada tendência que ele ditará. Por isso também é necessário o conhecimento acadêmico, pois é só na universidade que a pessoa aprenderá a lidar de verdade com as questões mais técnicas desse meio.

Perguntei para a Camila se ela acreditava que o Brasil tenha uma identidade própria de moda. Essa questão gerou uma discussão mais ampla, que começou pelo fato de o mercado externo, durante muitos anos, enxergar só a parte de moda praia do Brasil e chegamos à forte referência que estamos tendo no exterior com a sustentabilidade ligada à moda, impulsionada por marcas como a Osklen.

A Flora falou sobre a importância da criatividade na vida de quem lida com moda. Uma das coisas que ela ressaltou foi a importância de sempre ter um bloco ou uma agenda consigo para, caso surja alguma ideia de repente, as vezes até no meio da noite, tenha onde anotar.

Ela ainda comentou a importância de sempre renovar o conhecimento. Para isso, ela indicou que a pessoa sempre participe de palestras e eventos de moda, que ampliarão ainda mais a sabedoria fashion e ajudarão na parte da criatividade.

Na hora de pôr em prática, ela costuma pegar a parte da pesquisa, aliar isso a suas melhores ideias e equilibrar com aquilo que sabe ser o perfil de cada tipo de cliente que tem, afinal, ela precisa lidar com diversos tipos de pessoas, cada uma com seu estilo.

A Laís abordou o trabalho personalizado, que hoje em dia, com a onda de slow fashion tomando força, está super em alta. Ela tem um ateliê onde a cliente pode levar sua roupa, ou comprar uma nova, e personalizar da maneira que quiser.

Para ela, é necessário que as pessoas saibam diferenciar o personalizado do exclusivo. Hoje em dia, exclusivo é apenas o trabalho feito pela alta costura. A personalização é uma maneira de pegar a moda que já está pronta e usá-la de maneira que se adapte a sí.

Na opinião da Laís, e de todas as outras participantes, isso se deve ao fato de a onda de fast fashion ter assolado de uma maneira tão intensa a sociedade, que hoje as pessoas preferem se recolher um pouco mais, insclusive no quesito roupas. Essa é uma maneira de voltarmos às origens, quando a roupa era feita por costureiras e alfaiates para o cliente específico.

Para encerrar, a Bea falou sobre o como o marketing lida com esse mercado moderno. Afinal, como ela diz, acima de tudo, para que a moda se mantenha, ela precisa ser vendida.

Hoje em dia, com a ascenção da classe C, que se tornou o principal público consumidor de roupas, há uma exigência maior por qualidade de roupas e de atendimento, e isso exige mais de quem oferece os produtos. Por isso a preocupação das lojas de serem bonitas, cheirarem bem e exigirem cada vez mais conhecimento de seus vendedores.

A Bea ainda voltou ao assunto da fast fashion. Esse tipo de comércio soube aproveitar bem a nova grande fatia do mercado e criou objetos de desejo que antes não eram possíveis de serem acessados por eles. Muitas vezes a roupa que recém foi apresentada na passarela chega antes à arara de marcas do ramo de consumo rápido do que a de quem criou realmente aquele conceito.

Bea ainda deixou uma dica para quem quer conhecer mais sobre esse público que domina o mercado hoje em dia. Na novela Avenida Brasil (21h – Rede Globo), a classe C será abordada e apresentada, graças a sua ascenção.

Essa segunda edição do Trend atendeu às nossas expectativas. Imaginávamos uma edição mais tranquila e intimista, mesmo sabendo que veríamos vários rostinhos novos na plateia, e foi bem isso que ocorreu. Ficamos bem satisfeitos.

Espero que o público tenha tido a mesma sensação que nós e volte nas próximas edições, que faremos de tudo para aprimorar cada vez mais.

Mais uma vez: obrigado à nossas convidadas e ao público que nos prestigiou. Fazemos o melhor sempre!

Beijos e abraços,

Douglas

FOTOS: Carolina Leipnitz

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