Tendências no design para os próximos anos

Conforme prometemos, hoje vamos fazer o post sobre as tendências do design para os próximos anos. As informações são baseadas em uma palestra do WGSN, o maior portal mundial em pesquisa, tendências e notícias de estilo e comportamento, ministrada durante o São Paulo Fashion Week, e da holandesa Ludwij Edkoort, da Trend Union, que foi eleita pela Times como uma das 25 pessoas mais influentes no mundo do design. Ou seja, só nomes de peso, né? Ah, esse post conta com a colaboração da Camila, nossa amigona que entrevistou a Ludwij.

Segundo a WGSN, as tendências pra essa área nos próximos anos se basearão no sentido de que as pessoas desejarão se recolher mais, nos Jogos Olímpicos, na mistura de culturas, na evolução da ciência e no clássico.

Para eles, as pessoas trabalharão menos e realizarão mais. Valores como a ética, a transparência e a correção se destacarão e as pessoas se esforçarão menos pra acumularem bens e riquezas. Ou seja, haverá um recolhimento maior, um clima mais intimista. No design isso significa um mundo menos ligado à tecnologia e mais apegado à vida real, ao convívio e a questões como qualidade e criatividade.

Os Jogos Olímpicos de Londres e do Rio de Janeiro também causarão comoção no design. Como essas duas são cidades que ditam tendências, a inspiração nos esportes ganhará força. Na moda isso refletirá em peças que valorizam o corpo e no design, um retorno ao universo criativo de padrões, estampas e cores dos anos 50 e 60.

A globalização, através do multiculturalismo, levará a inspiração de culturas locais, que antes tinham status diminuído a serem referência. Isso se traduz em tecidos e objetos inspirados no trabalho de tribos indígenas ou africanas.
O wonderlab vem representado pela ciência e a busca por soluções que ofereçam o equilíbrio da relação entre o homem e seu meio. A química, a física e a biologia se tornarão a nova fronteira de luxo. No design isso ganhará forma através da sustentabilidade, que se tornará parte do cotidiano. Além disso, os tons pastéis, mais próximos das cores da natureza, ganharão espaço.

O clássico renascerá com inspiração na elegância do passado como opção para um mundo mais preocupado com as relações afetivas. Isso se traduz em forma de flores e estampas delicadas em tecidos e papéis de parede. Será o começo de uma releitura sobre o classicismo, onde a opulência surgirá com nobreza, no entanto, sem exageros.

Lidewij, na hora de ditar as tendências, levou em consideração a crise econômica mundial, a ecologia e os países emergentes.

Segundo ela, acontecerá uma modificação da matéria têxtil. Os volumes se tornarão mais orgânicos e próximos da terra, o que ela chama de landscape interiors. As interações entre interior e exterior serão mais presentes, assim como o downscaling, ou seja, a criação de lugares menores ou recantos mais íntimos em grandes espaços.

Toda essa transformação representará uma diminuição de escalas e um retorno às formas orgâncias e à intimidade.

Com a crise, se passará mais tempo em casa e as pessoas se dedicarão mais a quem é próximo. “Será uma volta ao nosso interior.” A fase será, de certo modo benéfica ao universo da casa e do design, segundo Lidewij.


Dessa vez rolou até um mood, sentiram a evolução? Hehehe…

Beijos e abraços,

Douglas e Gabriela

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