Inverno 2012: SPFW, dia 2

Segundo dia de São Paulo Fashion Week finalizado. Balanço dos desfiles: todos brilharam. Fosse no uso de tecidos, rendas, metalizados, paetês ou canutilhos, todos os desfiles tiveram algum efeito de brilho. E isso não vem de hoje, é coisa que já vemos desde o Fashion Rio – até mesmo antes disso – .
O dia começou bem (muito bem!!!) com a apresentação de Pedro Lourenço em seu show room. Devido ao grande números de convidados, foram feitos dois desfiles. Para quem teve que esperar, muito calor. Para quem assistia: um show de encantos. Mais tarde tivemos o estreante Rodrigo Rosner, que manteve o nível da coisa e levou para passarela looks dignos de festas de luxo.
Um dos desfiles mais esperados da temporada fez o título valer. Alexandre Herchcovitch levou uma extensão do que apresentou na temporada anterior para a passarela e – mais uma vez – acertou em cheio. Incrível a evolução do trabalho dele a cada temporada.
Duas marcas comerciais encerraram o dia. Iódice e Triton foram mais darks. A primeira, mostrou uma moda com cara de ultrapassada em alguns momentos. A segunda surpreendeu – mais uma vez – e soube equilibrar sua inspiração com sua origem.
Confira abaixo um pouco mais sobre cada desfile.

O filho de Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço apresentou uma coleção inspirada numa viagem que fez para o Chile, especialmente na visita ao deserto do Atacama e à Patagônia. Pedro criou looks incríveis – os mesmos que foram apresentados no começo do ano lá fora – e fez todos se apaixonarem pelo seu talento que está em constante evolução.
Muita roupa clara, em degradês de terra e cinza azulados, alguns azuis, nudes e pretos eram complementados pelas texturas e estampas de geleiras, dunas e montanhas impressas digitalmente.
As formas secas e retas, os comprimentos midis e as geometrias eram feitas de Jersey, nylon, couro, mohair, veludo de seda e algodão, feltro de lã, malha de algodão, crepe e estofados de pluma de ganso nas jaquetas de couro e nylon.

O estreante da temporada não fez feio. Bem pelo contrário, Rodrigo Rosner mostrou uma coleção digna de red carpet brasileiro. Inspirado num livro sobre mariposas, que seriam “o lado dark da borboleta”, ele levou muitos longos justos, que em alguns momentos cobriam o pescoço, e curtos acima do joelho, com cintura marcada ou alta. Além de algumas saias com armação.
Algumas peças eram tingidas artesanalmente e reuniam todos os tons da cartela de cores: azul, amarelo, violeta e nude.
Como referência clara às mariposas, alguns tecidos leves fechavam como se fossem asas e as cabeças eram cobertas por toucas que amarravam no pescoço, feitas de neoprene cobertas por cristais.
Foi uma coleção com várias peças super desejáveis.


Sim, já é tradição. Toda temporada os convidados ficam ansiosos para as apresentações de Alexandre Herchcovitch, que consegue se superar a cada lançamento. Dessa vez não foi diferente. Mesmo sem inspiração nenhuma – a única linha que ele seguiu foi o excesso do dourado contrastado com o minimalismo das formas – ele deu show na passarela, mostrando seu aperfeiçoamento constante.
A cartela de cores composta por camelo, berinjela, amarelo e coral ficou scundária perto do dourado, que apareceu em malha, renda, nylon, couro metalizado, cashmeredublado com lã bouclê, seda creponada e gabardine.
As rendas sobrepostas deram um ar interessante aos vestidos que dispensavam forros. As formas eram largas, curtas (tanto em saias quanto em calças), com cinturas marcadas e cortes retos. Quem também apareceu foi a saia lápis, mas em apenas um look.


Waldemar Iódice se inspirou num rock luxuoso, retratado no livro “Rock and Royalty”, de Gianni Versace. Nas cores muito preto, ouro rosado, bege e estampa de píton.
Isso resultou em mini-vestidos, coletes e blazeres curtos e não acinturados, outros longos e slim e fendas valorizadas trabalhados com o Jersey metalizado, fios de lurez e paetês. Muito brilho numa coleção com clara referência dos anos 90 (sem evolução alguma em muitos momentos).


Comandada por Karen Fuke, a Triton conseguiu ser fiel a sua linha college, mas levou ao mesmo tempo muita elegância à passarela. As cores escolhidas pela estilista foram azul, amarelo, preto, marrom, laranja cítrico e cinza, que as vezes surgiam em estampas com ares vintage.
O crepe pesado, assim como o tweed, o tricô e a organza, que em alguns momentos vinham trabalhados com canutilhos e miçangas, foram trabalhados em formas descontraídas, coordenadas com looks de alfaiataria e alguns ao estilo pijama, que está aparecendo muito nessa temporada.

Por hoje era isso. Amanhã chegamos à metade da nossa etapa. Então, até!

Beijos e abraços,

Douglas e Gabriela

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