INVERNO 2012: Fashion Rio, dia 5

Quinto e último dia de Fashion Rio. Pode-se dizer que foi o dia mais desejável de todos. Saí de três desfiles desejando quase todos os looks. Hoje tivemos Giulia Borges, abrindo o dia, seguida por Nica Kessler, Andrea Marques, Oestúdio e Ausländer fechando – mais uma vez – o evento.

Giulia Borges apresentou uma coleção marcada por formas justas, ora estruturadas e ora fluidas. Os comprimentos dos vestidos eram curtos e as calças – cropped – secas. Rendas, seda, tricôs e tule reinaram nas padronagens.

Nas cores, a cartela de preto, branco e cinza foi pontuada com laranja e amarelo.

Nica Kessler buscou informações em viagens, movimentos migratórios, mapas e pessoas que migraram, como os índios Delaware e levou para a passarela um inverno feito com muita lã, tricô, couro invertido – que ficava com efeito camurçado – , e viscose mista com lã e tricô.

As formas pouco estruturadas, com comprimentos extremos, fluidos, com calças e saias longas e algumas amarrações, foram coloridas com mix de tons de rosa, vinho, verde, azul, vermelho e laranja. A estamparia tinha camuflados que imitavam mapas e chamas.

Andrea Marques fez a nossa coleção preferida do Fashion Rio todo. Com inspiração em Estampas orgânicas, flores hiper realistas, animais, pele de cobra, carcaças de pássaros em duas dimensões, tons outonais de folhas secas, o que se viu na passarela foi um show de moda.

Sedas, couro, tule e veludo foram coloridos com verde-floresta, tons avermelhados, lilás, palha, canela, off-white e marrom.

As formas eram justas ao corpo, com inspiração lady like, mais comportada. Apareceram peças fluidas e curtas, com cara de urbanas. Os vestidos eram secos e terminavam na altura do joelho e as calças eram bem ajustadas. Além disso, o inverno de Andrea terá muito plissado.

O coletivo Oestúdio buscou inspiração no ser humano, em suas complexas possibilidades de existência.

Laranja, verde, preto e tons de nude coloriam as lãs e o jacquard reciclado da grife. As formas transitavam entre o orgânico e o estruturado e tinham muitos drapeados, fossem localizados ou totais. Além disso, apareceram fendas e cortes desiguais, como o da calça que era metade slim e metade pantalona.

Para encerrar a noite, a Ausländer fez um inverno mais leve do que seu verão. Ricardo Bräutigan se inspirou em “Um climinha de serra; risadas, preguiça, paixões e silêncio” e fez uma coleção com uma mistura de grunge e folk.

As clássicas camisetas da marca ganharam destaque. Paletós mais largos e calças super justas mostraram o jogo de proporções proposto pela grife. Ricardo quis mostrar o conforto da roupa através dos cobertores, que fizeram as vezes de cachecóis, ponchos, paletós, saias e mochilas.

Couro, tweeds, veludos, lãs e tricôs foram coloridos com cinza, preto, vermelho vivo, berinjela, nude e marrom. Uma coleção bem desejável.

Essa foi a temporada de moda carioca, minha gente! Amanhã faremos um balanço bem legal sobre as tendências que devem pegar – se é que ainda existam tendências – e durante a semana mostraremos nossos maiores desejos durante essa semana toda.

E a partir de quinta-feira, teremos a cobertura completa do São Paulo Fashion Week. Portanto, preparem-se, porque a semana de moda que mais bomba na América Latina vai começar!

Beijos e até mais!

Gabriela de Oliveira

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