Os pés e o sapato salto

Mulher sofre, isso é fato. As que precisam andar de salto sofrem ao quadrado, fatão. Como nas duas últimas semanas andei pra caramba, ontem à noite, quando montei meu look, pensei em colocar um calçado flat. Hoje pela manhã, quando me vesti, ví que a sapatilha escolhida não complementaria da maneira correta.

Tinha ficado uma coisa meio girly demais e meu trabalho pede que eu me vista mais “super woman”. Convenhamos, saia plissada fica colegial demais com calçados baixos, né?

Foi então que me enchi de coragem, fui até o closet e escolhi um sapato de salto alto. Ele é lindo, amarelo, da coleção de verão da Maria Bonita Extra. Era tudo o que eu precisava, ele deu um up no meu visual e fiquei com a pose e imagem que deveria.

Imaginava que meu dia seria tranquilo, afinal, recém voltei de viagem e estou cheia de material para editar. Leso engano. Assim que botei os pés na redação, meu editor veio todo empolgado me dizer: Gabi, tenho umas cinco matérias para ti fazer hoje. Quem é jornalista entende o que senti nesse momento. Uma mistura de empolgação e “ai, meu Deus, e agora?”.

Fui para a primeira pauta. Era uma entrevista com umas misses, ou, como elas se chamavam, soberanas. Elas estavam no sexto andar do prédio. Sortuda que sou, o elevador estava em manutenção. Tive que subir degrau por degrau, usando todas as forças que tinha naquele começo de dia. Quando entrei na sala, meus pés doíam tanto que o maior sofrimento foi disfarçar a cara de dor.

E esse era apenas o começo da manhã. Nas duas pautas seguintes, não tinha escadarias para subir, mas os meus pés estavam tão doloridos que qualquer passo era um martírio para mim.

Pensando numa possível solução, fui até o shopping na hora do almoço. Pensei: vou comprar uma sapatilha. Alguma deve quebrar o ar menininha que o look pode ter. Mais uma vez, me enganei. Nenhum modelo dava o efeito. Os que davam, ficavam over demais com a saia estampada.

O jeito foi ficar com meu saltão mesmo e sofrer mais um pouco de dor nas pernas. Quando cheguei no carro, me deparei com um “milagre”. Estava lá, linda, gata garota, e perdida, uma sapatilha da Chanel, aquelas clarinhas com as pontas pretas. Pensei, “É tu e nem tô pra o que vão pensar”, e foi o que fiz.

Coloquei a sapatilha lá no estacionamento mesmo, com meu colega rindo da minha braveza com a dor nas pernas.

Seguimos nosso caminho e fomos – finalmente – almoçar. A hora que desci do carro, encontrei uma amiga. Cumprimentei ela super constrangida pensando “Ai, meu Deus, ela vai me detonar”. No momento em que ela se aproximou, disse: Menina, que look lindo! Tô apaixonada e louca para copiar ele. A sapatilha tá linda com essa saia.

Agora, em casa, com os pés para cima, chego a uma conclusão: mulher sofre, mas muitas vezes porque quer isso.

Moral da história… Não é um saltão ou um calçado baixinho que vai fazer você ficar mais ou menos elegante. Mas sim, a sua postura, quem você mostra para o mundo que é. Se estamos seguros, passamos a mensagem de ‘eu sou o máximo’ e convencemos os outros sem esforço nenhum.

P.S: não costumo andar com calçados flat. Sou adepta dos saltos. Hoje eles me incomodaram porque estou com as pernas acabadas de uma combinação de duas semanas de viagem + corridas no fim de semana.

Beijos,

Gabriela

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