It visita a Holanda – Red Light District

Quem vem a Amsterdã e não conhece o Red Light District ignora uma parte muito importante da cidade.

O espaço surgiu no século XIV, junto com a legalização da prostituição na cidade. A inicitiva serviu para proteger as mulheres e filhas dos nobres da exposição das prostitutas e também para aumentar a clientela, criando assim um novo comércio.

Hoje o RLD conta com mais de seis mil prostitutas de todo o mundo que se expõem em vitrinas como se fossem produtos – e são.

Cada uma mostra o “produto” à sua maneira. Os trajes – lógicamente – são mínimos e as garotas ficam se insinuando para todos que passam. Afinal, qualquer um pode ser um cliente em potencial.

Numa conversa com um cara que devia ser um cafetão, pois ficava oferecendo os serviços de uma das vitrinas, perguntei quantos atendimentos elas faziam em média. Ele respondeu que por dia as meninas colocam seu talento em prática 10 vezes. Haja força de vontade, né, minha gente?

Perguntei se ele já viu muito brasileiro sendo atendido e ele respondeu que somos um povo que adora esse serviço. Já passaram por lá solteiros, grupos de amigos e casais. Ai ai ai!

Não é pra menos que as meninas trabalhem tanto. Algumas chegam a desrespeitar a lei – sim, existe uma lei que dita uma carga-horária para elas – e começam o trabalho de manhã e seguem até não aguentar mais.

Falando em aguentar, falei com a Marisca – sim, esse é o nome de guerra dela, uma francesa de 52 anos que trabalha no RLD há 30. Tem gente que não fica tanto tempo em uma empresa, né?

Ela contou que já viveu dias melhores, quando atendia em média oito homens por dia. Hoje não passam de três, o que diminuiu seu rendimento.

Mas ela nem pensa em se aposentar. Diz que morreria de fome e tédio. Então tá, né?

Preferências

A maioria dos clientes são turistas solteiros, que buscam a cidade atrás de sexo e drogas – não esqueçam que a maconha é legalizada por aqui.

As prostitutas mais procuradas e também as mais caras são as russas, seguidas pelas sul-asiáticas e pelas negras vindas da França e África.

Os preços variam conforme o quarto, o serviço que for feito e o tempo de duração. Cada uma escolhe quanto cobrará.

Nas tabelas o cliente pode encontrar desde meninas por 25 euros, nesse caso as mais velhas, até outras de 300.

O trabalho delas pode ir desde uma dança no poste até uma menagé. Depende do que o cliente quer e quanto está disposto a pagar.

Ah, e quando passamos e vemos a cortina fechada, é porque o trabalho está rolando. Em alguns casos dá até pra ver a silhueta dos envolvidos nos serviços.

E a galere fica reunida na frente das vitrines mesmo, tanto que fiz questão de registrar em foto.

Parece clichê, mas esse é um programa bem bacana para fazer na Holanda.

Beijos,

Gabi

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