As laranjinhas de Nova York

Ontem falamos de frutas e verduras na semana de moda de Madri. Hoje é a vez de falarmos das laranjas de Nova York. Não, ninguém resolveu imitar a Stella McCartney e fazer estampas com a fruta. Mas a semana de moda de lá teve uma invasão da cor laranja.

Foi em todos os tons. Do mais claro ao mais escuro, como look total (Lyn Devon) ou em detalhe (BCBG Max Azria), teve até degradê – terminando no nude (Charlote Ronson). Portanto, preparem-se, porque o próximo verão pode chegar em terras tupiniquins com muita cor de laranja.

Na hora de vestir a cor, preste atenção em alguns detalhes. Pra não ficar parecendo uma laranjada andando por ai, escolha uma peça alaranjada e invista nela. Pode ser uma camisa, uma saia, ou um acessório. Daí pode potar por um tom bem chamativo.

Claro que tem aquela regra de que se você tem muito quadril, nada de cor gritante embaixo. Se tiver muito peito ou barriga, nada dela em cima.

Se quiser apostar em um vestido ou macacão, escolha num tom mais claro, menos gritante. O tecido tem que ser mais bonito, nobre e leve. Laranja e material pesado não combinam. Fica bruto demais. (Já viu couro laranja?)

Outra opção legal apresentada foi a combinação de tons tons da cor. O laranja mais claro e o mais vivo ou escuro, fica moderno, como fez Lyn Devon, Erin by Erin Fetherston e Proenza Schouler

Os tons que mais combinam com o laranja são: branco e nude (óbvio), azul (do klein ao turquesa) e camel.

Veja abaixo os looks desfilados em NY.

Derek Lam
Lyn Devon
Lyn Devon
Lyn Devon
Proenza Schouler
Peter Som
Kimberly Ovitz
Jennk Pakcham
Michael Kors
Michael Kors
Erin by Erin Fetherston
Charlotte Ronson
BCBG Max Azria

E ai, prontas para alaranjar?

Beijos e abraços,

Douglas e Gabriela

Frutas e verduras em Milão

Lembra que no verão 2011 a Prada criou a estampa tropica, com um monte de frutas? A Stella McCartney seguiu a mesma ideia e fez a estampa de laranja. Pois a tendência frutífera não deve parar por ai. Algumas grifes que desfilaram essa semana em Milão usaram imagens de frutas e verduras em suas estamparias.

É importante lembrar que, embora sejam looks de passarela, essa é uma tendência que vai para as ruas. Pra usar sem errar, aposte em frutas como acessórios, ou uma estampa não tão exagerada.

No Brasil, nesse verão, quem fez um trabalho semelhante e se deu bem foi a Triton, que fez camisetões, camisas e vestidos usando a inspiração tropicalista.

E se você está na dúvida de comprar a sua, pode adquirir sem medo, porque parece que no próximo verão poderá continuar usando.

Dolce & Gabbana
Moschino Cheap & Chic

Essa da Dolce não lembra muito a usada pela Alessa no verão nacional?

Beijos e abraços,

Douglas

O jeans com jeans renovado

Estávamos fazendo um post com dicas para usar algumas tendências-chave dos anos 50 e nos deparamos com uma delas que achamos um absurdo deixar em meio a outras. Não é novidade nenhuma, mas o jeans com jeans deu um jeito de se renovar e continuar sendo o queridinho dos fashionistas.

Muito se deve ao fato de os ‘meros mortais’ também conseguirem usar. Afinal, o top e o bottom iguais dava aquele revival dos anos 90. E muito mendo em quem não é antenado.

Vamos ver algumas diquinhas?

Pegue a camisa jeans com textura ou estampa e jogue com a calça no mesmo tom ou em um próximo. O resultado fica super legal e só de perto se percebe que ambas as peças são jeans.

Isso foge da aparência de macacão que as duas peças lisas podem criar.

A camisa mais clara que a calça, ou vice-versa, também ajuda a tirar a impressão de “tudo-a-mesma-coisa”.

Reparou que tanto a primeira quanto a segunda “modelo” usou a manga dobradinha? Ótima opção pra primavera, né?

Menino também pode usar a tendência, viu?

Bom, o negócio, tanto para elas quanto para eles, é tirar a cara de macacão, tudo igualzinho, parecendo conjunto. O bacana é usar peças que mostrem que são separadas.

A tendência pode dar um ar setentinha ao look. Ainda mais se o jeans for mais gasto, claro e usado com acessórios de cores chava, como o marrom e o camel.

Gostou das dicas? Já consegue atualizar seu jeans + jeans?

Beijos e abraços,

Douglas e Gabriela

Pra se virar na primavera

E chegou a época mais florida, linda, fofa e amada do ano, a primavera. Oficialmente ela inicia às 15h do dia 23 de setembro e vai até dia 21 de dezembro. Isso é teoria, é claro.

O clima primaveril, infelizmente, dura pouco. Logo, lá por novembro, o calor chega pra ficar.

Daí nós resolvemos retomar aqueles posts que fizemos uns tempos atrás, os “Pra se virar nos dias nem tão frios”. Só que agora vamos fazer o “Pra se virar nos dias nem tão quentes”. Na verdade são duas dicas pequenas, só pra tirar ideias que vão ajudar a evitar aquele efeito cebola.

Primeiro. Os dias não começam tãoooo frios. Por isso, não precisa se empacotar na hora de ir pro trabalho. Um blazerzinho, uma jaqueta jeans ou um cardiganzinho são suficientes pra enfrentar aquele friozinho do começo do dia.

Dito isso, vamos aos looks de hoje.

Resgate seu melhor amigo do verão passado, o vestidinho. Acompanhado de um blazer liso – daí veja a cor de sua preferência – ele será tudo o que você precisa para ter um look bacana no dia a dia.

Enriqueça mais com um lenço atual. Se o vestido for liso, aposte na estampa liberty. Se você for ousada, faça um jardim inglês e use um vestido floral com a padronagem. Vai ficar muito bacana.

Nos pés, vale tudo. Desde os sneakers, até sapatilhas, sapatos e sandálias em suas variantes altas e baixas.

Pra dar o arremate final, pegue uma olsa bapho, que deixe o look “requentado” do ano passado com uma cara super atual. Vale lembrar que o modelo do momento é a Cabas, da Céline.

Tá, já vamos começar nos explicando. Pegamos pesado nesse. Mas o conceito é bom.

Primeiro, elimine o cigarro. Segundo, desça a barra da hot pant e a transforme em um shortlá pela metade da coxa. Mentalizou? Agora elimine o salto se você for mais conservadora.

E pronto. Um look composto por um short, uma camisa, blusa ou t-shirt e um blazer é tudo o que você precisa.

Reparou que o blazer dela é super clássico, com cara de Chanel? Assim como a bolsa, que é uma 2.55. Esses ícones clássicos super contrastam com a hot pant, o relógio descolado e o saltão.

Na verdade ela faz um mix de estilos. Vai da jovem (relógio), ao clássico, chegando na poderosa/sensual (hot pant e sandália.

Pra apostar em um look desses, primeiro, seu ambiente de trabalho deve permitir mais ousadia. Convenhamos, não dá pra uma advogada entrar no escritório assim, né? E segundo, você precisa ter muita atitude.

Se você for mais clássica, a velha fórmula do jeans e camiseta ainda funciona. Adiciona um blazer bacanérrimo e arrasa na pista, bonita!

Essa é apenas a primeira dica dessa primavera que, com certeza ainda vai nos render muitos posts.

Beijos,

Douglas e Gabriela

We ♥ : Très slow chic

Em uma época em que tudo é fast, viver o conceito slow parece ser complicado. No entanto, ele demonstra estar mais em alta do que nunca. Primeiro, na Itália, surgiu o slow food, que incentiva as pessoas a apreciarem a comida com calma, curtindo desde a beleza do prato até todos os gostos que o paladar puder sentir.

Nos Estados Unidos, um grupo incentiva o slow read. Estes, lêem o livro de cabo a rabo. Nada fica para trás. E eles fazem isso devagar, com calma, para que a leitura fixe em suas mentes.

Na França – e onde mais seria? – surgiu o movimento do slow chic. Ele denota a parisiense perfeita, complicada de existir, mas possível de ser identificada. Talvez a principal teoria para isso venha lá dos anos 30, quando Coco Chanel disse “A girl must be two things: classy and fabolous.”

O livro La Parisienne, escrito pela filha de um marquês com uma Légion d’Hounneur, designer, ex-modelo de passarela, musa da Chanel há 20 anos atrás, atual “rosto” da L’Oreal, business woman e consultora de imagem da Roger Vivier, que já vendeu mais de 100 mil cópias, mostra que ser uma parisiense vai além de dress codes.

Para ela, ser uma parisiense é um estado de espírito, um sentido de liberdade. A mulher de Paris é uma mistura de épocas, pessoas e modas. Ela conhece, acima de tudo, seu próprio corpo e não é uma fashion victim. Aliás, ela não é vítima de nada. É frívola, insolente e profunda.

A parisense de Inès é uma mistura de Brigitte Bardot com Simone de Beauvoir. Ela ignora tendências, mas sempre usa um detalhes que mostra que está antenada com a moda.

Acima de tudo, ela não fica presa aos 30 quando está com 50 anos e jamais se achará demodée.

O livro, que tem ilustrações da própria Inès e fotos de sua filha Nine, que parece a autora no começo da carreira, aos 17 anos, é feito com base em seis pontos, que são chamados de “o DNA da mulher francesa”.

São eles:

1 – Evite o total look

Saiba misturar grifes, estilos, décadas. Uma parisiense antenada sabe que nada fica para trás.

Nisso se inclui o “nunca jogue nada fora”. Além da moda ser um ciclo, saber misturar a it bag passada com o look do momento sem fazer isso parecer boring.

2 – Seja antibling

A verdadeira mulher francesa não tem a necessidade de parecer rica. Ela não ostenta jóias nem vestidos de alta-costura.

Para ela, o melhor look não precisa ser o mais caro, apenas ter boa qualidade e beleza.

3- Descubra novas grifes

La Parisienne é acessivel e aberta ao novo. A criatividade é seu forte e ela sabe, facilmente, misturar uma peça cara, de grife famosa, com outras mais baratas, de marcas não tão, ou nada conhecidas.

4- Nunca ache o que você está vestindo “demais”

Achar que o salto está alto demais, a saia curta demais ou o vestido justo demais não é nada parisiense.

Ter segurança e conhecer o próprio corpo são ferramentas essenciais para a elegância.

5- Ignore ídolos

Seu ícone de estilo não precisa ser uma estilista ou artista famosa. Ele não precisa ser sempre o mesmo.

A inspiração pode vir de sua mãe, sua avó ou sua amiga desconhecida. O que importa é que você se identifique com ela.

6- Desconfie do “bom gosto”

Quebrar paradigmas é uma constante para a legítima mulher francesa. O que seria da combinação preto e marinho se não fosse Yves Saint Laurent unir as duas cores?

Ela gosta de emancipar seus gostos e quebrar as regras da moda, virando o erro a seu favor.

Pode não existir uma regra exata, mas com La Parisienne você chega um pouco mais perto da mulher francesa ideal e se aproxima do novo slow, o de não perder a elegância nunca – e gostar disso.

Beijos e abraços,

Douglas e Gabriela


O que seu cabelo diz sobre você

Assim como a roupa, o cabelo passa uma mensagem para o mundo. Pense e concordarás. Uma pessoa que usa um Chanel, sempre bem alinhado, há anos cortado no mesmo comprimento. Ela não pode ser mais clássica, né?

Já outra, que tem o corte desalinhado, com mechas californianas, ondas soltas, que fluem. Ela não passa a ideia de ser totalmente praiana?

Pois é. Essa é a graça de termos – ou não – esse monte de fios em cima da cabeça. Eles mostram um pouco do que gostamos, de quem somos, de nossas crenças e gostos.

Algumas religiões não permitem que a mulher corte o cabelo. Se ela o fizer, estará se expondo demais.

Uma vez, numa palestra, o top cabeleireiro Marco Antônio Di Biaggi disse que as mulheres tímidas geralmente têm cabelão, cobrindo um pouco o rosto e escondendo um pouco o jogo.

Em contraponto, quando elas querem aparecer, passar uma imagem de sensualidade, usam preso, com a nuca aparecendo.

É incrível como um hábito quase insignificante do nosso dia a dia, como arrumar o penteado, ajuda a nos definir perante o mundo.

Pessoas de cabelo curto costumam ser práticas, não gostar de ficar em frente ao espelho se cuidando, arrumando os fios. Preferem acordar, passar um pente, no máximo dar uma ajeitada com algum produto e sair.

Já quem tem cabelo comprido, é o oposto. A pessoa gosta de se cuidar, de dedicar um tempo a sí.

Um dia uma amiga disse uma frase que fez sentido. Mulheres que têm o cabelo cacheado, assim como ela, e o assumem dessa maneira, assim como ela, costumam ser autênticas e decididas. Não ligam muito para o que os outros pensam ou algumas imperfeições. “Damos bola para aquela gordurinha lateral, mas não nos massacramos por isso”, disse ela exemplificando.

O cabeleireiro dela disse que geralmente são mulheres calmas, que se dedicam às coisas e têm muita, mas muita paciência. “Afinal, não é fácil cuidar daquele monte de cachos.”

E sim, além de estar na moda, os lisos são preferidos pelas brasileiras. Não tem jeito, elas amam. Essas costumam ser as mais vaidosas, que não se importam de perder uma hora do dia fazendo chapinha.

Cores também podem falar muito sobre a personalidade. Ou vai dizer que uma pessoa discreta pintaria o cabelo de vermelho fogo? E que a menina que quer aparecer, ser o centro das atenções, vai pintar de castanho?

As menos ousadas usam cores discretas. As misteriosas, preto. As extravagantes, cores fortes. As que desejam ser sexies, tons de loiro.

O comprimento é outro revelador de personalidade. Lá no começo falamos do chanel. Aqui evocamos Anna Wintour com o mesmo corte há séculos.

Moicano, que costumava definir tribos, hoje é popular. Elas e eles apostam. Além da moda de rua, esse corte diz que a pessoa adora uma coisa diferente e não tem medo de se aventurar. Por isso os jovens são tão fãs dele.

A franja, so cute, passa justamente essa mensagem. Uma menina fofa, romântica, quase sonhadora, esperando pelo princípe encantado.

Quem raspa tudo (Alôw, Britney), com certeza gosta de ser o centro das atenções. E não se importa com julgamentos ou as famosas perguntas se está enfrentando uma quimioterapia. Ao contrário, se diverte com isso.

E o preferido da brasileira? O compridão… Esse passa uma só mensagem: sensualidade.

A questão do cabelo pode ser muito mais ampla do que se imagina. Hoje existem tendências em cima disso. Mas a principal dica que fica é: preste atenção em qual fica melhor em você. Alguns cortes não ficam bem para todo mundo.

Não siga a modinha da novela, do cinema, das passarelas. Faça a sua. Adapte seu cabelo àquilo que fica bem em você e seja feliz.

Beijos e abraços,

Douglas Petry e Gabriela de Oliveira