São Paulo Fashion Week / verão 2012 – Dia 3

Enquanto o segundo dia mostrou uma mulher romântica, o terceiro trouxe uma figura feminina mais moderna. O dia, que começou com um desfile externo, na beira da lagoa, passou por temas ‘non sense’, mas sem perder a elegância, teve homenagem aos negros e terminou com a dupla mais esperada da 31ª edição do SPFW: Ashton Kutcher e Alessandra Ambrósio.

Cavalera

O tema da coleção de verão da Cavalera é basicamente: a pintora Frida Kahlo ouvindo Janis Joplin enquanto comemora o Dia dos Mortos mexicano. À beira da lagoa, no Parque do Ibirapuera, com performance de atores que carregavam adereços com o logo da marca, o que se viu foram Fridas urbanas.

As calças eram justas, com bocas de sino, em jeans Black ou bem claro. Os vestido eram fluidos e tinham bordados ora exuberantes, ora encorpados de flores de ar latino.

Para eles, uma alfaiataria cool, muitas vezes ampla e confortável. Outrora ela vinha mais estruturada, com recortes e misturas de cores em tecidos, numa alusão a estamparia e texturas de ponchos.

Como é de costume, o show predominou e, com certeza, o que se viu na passarela será pouco explorado nas lojas.

Gloria Coelho

Com inspiração na volta de Netuno ao signo de peixes, no fundo do mar e no amor universal, Gloria Coelho fez seu verão psicodélico, baseado na efervescência cultural do final dos anos 60 e começo dos anos 70. Para representar o futurismo, Gloria juntou a isso tudo personagens como os X-man, que apareçam em uma espécie de armaduras.

Destaque para os costumes e as vestes e calças em couro com recortes vazados sobre peças com texturas e brilhos. Os vestidos apareceram lisos e com desenhos gráficos com efeito plastificado. Outros tinham recortes sobrepostos com leve movimento.

Nos tecidos, lã fria, tafetá, couro, sedas pesadas, náilon com pedrarias, tule com cristais e organza com paetês e metais. Na cartela de cores, preto, cinza, gelo, rosa, nude, roxo, verde-fluo (de novo!), laranja (de novo²!!) e off-white.

Mario Queiroz

Pela primeira vez em sua carreira, Mario Queiroz leva para a passarela uma coleção pensada para as meninas, mas sem deixar de lado seu público masculino fiel. A inspiração de seu verão 2012 é a metrópole sob uma ótica minimalista.

Com uma cartela de cores composta por preto, branco, cinza, chumbo e metalizados, apareceu a referência às máquinas e aos primeiros anos do cinema.

A linha feminina foi do tipo unisex, que permite, caso o namorado queira, que ele use as peças dela. As peças eram sóbrias e clássicas, numa alusão aos anos 30. Casacos e blusas apareceram amplos, com alças mais próximas ao corpo.

Para eles, a camisaria e alfaiataria tinham apelo tradicional. Os blazeres tinham shapes democráticos, indo do micro aos mais amplos, sem deixar de passar pelos ajustados, com fechamento de quatro botões.

Os tecidos iam das tricolineas aos jacquards com detalhes de flores. Alguns acabamentos tinham resina e banhos de prata.

Huis Clos

Para o verão da Huis Clos, Sara Kawasaki, estilista da marca, se inspirou na elegância. As roupas vieram construídas a partir de retângulos e losangos. Franjas e fechamentos de rebites metálicos conferiam graça aos looks.

As formas eram bem extremas. Ou longas, ou super curtas. O volume apareceu nas mangas e nos ombros. Grafismos construídos por recortes geométricos fizeram as vezes de estamparia. As calças eram leves, com volumes nos quadris e mais curtas.

Na parte de acessórios, muita cor caramelho. Destaque para as ankle boots com elástico e saltos que acompanhavam a geometria das peças. O que também chamou a atenção foram os colares feitos com o mesmo material das roupas.

Os tecidos escolhidos foram, basicamente, linho, cetim, náilon tecno e malha de algodão. A cartela de cores foi enxuta, passando apenas pelo azul-índigo, castanho, cinza e rose.

Osklen

[VÍDEO A SEGUIR]

A estética negra e suas influências foram o tema da coleção de verão da Osklen, intitulada Royal Black. Porém, nada de levar a África para a passarela. A Oskar Metsavaht apresentou uma coleção com a ótica da grife. A maior alusão foi às baianas, pescadores e capoeiristas.

O que se viu foi simplicidade e conforto. Tecidos rústicos se misturaram a tecnológicos. Os shapes foram inspirados na alfaiataria e tinha formas soltas e arredondadas nas costas e, algumas vezes, revelavam um pouco de pele.

Os tricôs mescla e feios de metal com tramas abertas contrastou com peças mais estruturadas em ráfia e palha de seda.

A estamparia foi composta por flores geométricas, coqueiros e outras mais coloridas e com ar futurista, com bordados de paetês, quadrados e metalizados. A tabela de cores trouxe muitos tons de cru, pontuados por preto e dourado.

Colcci

O desfile da Colcci foi embalado pela era disco. O que se mostrou na passarela foi um jeanswear despojado. Shorts de cintura alta tinham bainhas desfiadas. Calças tinham bocas largas e macacões receberam as pernas pantalonas. Os tops e bodys vieram em tricôes listrados em cores vibrantes.

Para a ala masculina, a alfaiataria veio em denim e tecidos diversos, que foram dos mais tradicionais aos mais tecnológicos, de efeito empapelado.

Os blazeres apareceram das mais formas possíveis. Amplos e volumosos com recortes nas costas, com calças mais secas ou bermudas foram o destaque.

A tabela de cores contou com azul, laranja, rosa, vermelho, amarelo e branco.

Texto: Douglas Petry

Vídeos: youtube.com

 

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