A super Costanza

Hoje, revirando meus arquivos, achei uma reportagem que fiz uma vez sobre a Costanza Pascolato – pra quem não sabe, um dos maiores ícones da moda brasileira – e relendo deu uma vontade enorme de dividir com vocês.

Portanto, segue ela abaixo. Deliciem-se sabendo um pouco mais sobre essa “monstra” da indústria da moda brasileira.

xoxo,

Douglas Petry

“Desculpem o atraso, mas estou no outono de minha vida”. Esta é uma das primeiras frases ditas por Costanza Maria Teresa Ilde Josepina Pallavicini Pascolato, ou simplesmente, Costanza Pascolato. A italiana, que vive no Brasil desde os cinco anos de idade, é vinda de uma família de industriários e intelectuais. Seu nome, explica, é em homenagem a várias gerações de sua família. “Como eu fui a primeira neta, minha mãe homenageou duas avós, duas tias-avós e uma pessoa muito próxima a nossa família”, explica.

O ícone da moda brasileira esteve na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em uma palestra sobre sua vida e obra. Com três livros lançados, Costanza diz que a nostalgia comanda sua sensibilidade.

Carreira

Segundo sua mãe, Costanza se apaixonou pela moda cedo, aos três anos de idade. Apaixonada por estética, arte, móveis e antiguidades, estudou história da arte e afirma que tem facilidade em lidar com moda por isso. “Acho a moda algo incrível. Ela tem a capacidade de refletir momentos e pequenos fragmentos da história”, diz.

No jornalismo de moda, função que desempenha há quase 30 anos, Costanza já foi editora da revista Claudia Moda, colunista da Folha Ilustrada nos anos 80 e há mais de 21 anos faz parte do conselho editorial da revista Vogue Brasil. Na Vogue também tem, há mais de 19 anos, uma coluna. Porém, ela afirma que detesta escrever. “Comecei a escrever nos anos 80, pra Folha. Lá que fui aprendendo. Depois, na Vogue, fui moldando ao longo do tempo a minha coluna. Mas, ainda hoje, detesto escrever”, afirma ela, que completa dizendo que toda a facilidade que tem para colorir uma estampa, ter idéia para um tecido – ela é herdeira de uma tecelagem – ou criticar a moda, tem em dificuldade para escrever.

Idealismo pessoal

Separando o tempo por estações, Costanza afirma estar vivendo o outono de sua vida. “É a época onde começamos a ter dificuldades para coisas que antes era simples, como atividades mais intensas. O inverno é o fim, quando não conseguimos nem temos vontade de fazer mais nada”, brinca.

Ela ainda fala da importância de se apaixonar. “Não falo só daquela paixão carnal. Mas também de se apaixonar pelas coisas da vida, pelas alegrias, pelo nosso trabalho, pelas nossas conquistas e derrotas. Sem isso, não tem como morrermos felizes”, diz um dos maiores ícones da moda brasileira.

A última obra

Seu último livro “Confidencial – segredos de moda, estilo e bem-viver” não foi uma vontade própria. “Minha filha insistiu muito e eu acabei lançando”, fala sobre a compilação de textos que escreveu durante anos e reuniu na obra.

“Não queria ser pretensiosa. Não gosto dessa coisa de ser juíza e dizer o que é certo e o que é errado”, afirma a autora que diz ter posto no livro apenas as coisas em que acreditava.

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