Não é feitiçaria: o encanto dos tecidos tecnológicos

Como bem dizia a fofa fa Feiticeira, já há alguns anos, “Não é feitiçaria, é tecnologia”. Na época a bonita fazia propaganda pra aquelas cintas que prometiam substituir as famijeradas abdominais. Hoje, que ela não está mais tão bonita, poderia muito bem aplicar sua frase (tão femijerada quanto as abdominais), nos tecidos usados pela indústria têxtil brasileira.

Não entrarei no âmbito da moda internacional neste texto. Por isso, começarei a traçar uma linha do tempo lá por 2009, quando a estilista Patricia Viera desfilou uma coleção de verão cheia de couro tecnológico. O que é o couro ecológico? É o tecido que recebe um revestimento à base de látex, a mesma matéria prima da borracha e do plástico. Então, ele é trabalhado de uma forma que lembra o couro.

Na época, me questionei: é possível alguém usar isso no verão brasileiro? Ao primeiro toque em uma peça, obtive a minha resposta: sim, é possível. Por não ser couro, mas sim um tecido, a peça não é tão quente. Claro que não dá nem pra pensar em sair por aí, num calor de 40º, mas para os dias mais ou menos, pode-se usar tranquilamente.

Depois, no inverno de 2010, ví a Animale desfilando o tecido tecnológico. Tudo muito armado, atificial, parecendo algo fora da realidade de qualquer pessoa normal, quase um monte de astronautas – ou seriam marcianos? – andando na passarela. E era mesmo, não fosse a explicação de que as armações cairiam quando as peças fossem para as lojas. O tecido era diferente em seu toque. Não chegava a ser o tal couro, pois tinha apenas a aplicação de resina por cima na maioria dos casos. Mas a decepção maior, foi a hora que as coleções foram para as lojas. Muito pouco se viu do tão falado tecido tecnológico.

No mesmo inverno, quando eu ainda morava na Argentina, em uma visita ao Brasil, fui a uma loja da Ellus, onde ví jaquetas idênticas ao couro. Conversando com a vendedora, conheci a Ellus Leather Denim, marca registrada pela grife, onde todos os tecidos são tecnológicos. Na hora aquela jaqueta entrou para a minha wishlist. Não comprei aquele dia, não comprei na liquidação e acabei ficando sem e super decepcionada e braba comigo mesma.

São Paulo Fashion Week – inverno 2011. O primeiro desfile já revelou: muito couro neste inverno! Os releases confirmavam, e o melhor de tudo: não é qualquer couro, é o couro tecnológico! Sim, sem dúvidas ele é uma super tendência deste inverno! Fiquei mega feliz ao ver que praticamente todas as grifes tinham peças com o tratamento tecnológico em suas coleções, não era mais exclusividade da Animale, sempre a frente de seu tempo nas passarelas, nem da Ellus, que no Brasil “tomou” o título de leather denim para si.

Agora, nos últimos dias, estou envolta em um editorial apenas com peças de tecido tecnológico. Apaixonada por quase todas elas, fico em dúvida na hora de escolher qual comprar na hora de devolver nas lojas. Por enquanto, me adonei de uma jaquetinha da Ellus – quase igual a do ano passado – e uma da Cavalera, que recebeu apenas uma resina por cima. Mas ainda estou de olho num blazer de couro tec. da Colcci.

Por isso eu digo: graças a Deus, existe a tecnologia. Pois sem ela, como amaríamos tanto tantas peças por temporada? Um viva à tecnologia e um viva à moda brasileira, que está fazendo um ótimo uso dela.

Beijos,

Gabi!

Texto: Gabriela de Oliveira

Foto: Douglas Petry

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